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Carlo Ravizza
(1999-2000)
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Nossos objetivos para o ano 2000

   No intuito de promover a continuidade dos projetos de serviços dos clubes e distritos, não estou apresentando nenhum programa novo para o ano rotário de 1999-2000. Os que me precederam criaram programas para o Rotary que cobrem um amplo espectro de necessidades humanas - fome e pobreza, moradias de baixo custo, alfabetização, questões ambientais e, mais recentemente, aquele de ajuda às crianças em situação de risco - apenas para citar alguns. Assim, em vez de pedir aos clubes e distritos que tomem rumos diferentes em 1º de julho, adotando um novo programa, incentivo-os a que finalizem os já em andamento ou que iniciem novos projetos de longo prazo nas áreas já estabelecidas.
   Embora não tenha criado um programa para este ano, acredito que haja metas específicas nas quais os rotarianos podem trabalhar, preparando o Rotary para o ano 2000, época de coerência, confiança e continuidade.
   Acredito que a primeira meta deve ser fidelidade aos altos valores éticos e morais nos quais Rotary tem se baseado por toda sua história; princípios esses que regem o código de conduta rotária e que distingue o Rotary das outras organizações, e fortalecendo a nossa credibilidade nas comunidades do mundo inteiro.
   A segunda é incrementar a qualidade do quadro social. Nem todos têm as características pessoais necessárias para se tornar um rotariano engajado - ou seja, um indivíduo dedicado ao Servir e ansioso por fomentar o companheirismo, a tolerância e a compreensão mundial. Ao nos esforçarmos para reverter a atual situação de perda de sócios, vamos considerar tanto a qualidade quanto a quantidade, trabalhando para alcançar a ambas. Não podemos tolerar a mediocridade. Apenas sócios de qualidade podem realizar projetos de qualidade, que irão, por sua vez, atrair mais sócios de qualidade.
   A meta número três é transformar todos os sócios em verdadeiros rotarianos. Sócios desinformados e descompromissados nunca poderão promover com eficiência o espírito do trabalho rotário. E, ainda pior, podem diminuir o moral dentro do clube e macular nossa imagem na comunidade. Nossa prioridade para este novo ano deve ser transformar os sócios desapegados dos clubes em rotarianos realmente compromissados, que trabalham para servir às suas comunidades e ao mundo.
   A quarta meta deve ser pôr "mais Rotary" em nossos clubes, imbuindo neles o espírito unificador de serviço e companheirismo que vem movendo nosso trabalho há quase um século.
   E a quinta deve ser cultivar novas atitudes de tolerância, humildade e solidariedade. Isso pode requerer, às vezes, que esqueçamos um pouco nossas vaidades pelo bem do Rotary - mudando nosso pensamento de "eu" para "nós", de "ego" para "trabalho em equipe". O trabalho em equipe pode nos ajudar a criar e alimentar o espírito essencial de solidariedade e partilha.
   Cada um desses objetivos exigirá mudanças - nas atitudes, nas ações e, eventualmente, mudanças nas regras do Rotary - se quisermos preparar adequadamente o Rotary para mais um século de servir. Peço a cada um de vocês para assumir um pouco da responsabilidade pelo futuro do Rotary e envolver-se nesse processo vital de mudança. Estou convencido de que isso não acontecerá sem a participação total dos rotarianos do mundo inteiro. Nessa época de mudanças radicais, vamos, como cidadãos rotarianos, derrubar a barreira da indiferença.
   Estou convencido também de que, trabalhando juntos, podemos construir um Rotary mais forte, com clubes mais eficientes e rotarianos mais engajados - o Rotary 2000, um modelo de coerência, confiança e continuidade.

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