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Carlos Enrique Speroni
(Diretor do RI 2005-07)
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O valor da imprensa rotária

o complexo mundo midiático em que vivemos, o papel da comunicação é certamente relevante, uma vez que ele não se limita a informar, como pareceria ser o seu objetivo primário e essencial, mas também a prestar um serviço mais abrangente ao abordar conceitos básicos como a dignidade, a justiça, a liberdade e outros diversos valores. Assim, com a aplicação desses conceitos, nos deparamos com a substancial diferença que nos é oferecida diariamente pela avalanche comercial da comunicação interessada, aquela que – por meio de suas atitudes desapiedadas e, às vezes, de moral discutível – confunde e defende o seu papel.
   Ninguém duvida de que a liberdade de expressão é uma condição própria e indiscutível da mídia, e é precisamente por isso que ela deve ser utilizada para lutarmos por uma humanidade menos sofredora, que ampare, eduque e facilite uma existência digna, na qual o nível de vida de seus habitantes possa melhorar em todos os aspectos.
   O enorme avanço tecnológico a que chegamos – e que amanhã estará ultrapassado – está modificando as tradições, uma vez que a comunicação, em muitos casos proporcionada pelos mesmos atores, ressalta o seu próprio valor ao não depender exclusiva e necessariamente da opinião de terceiros. Temos a sensação de estarmos vivendo em um mundo novo, no qual interagem todos os interessados em fazê-lo. E a imprensa rotária é – como sempre foi – um exemplo disso, porque sempre foi entendida dessa forma.
   Nossas revistas regionais – mais de 30 em todo o mundo – são publicações que exercem uma valiosa função, conceitual e formativa, por meio de mais de 750 mil exemplares distribuídos mensalmente em diversos países e idiomas do mundo rotário.
  Sem dúvida, trata-se de uma base sólida para sustentarmos e garantirmos o conceito e a necessidade de se realçar a imagem pública do Rotary como condição para ampliarmos nosso quadro social, aprofundarmos nossos programas e enfrentarmos os numerosos desafios do dia-a-dia.

   A hora do reconhecimento
   O ano do Centenário deu ao Rotary um elevado nível de exposição pública – com exceção à indiferença daquela parte da imprensa a que me referi anteriormente. É altamente valiosa, por exemplo, a atitude do Wall Street Journal que, no seu editorial do último dia 12 de abril, destacou o valor da participação e da liderança do Rotary na campanha de erradicação da poliomielite. Disse o jornal: “Em certos círculos, passou a ser moda o menosprezo ao voluntariado cívico. No entanto, por seu abnegado esforço para erradicar a poliomielite, o Rotary merece o Prêmio Nobel da Paz”.
   Será esse o início de outros reconhecimentos? Sem dúvida, deveria ser – e para isso, cada um de nós deve se transformar num soldado dessa legião que assim o deseja. A imprensa rotária tem o seu lugar, privilegiado e responsável, e saberá assumir esse compromisso, levando a sua presença a cada um dos lares do mundo.
   Também cabe à Brasil Rotário a sua parte. Como a mais importante revista das Américas do Sul e Central, além de ser uma das mais importantes da comunidade rotária mundial, a BR deverá apenas repetir as suas ações cotidianas, aquelas que já a distinguem e prestigiam e que lhe atribuem uma liderança indiscutível.
   Resta a cada um de nós, como membros de nossos respectivos clubes, uma tarefa simples, mas não menos importante – na qual devo destacar a inspirada contribuição do meu amigo Lindoval G. F. de Oliveira, editor da Brasil Rotário: fazer com que “cada rotariano fale com um não-rotariano”.
   Isto é simples, mas também muito importante. Se cada um de nós transmitir essa convicção e o nosso exemplo, nos converteremos numa força que não poderá ser contida, e que será capaz de demonstrar que – com tempo, esforço e conhecimento – o futuro do Rotary estará assegurado.


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