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Luiz Coelho de Oliveira
(Diretor do RI 2003-05)
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o mês em que comemoramos as revistas do Rotary, em nosso país tão bem representadas
pela Brasil Rotário, um de seus maiores expoentes em todo o mundo, cabe uma breve reflexão sobre o poder de comunicação em nosso meio.
   O mundo deste século pertencerá, sem dúvida, àqueles que tiverem espírito empreendedor e que oferecerem o melhor atendimento possível aos seus clientes. E em clubes de serviços, os clientes significam a própria comunidade. Para sermos vencedores neste milênio, como rotarianos envolvidos e comprometidos com a melhoria da qualidade de vida dos jovens e desempregados, devemos romper com alguns paradigmas históricos, valorizar o marketing e as relações públicas, utilizando convenientemente a mídia e acessando prioritariamente a informática. Mesmo porque a incompreensão de alguns não deve frear o ritmo alucinante das mudanças que estão ocorrendo no mundo contemporâneo, nem pode impedir as reformas sociais que devem ser feitas em todas as instituições seculares, sob pena de que estas venham a sucumbir no rumo frenético da história.
   Para tanto, precisamos mais do que nunca das qualidades de um empreendedor: liderança, conhecimento e ação.
   Liderança é a influência interpessoal que faz com que as pessoas se empenhem voluntariamente em buscar objetivos de grupo. O líder tem uma tenacidade incrível, não desiste, acredita na sua própria capacidade e vê o fracasso como oportunidade de aprendizagem. Entusiasmo e paixão são suas principais características. O líder nunca se acha uma vítima, não fica parado reclamando das coisas e dos acontecimentos, pois ele age para modificar a realidade. O líder não deixa acontecer, pois ele “faz acontecer”.
   O conhecimento se faz pela conscientização, pois ninguém se atrai pelo que não conhece. O líder tem um profundo conhecimento do que quer e do que faz, e se esforça continuamente para aumentar a sua aprendizagem. Ele nunca desiste, pois acredita em sua própria capacidade e no seu poder de criatividade. Por isso ele pensa grande, visando mudanças de comportamento e a quebra de paradigmas, sempre com motivação e eficácia.
   Para que possamos agir, não cabe mais mediocridade em nossos clubes rotários. Não poderemos nos contentar em somente distribuir cestas básicas ao longo de um ano, impedindo a entrada da mulher, permanecendo sem programas ou planejamento, ou participando de reuniões monótonas e repetitivas. Como é possível ter ação oferecendo uma pobre reunião semanal a homens de negócios ávidos por prestação de serviços? Como retê-los e como convidar outras lideranças locais? Para podermos atuar, deveremos ter o comprometimento de cada rotariano e um planejamento para o ano rotário, com gerenciamento de decisões, delegação de responsabilidades, um trabalho de relações públicas, estudo do perfil do quadro social e treinamento. Tão importante quanto atrair o nosso sócio é mantê-lo, envolvendo-o em projetos que possam oferecer exemplos à sociedade para que possamos conquistar novos membros.
   “Ninguém consegue liderar uma comunidade do mundo civilizado sem se envolver com seus problemas, sofrer com suas agonias ou sentir-se inspirado por suas causas”, disse Sir Winston Churchill.
   Não percamos, pois – por descuido ou comodismo – o rumo da história. A melhoria da qualidade de vida de nossa gente somente será atingida com nosso otimismo, idealismo, solidariedade e companheirismo, prevenindo doenças e promovendo saúde, procurando uma distribuição de renda mais racional e uma educação continuada e profissionalizante para a nossa população. Somente com exemplos poderemos comprovar à nossa comunidade a intenção soberana do Ideal de Servir.
   Companheiros, sejamos semeadores de boas idéias ao darmos a mão ao próximo. Sejamos semeadores buscando no âmago do Rotary o exercício da fé e a pregação de um ideal. Sejamos semeadores na busca da plena cidadania. Sejamos semeadores, principalmente, reconstruindo – como nas palavras de Paul Harris – “o modelo em miniatura de um mundo de paz, concórdia e compreensão, onde o rotariano lute na comunidade para estabelecer ordem onde houver caos, beleza onde houver feiúra, companheirismo e alegria onde houver solidão e tristeza, saúde e felicidade onde houver pobreza e doença, porque aquele que oferece sua amizade ao vizinho torna-se amigo de si mesmo”.
   Dê a mão ao próximo.


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