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Caros
companheiros e companheiras,
este mês de julho, iniciamos um novo ano rotário, esperançosos
de que nossa organização continuará sua trajetória
vitoriosa no campo da prestação de serviços.
Todos os anos, no dia 1º de julho, os clubes renovam seus conselhos
diretores, trazendo novos planos, novas idéias e novos desafios
com o objetivo de servir à comunidade, de propugnar pela
ética e de reconhecer o trabalho em favor do entendimento
entre as pessoas e as nações, visando a paz, supremo
objetivo dos rotarianos.
Para que todo esse esforço produza um efeito
satisfatório, a base é imprescindível. E o
alcance de um bom desempenho está na organização
interna do clube. O quadro associativo de um Rotary Club deve manter
sempre um bom número e o equilíbrio das classificações.
É a diversidade de atividades profissionais e empresariais
que dá ao Rotary um cunho representativo e abrangente nas
comunidades onde se insere e atua.
O princípio da classificação
foi muito bem descrito por um rotariano: “Se sou um comerciante
entre outros cinqüenta, não tenho que me esforçar
para ser agradável, porque compartilhamos os mesmos interesses.
Porém, se sou parte de um grupo onde sou o único comerciante,
a situação é completamente diferente. Sinto-me
obrigado a buscar interesses comuns e aceitar as opiniões
dos demais”.
A regra que estabelece um indivíduo para
cada classificação serve para produzir amizades deliberadas
e internacionais. Ela não permite a criação
de “grupinhos”, e é quase impossível poder
falar somente de negócios. O princípio da classificação
permite-nos sair de nosso próprio mundo pequeno e nos obriga
a nos interessarmos pelas obras e pensamentos dos demais. De outra
sorte, devemos estar atentos à ampliação do
quadro social, onde a quantidade deve ser procurada, mas sempre
sob o enfoque da qualidade.
W. Jack Davis, presidente do RI em 1977-78, expressou-se
da seguinte maneira sobre o desenvolvimento de nosso quadro associativo:
“O sistema de comissões de um clube rotário
é tanto uma ruína como um benefício. Quando
o clube nomeia uma comissão para este fim, é muito
fácil para os outros associados dizerem que eles estão
eximidos da responsabilidade de buscar e propor novos associados.
Não deve ser assim. Os associados do clube, em sua totalidade,
devem compartilhar esse trabalho para o benefício de todos”.
O quadro associativo é uma responsabilidade
de todos os rotarianos e rotarianas, e cada associado deve estar
sempre alerta para essa responsabilidade – pois, caso contrário,
o clube estacionará, e a tendência é extinguir-se.
No entanto, a admissão de um novo membro precisa ser cercada
de cuidados para que ele assimile a filosofia do Rotary e, desde
o seu ingresso, sinta-se útil e parte do grupo, e não
apenas um expectador.
Nosso
bem maior
Deixem-me fazer uma pergunta: “Qual o bem
de maior importância que o Rotary possui?” Posso assegurar
que não é a nossa Fundação Rotária,
nem os importantes programas humanitários e educacionais
dos quais participamos. Com segurança e sem medo de errar,
dizemos que o bem de maior valor com que o Rotary conta é
o quadro associativo dos clubes. Sem este elemento, nossos programas
e a nossa Fundação Rotária não funcionariam,
ou sequer existiriam. É por isso que, cada vez que um homem
ou uma mulher se associa ao Rotary, aumenta a mútua compreensão
humana e se tece mais um elo do grande tapete da paz.
Sugerimos também uma maior ênfase
na implementação de projetos que beneficiem aqueles
que ainda não sabem ler.
Nosso presidente 2008-09, Dong Kurn Lee, tem como
lema Realizemos os Sonhos. Os sonhos podem parecer aleatórias
premonições do que desejamos que aconteça.
Dentre todos os sonhos que serão sonhados pelos rotarianos
durante este novo ano rotário, o presidente destaca:
•
Atenção especial às crianças
que necessitam de amparo. É impressionante o número
de meninos e meninas que morrem diariamente no mundo, principalmente
nos países mais pobres: cerca de 30 mil. Projetos de assistência
infantil voltados à redução da mortalidade
infantil serão muito apreciados.
•
Preservação dos recursos hídricos.
Se não tomarmos providências, as futuras gerações
irão declarar guerra não mais pelo poder, mas pela
obtenção deste vital elemento para a sobrevivência
humana. Reflorestar sítios, proteger fontes e cursos de água
e conscientizar a população sobre esse problema são
ações que atendem ao apelo do presidente Lee.
•
Valorizar a família. Esta instituição,
a mais antiga do mundo, vem sendo vilipendiada pelos séculos
afora. É na família que se formam o caráter
e a moral da pessoa. Os meios atuais de transmissão de pensamento
e atitudes não primam pela ética e pela didática
exemplar, influenciando muitos a praticar atos que não se
coadunam com as regras mais elementares da boa conduta. Ações
que venham a fortalecer os laços familiares são de
grande importância.
•
Apoio à Fundação Rotária.
Contribuir generosamente, usar os recursos e promover a importância
que a Fundação Rotária representa no contexto
de ações combinadas do Rotary International são
iniciativas de grande relevância para a resolução
de muitos problemas.
•
Aumentar o número de associados. Trazer
para o Rotary pessoas qualificadas é o maior desafio que
enfrentamos há alguns anos. No entanto, não podemos
deixar nosso entusiasmo enfraquecer, nem nos acomodar. Precisamos
crescer se quisermos um Rotary cada vez mais forte e conhecido.
Amigos:
que os nossos sonhos não sejam devaneios inconseqüentes,
mas tornem-se realidades tangíveis. Este é o início
de mais uma jornada rotária que só terá êxito
se todos nos unirmos junto aos dirigentes de cada Rotary Club, por
nós escolhidos para liderar nossa organização
de prestação de serviços centenária.
Eles somente poderão cumprir suas tarefas se contarem com
o apoio, a ajuda, a compreensão e, especialmente, o trabalho
de todos em prol do bem maior, permitindo que Realizemos os Sonhos.
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