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Themístocles A. C. Pinho
(Diretor do RI 2007-09)
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Um momento muito especial  

migos e amigas, companheiros e companheiras de nossa Família Rotária: mais um ciclo administrativo está prestes a se consumar no Rotary International. Dentro de nossa estrutura, junho é o mês em que, através de um tranquilo e sadio movimento, toda a liderança rotária se substitui, permitindo que novas esperanças possam concretizar-se. Uma demonstração do quão sábia é a nossa centenária organização de prestação de serviços voluntários.
   Nesta época, todos, sem exceção, preparam-se para uma nova fase, onde o “sangue novo” dos que entram vem, verdadeiramente, oxigenar o corpo sadio e atuante do Rotary, sem que tal substituição represente uma ruptura ou uma descontinuação dos ideais oferecidos por Paul Harris à humanidade desde fevereiro de 1905 – e que a cada dia solidificam-se mais, a par dos naturais ajustes, próprios de um mundo em constante evolução.
   Estas palavras iniciais desta minha última coluna mensal não representam o encerramento de nossa atividade rotária, mas sim uma natural e necessária troca de posições. Por isso, queremos dedicá-la a todo o rotarismo latino-americano, como fizemos ao longo destes dois anos, em que oferecemos ideias e sugestões a partir de conceitos, e mais que isto, procurando mostrar-nos de forma honesta e sem preconceitos. Durante esse período, a Coluna do diretor foi traduzida e transmitida pelas revistas rotárias regionais de toda a América Latina, chegando a todos os companheiros latino-americanos, que nos honraram com sua atenção e leitura.

Agradecimentos
   Amigos, este é um momento muito especial. Ao longo desses dois anos, se em cada clube, através de cada rotariano, Compartilhamos Rotary e Realizamos os Sonhos, eu, Gilda e toda a nossa pequena família estamos plenamente recompensados das horas melhores que vocês nos dedicaram, e que serão inesquecíveis. A alegria de servir ao Rotary International como uma instituição líder em seu segmento de atuação – e de poder de alguma forma ter colaborado para minorar a dor e as carências dos mais necessitados, sem perder de vista o ideal que nos une – é e será sempre a nossa maior recompensa.
   Apesar de corrermos o erro de acabar não citando alguns nomes, seria injusto da nossa parte não destacar algumas pessoas que, mais diretamente, entenderam a missão que assumimos no dia 1o de julho de 2007 e que, por certo, amealharam maiores encargos, tiveram maiores dissabores e suportaram a insuperável ausência.
   Referimo-nos, em primeiro lugar, à Gilda esposa, amiga e companheira de quase 50 anos, alguém que – como sabem aqueles que mais de perto conviveram conosco nestes últimos dois anos – assumiu sacrifícios para si, mas que não nos faltou até o último momento, quando passaremos em Dublin, na Irlanda, a responsabilidade de manter a liderança rotária brasileira no mesmo nível em que recebemos de tantos grandes companheiros, tendo a encimá-los Ernesto Imbassahy de Mello e Paulo Viriato Corrêa da Costa.
   Outros tantos amigos vieram compartir o trabalho conosco de forma silenciosa, mas atuante e extremamente importante. Cito o ex-governador distrital Flávio de Mattos, que com seu apoio, mesmo em momentos difíceis provocados por seu estado de saúde, esteve sempre pronto a nos oferecer sua colaboração e assistência, permitindo que, entre um compromisso e outro, uma viagem e tantas outras, estas colunas mensais estivessem a tempo e à hora prontas e atuais em nossa Brasil Rotário. Cito também a direção dessa revista, que mensalmente manteve o espaço necessário para esta publicação e, mais que isto, promoveu sua tradução e distribuição para todas as demais revistas regionais da América Latina.
   Falo também de companheiros e amizades novas que entenderam o que nos propusemos a fazer e vieram juntar-se a nós, especialmente no campo da divulgação do Rotary, caso do ex-governador José Luiz Fonseca, que assumiu toda a responsabilidade pela coordenação da segunda edição do programa de TV “Rotary Brasil”, repetindo e ampliando o sucesso que nos permitiu receber o reconhecimento internacional de Melhor Projeto de Divulgação do Rotary International em todo o mundo no ano de 2007-08. Um projeto que nasceu, como tudo que procuramos estimular, da vontade de tornar a imagem pública do Rotary conhecida, e não apenas de nós mesmos, mas de toda a população brasileira, em suas mais variadas camadas sociais.

Institutos de sucesso
   Muitos outros mais, certamente, mereceriam ser nominados, mas não podemos deixar de destacar os operosos, incansáveis e compreensivos amigos Octávio Augusto Britto Gomes de Souza e José Edélcio Drumond Alves, dois ex-governadores que, ao lado de suas equipes, construíram o sucesso do XXX e do XXXI Institutos Rotary do Brasil, realizados respectivamente em Belém e Belo Horizonte. Dois verdadeiros líderes aglutinadores que, sempre norteados pelos objetivos de nossa organização, nos deram a oportunidade de mostrar ao Rotary de todo o mundo como e o quanto se pode fazer onde há liderança, boa vontade e espírito de verdadeiro companheirismo, sem medo de desafios. Aos nomes de Octávio Augusto e José Edélcio, devemos acrescentar o do governador Juan Scander, que em parceria com sua equipe permitiu que fosse realizado com igual brilho o Instituto Rotary do Peru, na cidade de Chiclayo.
   Agradecemos também aos governadores brasileiros da “Turma de Atibaia” e aos “Governadores dos Sonhos”, assim como aos seus operosos cônjuges, pelo trabalho e total dedicação à causa rotária, procurando em seus distritos e clubes não apenas estimular e difundir os ideais rotários, mas assumindo e superando os desafios que lhes foram postos, verdadeiros guardiões das mensagens e objetivos, por vezes aparentemente intransponíveis. Trabalhando unidos, eles fizeram esses desafios parecer simples obstáculos de areia que se desfaziam ao seu toque e persistente ação.
   Mas somente agradecimentos não seriam o bastante para este momento. Também devemos lembrar que ao longo desses últimos dois anos o Rotary International, através de seu Conselho Diretor, tomou várias e importantes decisões que influirão, efetivamente, não apenas no seu próximo século de prestação de serviços, mas no rotarismo brasileiro.
   Dentre essas medidas, destacamos, no âmbito dos países de língua portuguesa, a decisão que determina a obrigatoriedade da utilização do nosso idioma em todos os eventos rotários internacionais. Importantes também foram a aprovação do nosso Plano Estratégico, em implementação e execução no período de 2007 a 2010; o Rezoneamento Mundial, com vigência a partir do próximo dia 1o de julho, e que manteve íntegro o Rotary no nosso país e em toda a América Latina; a aprovação do Plano de Visão Futura da Fundação Rotária, que iniciará sua fase piloto em 1o de julho de 2010, passando a ter um caráter definitivo em 1o de julho de 2013; e, finalmente, a aprovação da candidatura do Brasil, através da cidade de São Paulo, para sediarmos a Convenção Internacional de 2015. Estamos certos de que estas e muitas outras decisões permitirão um futuro promissor e de continuado sucesso para nossa organização.
   Finalizando estas palavras, quero por último deixar bastante marcada a atuação do Colégio Brasileiro de Diretores do Rotary International, que por sua posição e responsabilidade demonstrou unidade e alto espírito rotário nos momentos em que isso se fez necessário, sem deixar de manter uma posição firme e ao mesmo tempo serena, atuante e representativa do rotarismo brasileiro.
   A todos, meu muito obrigado.


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