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Imaginando
o futuro
cada dia, aumenta a nossa surpresa ao descobrirmos como se modificam
os fatos e as circunstâncias que até então acreditávamos
ser estáveis. A capacidade do nosso assombro não tem
limites e, graças aos exercícios diários a
que somos submetidos, encontra-se preparada para absorver a torrente
dos avanços científicos e tecnológicos gerados
pela inteligência do homem cada vez com mais freqüência
– e, também, com maior transcendência no nosso
dia-a-dia.
O desenvolvimento globalizador, potencializado
pelo avanço da tecnologia das comunicações,
gera um processo mutante que joga por terra muitos dos costumes
mais tradicionais, aqueles que – mantidos quase imutáveis
durante muitos anos – devem dar lugar a mudanças mais
avançadas e tão velozes que mais parecem um longa-metragem
do que uma seqüência fotográfica.
Esse processo tem como característica o
movimento, a passagem de uma situação para outra,
os avanços ou retrocessos. Em suma, é a conversão
daquilo que foi até hoje no que será amanhã
– e que também deixará de sê-lo em pouco
tempo, superado pela ciência, pela técnica, pela habilidade
ou por decisões oportunas, inteligentes ou desafortunadas.
Como disse anteriormente, são cenas de
um filme cujo argumento nos leva ao entusiasmo, a pensarmos que
existem coisas que nos colocam no mundo da modernidade e que, por
ali estarmos, são superadas por elas mesmas, deixando-nos
o conceito de que ser moderno e estar no processo de mudança
permanente é o melhor.
Felizmente, também existem princípios
que não representam nada mais que darmos uma olhada retrospectiva
e entrarmos no túnel do nosso tempo, e retornar assim às
nossas fontes, valorizando os nossos ancestrais para reencontrarmos
a figura do homem que respeitava o homem. Estamos falando daquele
homem que ordena sua vida baseado no que ele quer ser, e não
no que ele quer ter.
O
desafio de preservar valores
“Não é possível prever
o futuro, mas é possível preparar-se para ele”,
aconselhava o austríaco Peter Drucker, considerado o inventor
da administração como área de estudo. Isso
nos leva a pensar se, como rotarianos, não estamos enfrentando
um desafio que não podemos e nem devemos evitar. Essa é
nossa responsabilidade como sócios de clubes que integram
uma das maiores organizações de serviços do
mundo.
Nosso Primeiro Século de Serviços
já faz parte do nosso acervo histórico. Celebrado
com muitos atos, homenagens e lembranças, ficamos muito felizes
por tê-lo percorrido e pelos sucessos conquistados, responsáveis
por transformar o Rotary numa organização mundial
de primeiro nível no que se refere à solidariedade
social.
Ao cabo desse tempo, também podemos dizer
seguramente que o sonho de Paul Harris transformou-se em realidade
por meio do trabalho de milhares de clubes. Cobrindo o planeta,
esses RCs prestam sua ajuda de forma silenciosa em todos os locais
onde desenvolvem sua missão de prestação de
serviços, sempre contando com a contribuição
generosa e protetora da Fundação Rotária, que
lhes permite participar do projeto para um mundo menos conflituoso
e caótico.
A celebração do Centenário
não teria ocorrido se não contivesse, de forma implícita,
nosso compromisso de sermos observadores fiéis dos postulados
que regem o Rotary, uma organização que nos acolhe
e espera, de cada um de nós, lealdade com as responsabilidades
assumidas ao aceitarmos o convite para sermos rotarianos.
Que teremos, então, daqui por diante? O
enorme desafio de compatibilizar os avanços tecnológicos
menos imagináveis – mas que serão uma realidade
no futuro imediato – com as melhores tradições
e os mais puros ideais que o Rotary nos permitiu cultivar até
agora. Será, pois, nossa tarefa – como daqueles que
nos sucederão – preservá-los para os próximos
anos.
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