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Caros
companheiros,
á
quase um ano, em minha primeira mensagem na Brasil Rotário,
escrevi que, como rotarianos, “não nos contentamos
em deixar as coisas como sempre foram, seja em nossos clubes ou
nas comunidades onde atuamos. Nós somos sempre aqueles que
perguntam: ‘Por que não podemos fazer algo?’”
No ano que passou, eu tive o privilégio
de conhecer milhares de rotarianos que se fizeram essa mesma pergunta
e aceitaram os desafios propostos por ela. Vi diversos projetos
que me chamaram a atenção, alguns surpreendentes por
sua criatividade e ambição, outros por sua visão
e planejamento meticuloso. Vi clubes que superaram os mais diversos
obstáculos para tratar dos reais problemas que afligiam suas
comunidades. E vi tudo isso sendo feito com calor humano, simpatia
e um conhecimento profundo da realidade local – e quase sempre
com o apoio da nossa Fundação Rotária.
Todos os projetos me chamaram a atenção
de alguma forma. No entanto, fiquei particularmente impressionado
com aqueles que lidavam com problemas que ninguém tinha enfrentado
até então, seja pela falta de recursos, de habilidades
específicas para esse trabalho ou simplesmente pela falta
de conhecimento da situação. Em muitos casos, o problema
era conhecido por todos, fosse uma clínica mal equipada ou
uma nascente de água poluída. Em outros, o problema
nem era comentado, como o das jovens que freqüentavam uma escola
sem banheiros. No fundo, o que eu acabei descobrindo é que,
qualquer que seja o desafio – como garantir água potável
às pessoas, combater a Aids e o analfabetismo – os
rotarianos decidem o que precisa ser feito e fazem.
Mas existem projetos que eu jamais vou esquecer:
aqueles que têm enfrentado necessidades reais e de alguma
maneira estão mudando a vida das pessoas. Lembrarei sempre
do clube que, com a doação de próteses de mão
de baixo custo, mas muito eficientes, devolveu a muitas pessoas
auto-suficiência e dignidade; da biblioteca de Hsinchu, em
Taiwan, que abriu o caminho das letras para muitas crianças;
da sala de aula criada na ala de tuberculose infantil de um hospital
africano; e da escola para crianças autistas erguida numa
região onde não havia assistência especializada.
Esses são apenas alguns dos projetos que
eu vi realmente fazendo a diferença. Não é
exagero dizer que essas iniciativas mudaram o curso de muitas vidas
por intermédio de melhor educação, melhores
condições de saúde e a chance de um futuro
melhor. Em muitos casos, houve um enorme investimento de tempo,
energia e recursos (às vezes dos próprios rotarianos).
Em outros, a solução dependia simplesmente de alguém
que se dispusesse a conhecer o problema, encontrasse uma solução
e fizesse o que precisava ser feito.
Neste ano, tive a grande alegria de ver como os
rotarianos estão Mostrando o Caminho para um mundo melhor.
Espero poder participar desta missão ainda por muitos anos.
Lorna e eu gostaríamos de agradecer sua imensa generosidade
em relação a nós. Este ano mudou nossas vidas
para sempre.
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