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Caros
companheiros e companheiras,
edicamos a coluna deste mês a um assunto realmente da maior
relevância, constante da pauta de todos os homens públicos
e do interesse da sociedade organizada: a paz.
Mas obter e preservar a paz não é fácil. Se
fosse fácil, não haveria tanta gente sem esperança
de alcançar um futuro melhor para suas vidas, sem um rumo
certo, tanta gente desalentada...
Se fosse fácil, as guerras seriam banidas
da face da Terra, a fome ficaria como uma trágica acomodação
do passado, e a miséria, o crime, os marginalizados e as
desavenças dariam lugar ao amor e à compreensão...
Se fosse fácil, não encontraríamos
crianças maltrapilhas perambulando pelas ruas nem nos sinais
de trânsito, mostrando suas habilidades sinceras em troca
de algumas moedas...
Se fosse fácil, os orfanatos seriam fechados
e o trabalho infantil seria nos bancos escolares, preparando as
crianças para uma vida produtiva e digna de ser vivida...
Se fosse fácil, mais famílias adotariam
crianças órfãs, de pais vivos ou mortos...
Se fosse fácil, não haveria filhos
espúrios, prostitutas, divórcios, libertinagens, esposas
abandonadas e maridos alcoólatras; e o que se jurou no altar
e nos cartórios perante testemunhas jamais seria desfeito
ou negado...
Se fosse fácil, os asilos seriam simples
palavras em desuso nos dicionários, e a velhice desamparada
e sofrida seria uma mera especulação teórica...
Se fosse fácil, assassinos, ladrões,
assaltantes, traficantes, autoridades sem escrúpulos e falcatruas
seriam apenas ficções históricas...
Se fosse fácil, todos os trabalhadores
teriam salários dignos e os gananciosos não se aproveitariam
da escassez dos bens para elevarem demasiadamente os preços...
Se fosse fácil, mulheres não abortariam
fetos inocentes, cometendo um dos mais hediondos crimes...
Se fosse fácil, a polícia e as forças
armadas seriam lembranças de bárbaras épocas,
pois disputas, brigas e discórdias não mais existiriam...
Se fosse fácil, as leis, os tribunais,
as condenações e as prisões não seriam
o lugar-comum na mídia...
O
homem é o que importa
Amigos, a paz deveria ser mais que um desejo de
muitos. Mas ela se vê impossibilitada de triunfar para todos,
pelas desavenças e pelos interesses escusos de uns poucos.
A paz depende da consciência, da vontade e da tolerância
do homem. A paz tem no egoísmo, no interesse e na ambição
seus maiores impedimentos, que a tornam quase que uma ficção
científica, embora tratada e agasalhada por muitos.
E o Rotary se situa nesse contexto de forma bastante
clara e objetiva, buscando a paz em todas as suas formas. Nossa
organização foi criada há mais de 100 anos
numa cidade sem fronteiras, conturbada e ameaçada pelo crime
organizado, por homens de bem que se juntaram numa união
pacificadora, contrapondo-se ao estado caótico da época.
A organização cresceu, ramificou-se pelo mundo, levando
a todos uma mensagem de paz através de ações
concretas na prestação de serviços humanitários
e educacionais, especialmente sob o manto protetor da nossa Fundação
Rotária.
O lema Rotary Compartilha, do nosso presidente
Wilf Wilkinson, estimula nos rotarianos a idéia de que melhorar
a paz no mundo depende de muitos fatores, dentre os quais se destacam:
o respeito e a prática da ética, com a observância
da Prova Quádrupla, e a busca de novos associados como forma
de ampliar a divulgação de seus ideais, tornando cada
vez mais capilar a atividade do Rotary. Quanto mais pessoas se juntarem
a nós, assimilando nossos objetivos e praticando os programas
e projetos, mais ampliaremos as ações de paz e compreensão
neste mundo.
Neste mês de fevereiro, que o Rotary dedica
à paz, cabe uma reflexão sobre a necessidade de um
mundo preocupado, procurando efetivamente meios e caminhos para
a verdadeira e permanente paz, que deve ter no ser humano seu centro
de gravitação.
Para finalizar, nos pareceram bastante oportunas
as palavras do papa Bento XVI em sua mensagem do Dia Mundial da
Paz, da qual destacamos o trecho a seguir, que dá um fecho
de ouro a esta nossa conversa – e que muito tem a ver com
o trabalho que os rotarianos, voluntariamente, desenvolvem em todo
o mundo. Disse o papa: “De fato, estou convencido de que,
respeitando a pessoa, promove-se a paz. E construindo a paz, assentam-se
as premissas para um autêntico humanismo integral. É
assim que se prepara um futuro sereno para as novas gerações”.
Amigos todos, as sábias palavras a que
acima demos ênfase, colocando o ser humano como o vetor e
o enfoque principal na construção da paz, demonstram
que a nossa missão rotária está no caminho
certo e fadada ao total sucesso.
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