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William Bill Boyd
(Presidente do RI 2006-07)
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            Caros companheiros,

á quase um ano, em minha primeira mensagem na Brasil Rotário, escrevi que, como rotarianos, “não nos contentamos em deixar as coisas como sempre foram, seja em nossos clubes ou nas comunidades onde atuamos. Nós somos sempre aqueles que perguntam: ‘Por que não podemos fazer algo?’”
   No ano que passou, eu tive o privilégio de conhecer milhares de rotarianos que se fizeram essa mesma pergunta e aceitaram os desafios propostos por ela. Vi diversos projetos que me chamaram a atenção, alguns surpreendentes por sua criatividade e ambição, outros por sua visão e planejamento meticuloso. Vi clubes que superaram os mais diversos obstáculos para tratar dos reais problemas que afligiam suas comunidades. E vi tudo isso sendo feito com calor humano, simpatia e um conhecimento profundo da realidade local – e quase sempre com o apoio da nossa Fundação Rotária.
   Todos os projetos me chamaram a atenção de alguma forma. No entanto, fiquei particularmente impressionado com aqueles que lidavam com problemas que ninguém tinha enfrentado até então, seja pela falta de recursos, de habilidades específicas para esse trabalho ou simplesmente pela falta de conhecimento da situação. Em muitos casos, o problema era conhecido por todos, fosse uma clínica mal equipada ou uma nascente de água poluída. Em outros, o problema nem era comentado, como o das jovens que freqüentavam uma escola sem banheiros. No fundo, o que eu acabei descobrindo é que, qualquer que seja o desafio – como garantir água potável às pessoas, combater a Aids e o analfabetismo – os rotarianos decidem o que precisa ser feito e fazem.
   Mas existem projetos que eu jamais vou esquecer: aqueles que têm enfrentado necessidades reais e de alguma maneira estão mudando a vida das pessoas. Lembrarei sempre do clube que, com a doação de próteses de mão de baixo custo, mas muito eficientes, devolveu a muitas pessoas auto-suficiência e dignidade; da biblioteca de Hsinchu, em Taiwan, que abriu o caminho das letras para muitas crianças; da sala de aula criada na ala de tuberculose infantil de um hospital africano; e da escola para crianças autistas erguida numa região onde não havia assistência especializada.
   Esses são apenas alguns dos projetos que eu vi realmente fazendo a diferença. Não é exagero dizer que essas iniciativas mudaram o curso de muitas vidas por intermédio de melhor educação, melhores condições de saúde e a chance de um futuro melhor. Em muitos casos, houve um enorme investimento de tempo, energia e recursos (às vezes dos próprios rotarianos). Em outros, a solução dependia simplesmente de alguém que se dispusesse a conhecer o problema, encontrasse uma solução e fizesse o que precisava ser feito.
   Neste ano, tive a grande alegria de ver como os rotarianos estão Mostrando o Caminho para um mundo melhor. Espero poder participar desta missão ainda por muitos anos. Lorna e eu gostaríamos de agradecer sua imensa generosidade em relação a nós. Este ano mudou nossas vidas para sempre.

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