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Caríssimos
rotarianos
e rotarianas,
ste
mês de novembro é dedicado à nossa Fundação
Rotária, cujo amplo campo de atuação é
por todos conhecido. Assim, nesta coluna poderíamos enaltecer
os vitoriosos projetos nas mais diversas áreas onde a Fundação
atua. Exemplos não nos faltam em todos os cantos do mundo,
e dos mais variados portes e valores. Lembrar que a criatividade
propicia a solução de problemas acima da capacidade
individual de cada rotariano e de cada clube. Pensar quando um clube
de uma pequena cidade resolve organizar uma escola profissionalizante
para ensinar uma profissão a meninos de rua, ou construir
poços artesianos para aumentar a oferta de água potável
em asilos e creches, adquirir equipamentos para escolas e hospitais
públicos, executar a arborização de logradouros
públicos, enfim, uma infinidade de projetos comunitários
– todos sendo implementados pelos Rotary Clubs com o decisivo
suporte da Fundação Rotária.
Também seria oportuna uma mensagem direcionada
aos nossos esforços de erradicação mundial
da poliomielite, meta maior do programa Polio Plus, agora em sua
fase final, como declarado pelas autoridades mundiais, entre elas
a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde,
Margaret Chan.
No entanto, nos pareceu que deveríamos
pensar no futuro. Assim, num primeiro momento, destacamos e nos
propomos a uma breve (mas necessária) reflexão sobre
as doações para o Fundo Permanente da Fundação
Rotária, e o particular compromisso que todo rotariano tem
com ele como parte integrante e inseparável da sua perpetuação
e do próprio Rotary International.
Creio que todos, certamente, já têm
em conta o potencial financeiro e a importância deste Fundo,
que permitirá, daqui a décadas – quando a maioria
dos atuais rotarianos e rotarianas não habitar mais este
planeta – o prosseguimento amplo e natural das atividades
da Fundação Rotária, independente daqueles
que lhe deram origem.
O raciocínio é muito fácil
e elementar: se hoje nós, que somos 1,2 milhão de
rotarianos, estamos contribuindo anualmente para um fundo que não
utiliza o capital na execução dos projetos, mas somente
seus rendimentos, que montante alcançaremos no futuro? Não
é fantástico? Vale destacar que, segundo uma última
informação, o Fundo já acumulava em junho de
2006 cerca de US$ 127 milhões. Imaginem o que nossos sucessores
farão com US$ 1 bilhão, US$ 3 bilhões ou US$
5 bilhões de dólares? Cultivem essa idéia e
passem-na às futuras gerações de rotarianos.
Amigos, o Rotary foi criado para superar séculos.
Eis porque sua filosofia de atuação não encontra
obstáculos em qualquer parte da sociedade, e é sob
esta perspectiva de longevidade que devemos voltar nossos pensamentos
e trabalhar para que os que virão depois de nós assimilem
esta visão de continuidade, o fundamento e suporte maior
da nossa organização internacional de prestação
de serviços voluntários.
De outra sorte, devemos ressalvar que, se é
verdade que o futuro estará assegurado através do
Fundo Permanente, não é menos importante que nos dias
de hoje nos preocupemos com a manutenção ativa dos
programas da Fundação, como as bolsas educacionais,
os Intercâmbios de Grupos de Estudo e os Subsídios
Equivalentes, entre outros, que proporcionam soluções
de interesse social e educacional e que não podem esperar
pelo futuro. Portanto, vamos cuidar do futuro, mas sem descurar
do presente.
Ainda dentro desta visão de futuro para
a Fundação Rotária que nos propusemos examinar,
queremos abordar um outro ponto, já agora e diretamente com
vistas ao nosso Brasil. Ele refere-se às próximas
e naturais conseqüências – em face do momento excepcional
que vivemos em nosso país, particularmente em relação
às doações efetivadas durante o ano rotário
de 2006-07 – oferecendo resultados nunca obtidos e que, certamente,
trarão em breve tempo uma nova visão pelo rotarismo
brasileiro da sua real e necessária posição
no cenário mundial em relação à Fundação
Rotária, com seus naturais reflexos no próprio Rotary
International.
É verdade que o Brasil ainda apresenta
bolsões de pobreza e não podemos ignorar as necessidades
de parte do nosso povo, mas também não podemos esquecer
que outros irmãos desta aldeia global em que se transformou
este grande planeta azul vivem em situações que nos
obrigam a “pensar grande”.
E, quando assim afirmamos, é porque entendemos
que, em relação aos programas da Fundação
Rotária, não podemos mais nos manter apenas como beneficiários
– vale dizer, apenas nos beneficiando das doações
proporcionadas pelos rotarianos de outras partes do mundo. Já
é hora de nos prepararmos para galgar uma nova posição:
a de patrocinadores dos programas da Fundação.
Vemos este momento não mais como uma perspectiva
remota, mas como uma realidade que nos obriga a pensar e agir de
forma diferente da adotada até hoje – e que, em sua
grande maioria, os rotarianos brasileiros ainda não estão
preparados para isso, mas urge que nos conscientizemos e assumamos
esta nova posição, galgada pelo mérito e esforço
de todos aqueles que vêem na nossa Fundação
Rotária não apenas a mão dadivosa do Rotary,
mas a verdadeira e possível executora da vontade dos rotarianos
e rotarianas para a solução dos problemas que afligem
a todos neste mundo globalizado em que vivemos.
Amigos todos, quando o nosso presidente do Rotary
International, Wilfrid Wilkinson, nos conclama em seu lema a compartilharmos
o Rotary, ele certamente nos leva a pensar e agir não só
para hoje, mas também que nos preparemos para o amanhã
que nos espera – e este amanhã, certamente, passa pela
nossa grandiosa Fundação Rotária.
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