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Luiz Coelho de Oliveira
(Diretor do RI 2003-05)
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o iniciar o segundo semestre de minha administração junto ao board do Rotary International, onde também participo nas Comissões de Programas e de Rezoneamento Rotário, bem como Diretor de Ligação para a Comissão de Assuntos Latino-Americanos, desejo expressar a cada um de vocês e familiares o mais promissor Ano Novo, com muita paz, saúde e realizações. Juntos neste ano que se inicia, possamos concretizar todos os nossos anseios familiares e profissionais, com muito envolvimento de toda a família rotária brasileira na consolidação de nossas idéias e ideais, estendendo a mão ao próximo para atingirmos as ênfases do nosso presidente Jonathan Majiyagbe.
   Um dos meus grandes sonhos como diretor do RI, que venho procurando realizar desde o início de minha gestão, é a integração dos países rotários latino-americanos e dos países de língua portuguesa. Sonho em ver os nossos objetivos comuns alinhados no mais amplo sentido da palavra globalização, não em termos meramente comerciais como é usada, mas sim, em objetivos mútuos. Gostaria de compartilhar esse sonho com todos vocês, mas somente com o crescimento de nossas idéias e da ampliação do número de nossos sócios poderemos ver um Rotary mais forte e unido com os países que têm problemas comuns para solucionar.
   Levanto esta bandeira após as viagens que tenho feito servindo ao Rotary International em países em desenvolvimento como Portugal, Bolívia, Peru, Nigéria e Tailândia. Nesses países com enormes problemas socioeconômicos, o Rotary vem desenvolvendo grandes trabalhos em prol da comunidade. O mesmo venho sentindo em minhas andanças ao participar de inúmeros seminários e reuniões de governadores em vários pontos do Brasil, mostrando o envolvimento do nosso rotarismo. Mas não nos basta apenas participar de nossos programas, precisamos reverter, urgentemente, o decréscimo do quadro social em nosso continente.
   No Instituto Rotário de Lima, Peru, realizado em outubro último, onde fui novamente o convocador e contando com a presença do nosso presidente Jonathan, foi discutido o tema “Integração dos Países Rotários da Amazônia”, quando tivemos a maior caravana de governadores brasileiros de todos os Institutos realizados fora do Brasil, sendo um exemplo marcante da necessidade de novas estratégias para os nossos interesses comuns.
   No Instituto de Aracaju contamos com a maior comitiva de governadores portugueses já vista no Brasil, reunida em sessão especial de trabalho com os governadores brasileiros, quando, dentre outras proposições, culminou com a declaração conjunta para a realização da Primeira Conferência Rotária dos Países de Língua Portuguesa, incluindo as nações africanas de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Timor Leste como evento pré-Instituto Rotário em Florianópolis, em setembro de 2004.
   Por isso, continuo sonhando com uma grande confraternização ibero-americana pois, além de grande delegação latino-americana e de língua portuguesa, também estaremos convidando governadores da Espanha para se juntarem a nós no XXVII Instituto Rotário do Brasil.
   Talvez seja o modelo do Rotary do novo século, quando poderemos dar um exemplo ao mundo do poder de aglutinação na busca de soluções comuns, num grande movimento de consagração de objetivos visando a paz e a compreensão entre os povos. Nações com semelhantes raízes, culturas, costumes, religiões e linguagem poderão identificar com maior precisão o caminho para o seu desenvolvimento. Sugestões ao board do RI, formação de clubes irmãos, parcerias internacionais para Subsídios Equivalentes, Intercâmbios de Jovens e de Amizade, Grupos de Estudos, Feiras Profissionais, Bolsas Educacionais e muitos outros programas e projetos poderão ser mais facilmente implementados.
   Mas só teremos sucesso se crescermos em idéias e em número de membros, sendo essa a premissa maior para podermos almejar as grandes vitórias para um rotarismo mais participativo. Urge o crescimento da nossa organização, fidelizando os nossos associados com programas marcantes para poder retê-los, refundando clubes com pequeno número de sócios e oferecendo exemplos concretos de atividades comunitárias para atrair novos membros. Somente assim poderemos manter mais viva e acesa a chama de nosso ideal de Servir.
   Ao atingirmos o Centenário do Rotary International, busquemos alternativas e desafios para este século, com vigor e crença em nossas convicções, estendendo a nossa mão ao próximo e transformando os nossos sonhos em realizações.


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