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Themístocles A. C. Pinho
(Diretor do RI 2007-09)
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Caríssimos rotarianos
e rotarianas,

ste mês de novembro é dedicado à nossa Fundação Rotária, cujo amplo campo de atuação é por todos conhecido. Assim, nesta coluna poderíamos enaltecer os vitoriosos projetos nas mais diversas áreas onde a Fundação atua. Exemplos não nos faltam em todos os cantos do mundo, e dos mais variados portes e valores. Lembrar que a criatividade propicia a solução de problemas acima da capacidade individual de cada rotariano e de cada clube. Pensar quando um clube de uma pequena cidade resolve organizar uma escola profissionalizante para ensinar uma profissão a meninos de rua, ou construir poços artesianos para aumentar a oferta de água potável em asilos e creches, adquirir equipamentos para escolas e hospitais públicos, executar a arborização de logradouros públicos, enfim, uma infinidade de projetos comunitários – todos sendo implementados pelos Rotary Clubs com o decisivo suporte da Fundação Rotária.
   Também seria oportuna uma mensagem direcionada aos nossos esforços de erradicação mundial da poliomielite, meta maior do programa Polio Plus, agora em sua fase final, como declarado pelas autoridades mundiais, entre elas a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan.
   No entanto, nos pareceu que deveríamos pensar no futuro. Assim, num primeiro momento, destacamos e nos propomos a uma breve (mas necessária) reflexão sobre as doações para o Fundo Permanente da Fundação Rotária, e o particular compromisso que todo rotariano tem com ele como parte integrante e inseparável da sua perpetuação e do próprio Rotary International.
   Creio que todos, certamente, já têm em conta o potencial financeiro e a importância deste Fundo, que permitirá, daqui a décadas – quando a maioria dos atuais rotarianos e rotarianas não habitar mais este planeta – o prosseguimento amplo e natural das atividades da Fundação Rotária, independente daqueles que lhe deram origem.
   O raciocínio é muito fácil e elementar: se hoje nós, que somos 1,2 milhão de rotarianos, estamos contribuindo anualmente para um fundo que não utiliza o capital na execução dos projetos, mas somente seus rendimentos, que montante alcançaremos no futuro? Não é fantástico? Vale destacar que, segundo uma última informação, o Fundo já acumulava em junho de 2006 cerca de US$ 127 milhões. Imaginem o que nossos sucessores farão com US$ 1 bilhão, US$ 3 bilhões ou US$ 5 bilhões de dólares? Cultivem essa idéia e passem-na às futuras gerações de rotarianos.
   Amigos, o Rotary foi criado para superar séculos. Eis porque sua filosofia de atuação não encontra obstáculos em qualquer parte da sociedade, e é sob esta perspectiva de longevidade que devemos voltar nossos pensamentos e trabalhar para que os que virão depois de nós assimilem esta visão de continuidade, o fundamento e suporte maior da nossa organização internacional de prestação de serviços voluntários.
   De outra sorte, devemos ressalvar que, se é verdade que o futuro estará assegurado através do Fundo Permanente, não é menos importante que nos dias de hoje nos preocupemos com a manutenção ativa dos programas da Fundação, como as bolsas educacionais, os Intercâmbios de Grupos de Estudo e os Subsídios Equivalentes, entre outros, que proporcionam soluções de interesse social e educacional e que não podem esperar pelo futuro. Portanto, vamos cuidar do futuro, mas sem descurar do presente.
   Ainda dentro desta visão de futuro para a Fundação Rotária que nos propusemos examinar, queremos abordar um outro ponto, já agora e diretamente com vistas ao nosso Brasil. Ele refere-se às próximas e naturais conseqüências – em face do momento excepcional que vivemos em nosso país, particularmente em relação às doações efetivadas durante o ano rotário de 2006-07 – oferecendo resultados nunca obtidos e que, certamente, trarão em breve tempo uma nova visão pelo rotarismo brasileiro da sua real e necessária posição no cenário mundial em relação à Fundação Rotária, com seus naturais reflexos no próprio Rotary International.
   É verdade que o Brasil ainda apresenta bolsões de pobreza e não podemos ignorar as necessidades de parte do nosso povo, mas também não podemos esquecer que outros irmãos desta aldeia global em que se transformou este grande planeta azul vivem em situações que nos obrigam a “pensar grande”.
   E, quando assim afirmamos, é porque entendemos que, em relação aos programas da Fundação Rotária, não podemos mais nos manter apenas como beneficiários – vale dizer, apenas nos beneficiando das doações proporcionadas pelos rotarianos de outras partes do mundo. Já é hora de nos prepararmos para galgar uma nova posição: a de patrocinadores dos programas da Fundação.
   Vemos este momento não mais como uma perspectiva remota, mas como uma realidade que nos obriga a pensar e agir de forma diferente da adotada até hoje – e que, em sua grande maioria, os rotarianos brasileiros ainda não estão preparados para isso, mas urge que nos conscientizemos e assumamos esta nova posição, galgada pelo mérito e esforço de todos aqueles que vêem na nossa Fundação Rotária não apenas a mão dadivosa do Rotary, mas a verdadeira e possível executora da vontade dos rotarianos e rotarianas para a solução dos problemas que afligem a todos neste mundo globalizado em que vivemos.
   Amigos todos, quando o nosso presidente do Rotary International, Wilfrid Wilkinson, nos conclama em seu lema a compartilharmos o Rotary, ele certamente nos leva a pensar e agir não só para hoje, mas também que nos preparemos para o amanhã que nos espera – e este amanhã, certamente, passa pela nossa grandiosa Fundação Rotária.


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