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o mês dedicado aos Serviços Profissionais, façamos
uma breve reflexão sobre ética e nossas atividades
do dia-a-dia. O Conselho Diretor do RI já definiu os Serviços
Profissionais não só como responsabilidade individual
de cada rotariano, mas, principalmente, como uma obrigação
coletiva de cada clube, expandindo substancialmente o âmbito
de nossas atribuições, passando a exigir atitudes
coletivas do clube na busca de soluções para as carências
da comunidade, num auxílio de cidadania junto aos órgãos
governamentais ou entidades privadas.
Ética para todos nós rotarianos
significa integridade, coerência, cidadania, responsabilidade
civil e social, pois se pregamos tolerância e compreensão,
não digerimos o fruto apodrecido dos modismos da época,
dos resíduos sociais, do ranço e da incompetência
oficial.
Buscamos, sim, orientação profissional
a jovens e adultos, apoio profissional melhorando na prática
a relação empregado/empregadores; conscientização
profissional, reconhecendo o valor de todas as profissões
úteis e a troca de informações; reconhecimento
profissional realçando as qualidades éticas e profissionais
de pessoas que mereçam realmente ser homenageadas.
Devemos, em nome dos Serviços Profissionais,
assumir cabalmente a nossa responsabilidade coletiva, pois, como
cidadãos e líderes de nossas comunidades, temos a
obrigação de colocar o dedo na ferida dos graves problemas
sociais provocados pelo desemprego e pela falta de orientação
profissionalizante. Sabemos, como Madre Tereza de Calcutá,
que não vamos resolver todos os problemas do mundo, mas podemos
atirar uma pedra no oceano e provocar muitas ondas.
Enquanto nos países industrializados os
jovens já estão familiarizados com as explorações
espaciais, com o genoma e com a robótica, os jovens de países
em desenvolvimento vêem aumentar assustadoramente os “meninos
de rua”, enjeitados pelos pais e rejeitados pela sociedade,
obrigados ao confinamento social, à prostituição,
às drogas e à violência urbana. Sem o respaldo
da comunidade e dos clubes de serviços em particular, continuarão
a campear as periferias da vida e os meandros das sarjetas, na fome
e na sede de justiça social.
Para tentarmos reverter o angustiante quadro que
diariamente vemos nas ruas e nos jornais, devemos responder rapidamente
ao chamamento do nosso presidente Jonathan Majiyagbe, através
de suas Ênfases Presidenciais: Saúde, Educação
e Alfabetização, Combate à Pobreza e Família
do Rotary.
Hoje já verificamos em muitos distritos
a distribuição do Guia Profissional do Rotariano,
mostrando a sua participação nos negócios,
atingindo a interação profissional entre os seus membros.
Verificamos, também, a realização, junto aos
Seminários dos Serviços Profissionais, de autênticas
Feiras de Negócios com estandes de companheiros oferecendo
oportunidades de negociação e troca de conhecimentos.
Os Serviços Profissionais são, também,
uma forma segura para se desenvolver o nosso quadro social. Voltemos
às nossas origens, e, como nos primórdios do Rotary,
busquemos atrair profissionais vitoriosos, preenchendo com novas
lideranças as nossas classificações. Com o
marketing de relacionamento devemos mostrar à sociedade a
importância de ser rotariano e o privilégio de pertencer
a uma organização que busca o desenvolvimento humano,
a paz e a compreensão mundial.
Cabe a nós, autênticos representantes
de um corte da sociedade, encontrarmos acesso e esperança
para este milênio. E oxalá encontremos logo, enquanto
é tempo, nós, idealistas, entusiastas ávidos
por sacrifícios que inspirem amor, suscitem esperança
e exijam ética.
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