Por que e para que somos rotarianos?
ão
há dúvida de que são muitas e muito distintas
as possíveis e corretas contestações que
satisfazem, de ângulos diferentes e com amplitudes diversas,
a interrogação proposta pelo título desta
coluna. Mas a aspiração maior é chegar a
uma resposta ampliada e satisfatória que se aproxime de
uma síntese do significado e da finalidade de nossa organização.
Quando analisamos e avaliamos a vida de alguém, seja a
nossa própria ou a de outra pessoa, nos limitamos geralmente
a dois aspectos fundamentais: o público e o privado. Mas
eu acredito que além desses dois aspectos convém
distinguir um outro, de suma importância: as nossas influências.
Qualquer que seja a nossa posição
social, nosso trabalho, nossa profissão, nosso credo religioso,
doutrina filosófica, concepção ética
ou ideologia política, exercemos, com suas resultantes
em nossa própria vida, influências de toda ordem
sobre outras vidas e outros seres, numa sucessão contínua.
Não importa se você é um pensador iluminado
ou um orador inspirado, uma pessoa simples e serena, um homem
ou uma mulher de conduta ilibada, um comerciante honesto, operário
consciente, ou um professor compreensivo e carinhoso: você,
assim como todos, emite ondas de influência – e talvez
infinitas.
Esta é a contribuição do
indivíduo, por menor que ela seja, para a sociedade inteira.
Esta é sua participação e sua projeção
para a humanidade. Em nossos clubes rotários, vemos robustecer
a fé no valor dessa influência, que o bem intencionado
adota como objetivo máximo de sua vida. No clube somos
orientados e estimulados a exercer uma influência útil
a partir de nossa capacidade individual.
A
fórmula da coordenação
Mas o clube faz mais ainda: ele une, combina
e coordena essas influências individuais num conceito harmônico
de sentimentos, idéias e realizações que
as fortalecem e multiplicam. No clube se firma e se fortalece
um dos valores essenciais do Rotary, algo que vai além
de uma doutrina nova: a fórmula da coordenação,
um sistema de organização das influências
individuais que as integra em um grande esquema eficaz de ação
coletiva (e corporativa, pelo sistema de classificação
regional, nacional ou mundial).
O Rotary é, essencialmente, um humanismo
prático. Ou melhor: uma enorme instituição
que exerce e pratica ações plenas de humanismo.
Chegamos assim a uma resposta simples para a indagação
que abriu a coluna deste mês: somos rotarianos para poder
desfrutar da felicidade de nossa utilidade ao submetermos nossa
capacidade de influência benéfica ao processo rotário,
assim como também submetemos nosso prestígio para
seu máximo aproveitamento coletivo na prestação
dos serviços que prestamos.
A ABTRF – Associação Brasileira
da The Rotary Foundation – é um instrumento destinado
a exercer as nossas qualidades, desde que tenhamos a visão
de um rotariano comprometido com a nossa organização.
Visão, Influência, Prestigio e Seviço (VIPS)
devem ser as características básicas de um Rotariano
Comprometido (RC) com nossa organização. Todos os
clubes deveriam ser constituídos por RC-VIPS.
Portanto, está claro e simples o conceito
que rege nossa própria atuação rotária,
e que pode nos servir para satisfazermos o interesse de quem não
é rotariano, e também do rotariano novo ou imaturo,
quando esta pessoa nos perguntar: “Por que e para que existe
o Rotary?”