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o mês em que comemoramos as revistas do Rotary, em nosso país
tão bem representadas
pela Brasil Rotário, um de seus maiores
expoentes em todo o mundo, cabe uma breve reflexão sobre
o poder de comunicação em nosso meio.
O mundo deste século pertencerá,
sem dúvida, àqueles que tiverem espírito empreendedor
e que oferecerem o melhor atendimento possível aos seus clientes.
E em clubes de serviços, os clientes significam a própria
comunidade. Para sermos vencedores neste milênio, como rotarianos
envolvidos e comprometidos com a melhoria da qualidade de vida dos
jovens e desempregados, devemos romper com alguns paradigmas históricos,
valorizar o marketing e as relações públicas,
utilizando convenientemente a mídia e acessando prioritariamente
a informática. Mesmo porque a incompreensão de alguns
não deve frear o ritmo alucinante das mudanças que
estão ocorrendo no mundo contemporâneo, nem pode impedir
as reformas sociais que devem ser feitas em todas as instituições
seculares, sob pena de que estas venham a sucumbir no rumo frenético
da história.
Para tanto, precisamos mais do que nunca das qualidades
de um empreendedor: liderança, conhecimento e ação.
Liderança é a influência interpessoal
que faz com que as pessoas se empenhem voluntariamente em buscar
objetivos de grupo. O líder tem uma tenacidade incrível,
não desiste, acredita na sua própria capacidade e
vê o fracasso como oportunidade de aprendizagem. Entusiasmo
e paixão são suas principais características.
O líder nunca se acha uma vítima, não fica
parado reclamando das coisas e dos acontecimentos, pois ele age
para modificar a realidade. O líder não deixa acontecer,
pois ele “faz acontecer”.
O conhecimento se faz pela conscientização,
pois ninguém se atrai pelo que não conhece. O líder
tem um profundo conhecimento do que quer e do que faz, e se esforça
continuamente para aumentar a sua aprendizagem. Ele nunca desiste,
pois acredita em sua própria capacidade e no seu poder de
criatividade. Por isso ele pensa grande, visando mudanças
de comportamento e a quebra de paradigmas, sempre com motivação
e eficácia.
Para que possamos agir, não cabe mais mediocridade
em nossos clubes rotários. Não poderemos nos contentar
em somente distribuir cestas básicas ao longo de um ano,
impedindo a entrada da mulher, permanecendo sem programas ou planejamento,
ou participando de reuniões monótonas e repetitivas.
Como é possível ter ação oferecendo
uma pobre reunião semanal a homens de negócios ávidos
por prestação de serviços? Como retê-los
e como convidar outras lideranças locais? Para podermos atuar,
deveremos ter o comprometimento de cada rotariano e um planejamento
para o ano rotário, com gerenciamento de decisões,
delegação de responsabilidades, um trabalho de relações
públicas, estudo do perfil do quadro social e treinamento.
Tão importante quanto atrair o nosso sócio é
mantê-lo, envolvendo-o em projetos que possam oferecer exemplos
à sociedade para que possamos conquistar novos membros.
“Ninguém consegue liderar uma comunidade
do mundo civilizado sem se envolver com seus problemas, sofrer com
suas agonias ou sentir-se inspirado por suas causas”, disse
Sir Winston Churchill.
Não percamos, pois – por descuido
ou comodismo – o rumo da história. A melhoria da qualidade
de vida de nossa gente somente será atingida com nosso otimismo,
idealismo, solidariedade e companheirismo, prevenindo doenças
e promovendo saúde, procurando uma distribuição
de renda mais racional e uma educação continuada e
profissionalizante para a nossa população. Somente
com exemplos poderemos comprovar à nossa comunidade a intenção
soberana do Ideal de Servir.
Companheiros, sejamos semeadores de boas idéias
ao darmos a mão ao próximo. Sejamos semeadores buscando
no âmago do Rotary o exercício da fé e a pregação
de um ideal. Sejamos semeadores na busca da plena cidadania. Sejamos
semeadores, principalmente, reconstruindo – como nas palavras
de Paul Harris – “o modelo em miniatura de um mundo
de paz, concórdia e compreensão, onde o rotariano
lute na comunidade para estabelecer ordem onde houver caos, beleza
onde houver feiúra, companheirismo e alegria onde houver
solidão e tristeza, saúde e felicidade onde houver
pobreza e doença, porque aquele que oferece sua amizade ao
vizinho torna-se amigo de si mesmo”.
Dê a mão ao próximo.
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