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Caros
Rotarianos,
m
meus discursos como presidente do RI, costumo citar frases e pensamentos
de outras pessoas. Embora essas citações raramente
sejam provenientes de fontes rotárias, elas traduzem as lições
universais do Rotary e as nossas obrigações como rotarianos.
O escritor libanês Khalil Gibran não estava pensando
no Rotary quando escreveu: “Vós pouco dais quando dais
de vossas posses. É quando dais de vós próprios
que realmente dais”. Ainda assim, estas palavras se aplicam
ao prazer que temos em contribuir com a Fundação Rotária
e em empreender nosso trabalho humanitário.
Geralmente faço menção à
seguinte citação de Eleanor Roosevelt: “O futuro
pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”.
Há um grande grau de verdade nisso, pois o mundo precisa
de pessoas de visão e que sejam capazes de sonhar. Dia após
dia vemos no Rotary como esses sonhos influenciam as coisas que
fazemos, pois não basta apenas sonhar: é preciso materializar
nossos sonhos.
No ano passado, em Copenhague, na Dinamarca, comecei
um discurso citando a inscrição de um relógio
de sol que fica do lado de fora da Union Station, uma estação
de trem em Los Angeles: “Visão para ver, fé
para acreditar, coragem para fazer”. Essas palavras me surpreenderam,
pois são a representação fidedigna do que é
exigido de alguém para que ele alcance sucesso no Rotary.
Antes de agirmos, devemos ver as necessidades ao nosso redor e acreditarmos
que podemos fazer a diferença.
No decorrer deste ano rotário, Lorna e
eu temos visto os rotarianos fazendo exatamente isto. Eles tiveram
a visão que lhes possibilitou ver a comunidade e a aldeia
global. Mas, isoladamente, visão somente não basta.
É essencial que como rotarianos tenhamos fé para acreditar
e fazer a diferença. Vemos muitos dados estatísticos
que nos horrorizam. Gente passando fome, um sem–número
de analfabetos, outros tantos sem acesso a água potável
e saneamento. Seria mais fácil cruzarmos os braços
e dizermos que esses problemas são muito complicados de se
resolver. No entanto, como rotarianos, não damos as costas
a esses imensos desafios. Não somente temos fé e acreditamos
que podemos fazer a diferença, como também temos a
coragem de fazê-la. Essa coragem é o que separa o abismo
do mundo dos sonhos do mundo em constante movimento das ações.
Em todas as nossas viagens, Lorna e eu temos conhecido
projetos que estão mudando o planeta. Projetos que são
bem-sucedidos porque os rotarianos de todas as partes têm
coragem de arregaçar as mangas e partir para a ação.
Sempre tive orgulho de ser rotariano, mas conforme vejo mais e mais
o que o Rotary é capaz de alcançar, tenho ainda mais
orgulho de pertencer à primeira e maior organização
de clubes prestadores de serviços do mundo.
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