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Themístocles A. C. Pinho
(Diretor do RI 2007-09)
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   Caros companheiros e companheiras,

edicamos a coluna deste mês a um assunto realmente da maior relevância, constante da pauta de todos os homens públicos e do interesse da sociedade organizada: a paz.
Mas obter e preservar a paz não é fácil. Se fosse fácil, não haveria tanta gente sem esperança de alcançar um futuro melhor para suas vidas, sem um rumo certo, tanta gente desalentada...
   Se fosse fácil, as guerras seriam banidas da face da Terra, a fome ficaria como uma trágica acomodação do passado, e a miséria, o crime, os marginalizados e as desavenças dariam lugar ao amor e à compreensão...
   Se fosse fácil, não encontraríamos crianças maltrapilhas perambulando pelas ruas nem nos sinais de trânsito, mostrando suas habilidades sinceras em troca de algumas moedas...
   Se fosse fácil, os orfanatos seriam fechados e o trabalho infantil seria nos bancos escolares, preparando as crianças para uma vida produtiva e digna de ser vivida...
   Se fosse fácil, mais famílias adotariam crianças órfãs, de pais vivos ou mortos...
   Se fosse fácil, não haveria filhos espúrios, prostitutas, divórcios, libertinagens, esposas abandonadas e maridos alcoólatras; e o que se jurou no altar e nos cartórios perante testemunhas jamais seria desfeito ou negado...
   Se fosse fácil, os asilos seriam simples palavras em desuso nos dicionários, e a velhice desamparada e sofrida seria uma mera especulação teórica...
   Se fosse fácil, assassinos, ladrões, assaltantes, traficantes, autoridades sem escrúpulos e falcatruas seriam apenas ficções históricas...
   Se fosse fácil, todos os trabalhadores teriam salários dignos e os gananciosos não se aproveitariam da escassez dos bens para elevarem demasiadamente os preços...
   Se fosse fácil, mulheres não abortariam fetos inocentes, cometendo um dos mais hediondos crimes...
   Se fosse fácil, a polícia e as forças armadas seriam lembranças de bárbaras épocas, pois disputas, brigas e discórdias não mais existiriam...
   Se fosse fácil, as leis, os tribunais, as condenações e as prisões não seriam o lugar-comum na mídia...

O homem é o que importa
   Amigos, a paz deveria ser mais que um desejo de muitos. Mas ela se vê impossibilitada de triunfar para todos, pelas desavenças e pelos interesses escusos de uns poucos. A paz depende da consciência, da vontade e da tolerância do homem. A paz tem no egoísmo, no interesse e na ambição seus maiores impedimentos, que a tornam quase que uma ficção científica, embora tratada e agasalhada por muitos.
   E o Rotary se situa nesse contexto de forma bastante clara e objetiva, buscando a paz em todas as suas formas. Nossa organização foi criada há mais de 100 anos numa cidade sem fronteiras, conturbada e ameaçada pelo crime organizado, por homens de bem que se juntaram numa união pacificadora, contrapondo-se ao estado caótico da época. A organização cresceu, ramificou-se pelo mundo, levando a todos uma mensagem de paz através de ações concretas na prestação de serviços humanitários e educacionais, especialmente sob o manto protetor da nossa Fundação Rotária.
   O lema Rotary Compartilha, do nosso presidente Wilf Wilkinson, estimula nos rotarianos a idéia de que melhorar a paz no mundo depende de muitos fatores, dentre os quais se destacam: o respeito e a prática da ética, com a observância da Prova Quádrupla, e a busca de novos associados como forma de ampliar a divulgação de seus ideais, tornando cada vez mais capilar a atividade do Rotary. Quanto mais pessoas se juntarem a nós, assimilando nossos objetivos e praticando os programas e projetos, mais ampliaremos as ações de paz e compreensão neste mundo.
   Neste mês de fevereiro, que o Rotary dedica à paz, cabe uma reflexão sobre a necessidade de um mundo preocupado, procurando efetivamente meios e caminhos para a verdadeira e permanente paz, que deve ter no ser humano seu centro de gravitação.
   Para finalizar, nos pareceram bastante oportunas as palavras do papa Bento XVI em sua mensagem do Dia Mundial da Paz, da qual destacamos o trecho a seguir, que dá um fecho de ouro a esta nossa conversa – e que muito tem a ver com o trabalho que os rotarianos, voluntariamente, desenvolvem em todo o mundo. Disse o papa: “De fato, estou convencido de que, respeitando a pessoa, promove-se a paz. E construindo a paz, assentam-se as premissas para um autêntico humanismo integral. É assim que se prepara um futuro sereno para as novas gerações”.
   Amigos todos, as sábias palavras a que acima demos ênfase, colocando o ser humano como o vetor e o enfoque principal na construção da paz, demonstram que a nossa missão rotária está no caminho certo e fadada ao total sucesso
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