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Rotary
International diz sim à mulher
e a mulher diz sim ao Rotary
Companheiros
e
companheiras no servir,
ossa
mensagem de outubro se diferencia das publicadas nas últimas
edições, que tinham nitidamente um sentido prático,
voltado aos temas relacionados aos meses anteriores. Nos pareceu
ser este um momento oportuno para uma rápida alteração
nos rumos previamente traçados para esta nossa conversa mensal.
Muito se tem escrito e falado com relação
à presença da mulher como associada do Rotary, iniciada
a partir de 1987. Sem sombra de dúvidas, a exemplo da internacionalização
do Rotary – que começou entre 1911 e 1913, com a fundação
de Rotary Clubs no Canadá, na Grã-Bretanha e na Irlanda
– a abertura da nossa organização para o ingresso
desse excelente contingente de mulheres prestadoras de serviço
representou um novo alento e um renovado impulso na nossa história
em todo o mundo.
Os obstáculos alardeados no passado se
apagam diante da evidência da inestimável contribuição
da presença vigorosa da mulher rotariana nos esforços
que desenvolvemos em favor da paz e da compreensão mundiais,
com enfoque certo e definido na melhoria da qualidade de vida, no
apoio às comunidades mais necessitadas e na busca de uma
solução harmoniosa para os conflitos entre os povos.
Num rápido retrospecto, podemos anotar
que, em 1995, já havia oito rotarianas ocupando o cargo de
governadoras de distrito nos EUA – no Brasil, em 1998-99 a
companheira Adélia Antonieta Villas tornou-se a primeira
governadora brasileira (distrito 4570). No mesmo período,
surgiram as primeiras governadoras da Europa, a espanhola María
Eugenia Lapeira (distrito 2200) e a argentina Susana Capriglione
(distrito 4870). A partir de então, elas se multiplicaram
neste trabalho, reconhecido por todos.
Destaque-se ainda que, através da natural
evolução e da necessária ascensão, em
2005 a americana Carolyn Jones, do RC de Anchorage East, no Alaska,
tornou-se a primeira mulher curadora da Fundação Rotária.
Para o período 2008-10, o Conselho Diretor do Rotary International
vai passar a contar com sua primeira diretora, a francesa Catherine
Noyer-Riveau, do RC de Paris (distrito 1660).
É evidente que a efetiva integração
da mulher completa o sentido de família do Rotary. A visão
e a sensibilidade femininas, o seu entusiasmo, criatividade e intensa
vontade de servir incorporaram-se definitivamente na trajetória
vitoriosa de nossa organização, que hoje se encontra
atuante em mais de 200 países e regiões geográficas
do mundo. Desde o início do Rotary, já existia a influência
construtiva da mulher, com Jean Harris ao lado do nosso líder
mundial, Paul Harris. As Associações das Mulheres,
de Damas, as Casas da Amizade e tantas outras dedicadas ao Servir
com designações e objetivos similares contêm
a mesma força motivadora e transformadora nos trabalhos de
prestação de serviço e de amor que o Rotary
tem praticado nesses mais de 102 anos de existência.
Hoje, o Rotary abraça a presença
das mulheres, e é por elas abraçado. Este entrelaçamento
– que tem se constituído num motivo de orgulho para
todos nós – serve de exemplo para outras organizações
voltadas para os interesses maiores da sociedade, pois a mulher
há muito assumiu na vida contemporânea uma posição
de vanguarda e liderança, passando a ladear-se com os demais,
não só no aconchego do lar, mas também voltada
ao trabalho e ao desenvolvimento socioeconômico do planeta.
Os problemas nas famílias, que se desdobram
com conseqüências nítidas nas comunidades (particularmente
através das crianças e dos jovens), contam com a percepção
e a sensibilidade femininas, e têm nelas um fator maior no
equacionamento de graves questões psicossociais.
A presença da mulher no Rotary é
inestimável. Com ela, nossa organização ganha
mais energia e maior dimensão para servir à grande
família que se encontra a sua volta. E sendo ela a base de
sustentação da estrutura da sociedade, desde os mais
distantes tempos, permite que alcancemos eloqüente autenticidade,
a partir dessa extraordinária força feminina, num
movimento absolutamente real e que nos permitirá um novo
século de sucessos.
Somos testemunhas da verdade desta afirmação
do EDRI Samuel Greene: “Acredito que a admissão das
mulheres representa o maior impulso para o crescimento do Rotary
desde a fundação do nosso primeiro clube internacional,
em Winnipeg, no Canadá, em 1912”.
Valorizar a participação da mulher
no Rotary é fortalecer suas ações em favor
da humanidade. Benfazeja, pois, seja a presença das mulheres
em nossa organização, compartilhando com os demais
rotarianos a capacidade de levar um bem maior às comunidades
que anseiam por nossa mão amiga e solidária.
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