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José Alfredo Pretoni
(EDRI e Presidente da ABTRF)
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Por que e para que somos rotarianos?            

ão há dúvida de que são muitas e muito distintas as possíveis e corretas contestações que satisfazem, de ângulos diferentes e com amplitudes diversas, a interrogação proposta pelo título desta coluna. Mas a aspiração maior é chegar a uma resposta ampliada e satisfatória que se aproxime de uma síntese do significado e da finalidade de nossa organização. Quando analisamos e avaliamos a vida de alguém, seja a nossa própria ou a de outra pessoa, nos limitamos geralmente a dois aspectos fundamentais: o público e o privado. Mas eu acredito que além desses dois aspectos convém distinguir um outro, de suma importância: as nossas influências.
   Qualquer que seja a nossa posição social, nosso trabalho, nossa profissão, nosso credo religioso, doutrina filosófica, concepção ética ou ideologia política, exercemos, com suas resultantes em nossa própria vida, influências de toda ordem sobre outras vidas e outros seres, numa sucessão contínua. Não importa se você é um pensador iluminado ou um orador inspirado, uma pessoa simples e serena, um homem ou uma mulher de conduta ilibada, um comerciante honesto, operário consciente, ou um professor compreensivo e carinhoso: você, assim como todos, emite ondas de influência – e talvez infinitas.
   Esta é a contribuição do indivíduo, por menor que ela seja, para a sociedade inteira. Esta é sua participação e sua projeção para a humanidade. Em nossos clubes rotários, vemos robustecer a fé no valor dessa influência, que o bem intencionado adota como objetivo máximo de sua vida. No clube somos orientados e estimulados a exercer uma influência útil a partir de nossa capacidade individual.

   A fórmula da coordenação
   Mas o clube faz mais ainda: ele une, combina e coordena essas influências individuais num conceito harmônico de sentimentos, idéias e realizações que as fortalecem e multiplicam. No clube se firma e se fortalece um dos valores essenciais do Rotary, algo que vai além de uma doutrina nova: a fórmula da coordenação, um sistema de organização das influências individuais que as integra em um grande esquema eficaz de ação coletiva (e corporativa, pelo sistema de classificação regional, nacional ou mundial).
   O Rotary é, essencialmente, um humanismo prático. Ou melhor: uma enorme instituição que exerce e pratica ações plenas de humanismo. Chegamos assim a uma resposta simples para a indagação que abriu a coluna deste mês: somos rotarianos para poder desfrutar da felicidade de nossa utilidade ao submetermos nossa capacidade de influência benéfica ao processo rotário, assim como também submetemos nosso prestígio para seu máximo aproveitamento coletivo na prestação dos serviços que prestamos.
   A ABTRF – Associação Brasileira da The Rotary Foundation – é um instrumento destinado a exercer as nossas qualidades, desde que tenhamos a visão de um rotariano comprometido com a nossa organização. Visão, Influência, Prestigio e Seviço (VIPS) devem ser as características básicas de um Rotariano Comprometido (RC) com nossa organização. Todos os clubes deveriam ser constituídos por RC-VIPS.
   Portanto, está claro e simples o conceito que rege nossa própria atuação rotária, e que pode nos servir para satisfazermos o interesse de quem não é rotariano, e também do rotariano novo ou imaturo, quando esta pessoa nos perguntar: “Por que e para que existe o Rotary?”


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