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Themístocles A. C. Pinho
(Diretor do RI 2007-09)
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Rotary International diz sim à mulher
e a mulher diz sim ao Rotary   
         

Companheiros e
companheiras no servir,

ossa mensagem de outubro se diferencia das publicadas nas últimas edições, que tinham nitidamente um sentido prático, voltado aos temas relacionados aos meses anteriores. Nos pareceu ser este um momento oportuno para uma rápida alteração nos rumos previamente traçados para esta nossa conversa mensal.
   Muito se tem escrito e falado com relação à presença da mulher como associada do Rotary, iniciada a partir de 1987. Sem sombra de dúvidas, a exemplo da internacionalização do Rotary – que começou entre 1911 e 1913, com a fundação de Rotary Clubs no Canadá, na Grã-Bretanha e na Irlanda – a abertura da nossa organização para o ingresso desse excelente contingente de mulheres prestadoras de serviço representou um novo alento e um renovado impulso na nossa história em todo o mundo.
   Os obstáculos alardeados no passado se apagam diante da evidência da inestimável contribuição da presença vigorosa da mulher rotariana nos esforços que desenvolvemos em favor da paz e da compreensão mundiais, com enfoque certo e definido na melhoria da qualidade de vida, no apoio às comunidades mais necessitadas e na busca de uma solução harmoniosa para os conflitos entre os povos.
   Num rápido retrospecto, podemos anotar que, em 1995, já havia oito rotarianas ocupando o cargo de governadoras de distrito nos EUA – no Brasil, em 1998-99 a companheira Adélia Antonieta Villas tornou-se a primeira governadora brasileira (distrito 4570). No mesmo período, surgiram as primeiras governadoras da Europa, a espanhola María Eugenia Lapeira (distrito 2200) e a argentina Susana Capriglione (distrito 4870). A partir de então, elas se multiplicaram neste trabalho, reconhecido por todos.
   Destaque-se ainda que, através da natural evolução e da necessária ascensão, em 2005 a americana Carolyn Jones, do RC de Anchorage East, no Alaska, tornou-se a primeira mulher curadora da Fundação Rotária. Para o período 2008-10, o Conselho Diretor do Rotary International vai passar a contar com sua primeira diretora, a francesa Catherine Noyer-Riveau, do RC de Paris (distrito 1660).
   É evidente que a efetiva integração da mulher completa o sentido de família do Rotary. A visão e a sensibilidade femininas, o seu entusiasmo, criatividade e intensa vontade de servir incorporaram-se definitivamente na trajetória vitoriosa de nossa organização, que hoje se encontra atuante em mais de 200 países e regiões geográficas do mundo. Desde o início do Rotary, já existia a influência construtiva da mulher, com Jean Harris ao lado do nosso líder mundial, Paul Harris. As Associações das Mulheres, de Damas, as Casas da Amizade e tantas outras dedicadas ao Servir com designações e objetivos similares contêm a mesma força motivadora e transformadora nos trabalhos de prestação de serviço e de amor que o Rotary tem praticado nesses mais de 102 anos de existência.
   Hoje, o Rotary abraça a presença das mulheres, e é por elas abraçado. Este entrelaçamento – que tem se constituído num motivo de orgulho para todos nós – serve de exemplo para outras organizações voltadas para os interesses maiores da sociedade, pois a mulher há muito assumiu na vida contemporânea uma posição de vanguarda e liderança, passando a ladear-se com os demais, não só no aconchego do lar, mas também voltada ao trabalho e ao desenvolvimento socioeconômico do planeta.
   Os problemas nas famílias, que se desdobram com conseqüências nítidas nas comunidades (particularmente através das crianças e dos jovens), contam com a percepção e a sensibilidade femininas, e têm nelas um fator maior no equacionamento de graves questões psicossociais.
   A presença da mulher no Rotary é inestimável. Com ela, nossa organização ganha mais energia e maior dimensão para servir à grande família que se encontra a sua volta. E sendo ela a base de sustentação da estrutura da sociedade, desde os mais distantes tempos, permite que alcancemos eloqüente autenticidade, a partir dessa extraordinária força feminina, num movimento absolutamente real e que nos permitirá um novo século de sucessos.
   Somos testemunhas da verdade desta afirmação do EDRI Samuel Greene: “Acredito que a admissão das mulheres representa o maior impulso para o crescimento do Rotary desde a fundação do nosso primeiro clube internacional, em Winnipeg, no Canadá, em 1912”.
   Valorizar a participação da mulher no Rotary é fortalecer suas ações em favor da humanidade. Benfazeja, pois, seja a presença das mulheres em nossa organização, compartilhando com os demais rotarianos a capacidade de levar um bem maior às comunidades que anseiam por nossa mão amiga e solidária.


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