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Crescer:
vontade, obrigação, compromisso
hegamos ao Centenário e ficamos satisfeitos por mostrar os
sucessos obtidos neste primeiro século de existência
da maior organização mundial de prestação
de serviços. Aquela idéia de 1905, nascida de um sonho,
foi tomando corpo, com perseverança e firmeza, e hoje está
presente em quase todo o mundo.
Foram precisos 92 anos para que o Rotary acabasse
de se instalar nos seis continentes, o que ocorreu em 17 de maio
de 1997, durante a presidência de Luis Vicente Giay, que teve
a honra de levar à frente o processo de formação
do RC de Base Marambio-Antártida. Esse feito foi marcado
pelo histórico desembarque de 164 rotarianos na Antártida,
fato inédito na história do continente branco, acontecido
em janeiro daquele ano como parte do programa do Foro Rotário
para a Paz na Antártida.
E dentro de pouco tempo virão Cuba, China
e alguns outros países, fazendo com que a presença
do Rotary se torne realidade em todas as nações e
regiões geográficas do mundo, conforme a idéia
de Paul Harris de “propor e dar alento ao desenvolvimento
da amizade como oportunidade de servir”.
Nas nossas zonas rotárias, aqui no continente
americano, o desenvolvimento e a presença do Rotary, por
intermédio de seus inúmeros clubes, atingem níveis
bastante aceitáveis, o que não acontece com o percentual
de crescimento do quadro social, que atualmente está muito
aquém dos tradicionais 3% de outras épocas. A observação
mais imparcial nos indica que o crescimento do número de
associados na região – menor que o índice de
crescimento de clubes – ratifica o que muitos de nós
pensamos: quantas vezes nos dedicamos somente a incorporar novos
sócios, e não a reter os rotarianos?
O
Rotary que queremos
Conseqüentemente, onde essas circunstâncias
acontecem é também o lugar onde deveremos dedicar
nossos maiores e melhores esforços para que cada clube seja
realmente uma manifestação correta e digna da comunidade
em que atua. Devemos convencer todos os líderes sobre os
benefícios de ser rotariano e exortá-los com nosso
exemplo. Essa será a atitude mais qualificada, mais competente
e a que queremos manter, mediante o esforço diário
que faremos para que isso aconteça.
Atitudes como essa nos levarão a encontrar respostas firmes
para as seguintes perguntas:
Queremos um Rotary com mais associados?
Sim, porém mais solidários e comprometidos,
rotarianos plenos, em quem possamos aplicar tudo aquilo em que o
valor das pessoas mais se assemelha à luz das estrelas, lembrando
que nem sempre as maiores são as que mais brilham e que nos
parecem de primeira grandeza.
Queremos um Rotary com mais clubes?
Não necessariamente, se as circunstâncias
assim desaconselham, porém com clubes melhores, nos quais
a atitude amistosa seja o vínculo da união entre tempo,
esforço e dedicação que oferecem aos seus membros.
Queremos um Rotary com mais clubes mistos?
Não para satisfazer o convencionalismo,
e sim pela convicção sensata de que o mais apropriado
é situarmos nossos clubes no mesmo nível em que se
encontram todas as demais organizações que integramos,
na qualidade de líderes de nossas comunidades.
Como
o homem é o único animal que tropeça duas vezes
na mesma pedra, devemos aceitar que a culpa não é
da pedra, e sim do nosso pé, que não sabe onde pisa.
Conseqüentemente, não devemos nos acomodar e acreditar
que tudo está bem e que o tempo fará o milagre. Esse
milagre deve ser produzido por nós, convertendo ditos em
feitos e esperanças em realidades – e, mais ainda,
nos convencendo de que é hora de agir.
Redistritamento
Vários distritos – 13 da Argentina,
três do Peru, três do Brasil, dois da Colômbia,
um do Chile, um da Bolívia e um do Uruguai – deverão
atingir as metas de 1.000 sócios e 30 clubes até o
dia 1º de julho de 2008, para o que apresentaram, antes do
último dia 30 de setembro, a primeira alternativa do Plano
de Ação para o Aumento do Número de Associados
e de Clubes no Distrito.
Cada uma dessas propostas será monitorada semestralmente
pelo Rotary International. Caso não sejam cumpridas, entrará
em vigor o processo de redistritamento. Com relação
a isso, existem duas opções:
1. Aceitar o redistritamento a ser estabelecido por
uma comissão do RI – e que anexará distritos
sem fracioná-los;
2.
Apresentar, antes do próximo dia 17, a segunda alternativa
do mesmo plano, que conta com a vantagem de poder realizar anexações
parciais ou totais, segundo acordo feito com outros distritos.
A
diferença entre as duas opções é significativa,
considerando-se que a segunda contempla a possibilidade de se propor
um projeto já acordado e que, como tal, contempla afinidades
regionais e antecedentes rotários.
Como vemos, o Rotary International nos alerta
sobre o tamanho dos distritos – no que se refere a associados
e clubes – e nos motiva a crescer, o que devemos fazer. Não
nos fazem falta mais argumentos, muito menos aqueles que se referem
à crise que levianamente sustentamos – quando deveríamos
justificar erros ou descuidos. A crise econômica e as mudanças
trazidas por ela devem nos motivar a enfrentá-las e a demonstrar
que, quando queremos, podemos!
O que de pior pode nos acontecer – apesar
de sabermos que, se não crescermos, nos fixarão novos
limites – é repousarmos na tranqüilidade do “deixar
fazer” e do “deixar passar” dos fisiocratas. Cada
dia de nossas vidas começa com um novo projeto, embora nem
sempre o percebamos, e é isso o que nos leva a ser melhores
e a lutar por nossos objetivos.
Portanto, é preciso que cada dia na vida
de nossos clubes também comece com um projeto que, nascido
da vontade, se transforme na obrigação e no compromisso
de sermos mais e melhores.
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