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O
valor da imprensa rotária
o complexo mundo midiático em que vivemos, o papel da comunicação
é certamente relevante, uma vez que ele não se limita
a informar, como pareceria ser o seu objetivo primário e
essencial, mas também a prestar um serviço mais abrangente
ao abordar conceitos básicos como a dignidade, a justiça,
a liberdade e outros diversos valores. Assim, com a aplicação
desses conceitos, nos deparamos com a substancial diferença
que nos é oferecida diariamente pela avalanche comercial
da comunicação interessada, aquela que – por
meio de suas atitudes desapiedadas e, às vezes, de moral
discutível – confunde e defende o seu papel.
Ninguém duvida de que a liberdade de expressão
é uma condição própria e indiscutível
da mídia, e é precisamente por isso que ela deve ser
utilizada para lutarmos por uma humanidade menos sofredora, que
ampare, eduque e facilite uma existência digna, na qual o
nível de vida de seus habitantes possa melhorar em todos
os aspectos.
O enorme avanço tecnológico a que
chegamos – e que amanhã estará ultrapassado
– está modificando as tradições, uma
vez que a comunicação, em muitos casos proporcionada
pelos mesmos atores, ressalta o seu próprio valor ao não
depender exclusiva e necessariamente da opinião de terceiros.
Temos a sensação de estarmos vivendo em um mundo novo,
no qual interagem todos os interessados em fazê-lo. E a imprensa
rotária é – como sempre foi – um exemplo
disso, porque sempre foi entendida dessa forma.
Nossas revistas regionais – mais de 30 em
todo o mundo – são publicações que exercem
uma valiosa função, conceitual e formativa, por meio
de mais de 750 mil exemplares distribuídos mensalmente em
diversos países e idiomas do mundo rotário.
Sem dúvida, trata-se de uma base sólida
para sustentarmos e garantirmos o conceito e a necessidade de se
realçar a imagem pública do Rotary como condição
para ampliarmos nosso quadro social, aprofundarmos nossos programas
e enfrentarmos os numerosos desafios do dia-a-dia.
A
hora do reconhecimento
O ano do Centenário deu ao Rotary um elevado
nível de exposição pública – com
exceção à indiferença daquela parte
da imprensa a que me referi anteriormente. É altamente valiosa,
por exemplo, a atitude do Wall Street Journal que, no seu editorial
do último dia 12 de abril, destacou o valor da participação
e da liderança do Rotary na campanha de erradicação
da poliomielite. Disse o jornal: “Em certos círculos,
passou a ser moda o menosprezo ao voluntariado cívico. No
entanto, por seu abnegado esforço para erradicar a poliomielite,
o Rotary merece o Prêmio Nobel da Paz”.
Será esse o início de outros reconhecimentos?
Sem dúvida, deveria ser – e para isso, cada um de nós
deve se transformar num soldado dessa legião que assim o
deseja. A imprensa rotária tem o seu lugar, privilegiado
e responsável, e saberá assumir esse compromisso,
levando a sua presença a cada um dos lares do mundo.
Também cabe à Brasil Rotário
a sua parte. Como a mais importante revista das Américas
do Sul e Central, além de ser uma das mais importantes da
comunidade rotária mundial, a BR deverá apenas repetir
as suas ações cotidianas, aquelas que já a
distinguem e prestigiam e que lhe atribuem uma liderança
indiscutível.
Resta a cada um de nós, como membros de
nossos respectivos clubes, uma tarefa simples, mas não menos
importante – na qual devo destacar a inspirada contribuição
do meu amigo Lindoval G. F. de Oliveira, editor da Brasil Rotário:
fazer com que “cada rotariano fale com um não-rotariano”.
Isto é simples, mas também muito
importante. Se cada um de nós transmitir essa convicção
e o nosso exemplo, nos converteremos numa força que não
poderá ser contida, e que será capaz de demonstrar
que – com tempo, esforço e conhecimento – o futuro
do Rotary estará assegurado.
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