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Carlos Enrique Speroni
(Diretor do RI 2005-07)
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Muito obrigado, Atibaia

oncluído o XXIX Instituto Rotário do Brasil, realizado em Atibaia entre os dias 31 de agosto e 03 de setembro, e transcorrido o tempo necessário para que o evento já tenha se convertido numa recordação inesquecível, sinto a necessidade de agradecer a todos e a tantos que deram o máximo de seus esforços para levar adiante uma convocação que foi transcendente, não apenas no que se refere à qualidade dos participantes, mas também à sua quantidade, que ultrapassou a marca dos 1.000, convertendo-o em um dos Institutos Rotários mais concorridos dos últimos anos.
   Na cerimônia de abertura, disse que Atibaia nos ofereceria a qualidade de sua gente e a magia de sua natureza – a cidade é reconhecida pela Unesco como a possuidora de um dos melhores microclimas de todo o mundo. Tudo isso vai fazer com que recordemos para sempre os dias que passamos lá, dias que já viraram lembranças prazerosas, como também são, seguramente, tantos outros encontros inesquecíveis que marcam as nossas vidas, aproximando-nos dessa existência ideal com que o Rotary nos permite sonhar todas as vezes em que nos propomos a esse sonho – que nos é oferecido tantas vezes quantas queiramos desfrutar.
   No entanto, o Instituto de Atibaia apresentou um componente singular, carregado de afetos, reconhecimentos e emoções. Estou falando da homenagem feita ao patrono do evento, o EDRI Archimedes Teodoro, um cabal representante do rotariano modelo, dedicado e possuidor da capacidade inerente aos autênticos dirigentes. Dono de uma profunda e humana trajetória, que o levou a ocupar as posições mais destacadas, plenas do sábio conteúdo que soube transmitir em cada uma de suas ações – e continua transmitindo – através da melhor maneira: a do exemplo diário e permanente. Obrigado, Yolanda e Archimedes, por terem aceitado o nosso oferecimento, uma das melhores recordações de minha vida rotária.

   Sucesso e despedida
   Seria redundância referir-me ao programa do Instituto de Atibaia (e à sua transcendência) como mais um de seus aspectos importantes. Durante o evento, tivemos inclusive a realização do III Encontro de Rotarianos de Países de Língua Portuguesa, cuja cobertura a Brasil Rotário, valendo-se de seu reconhecido profissionalismo, vem publicando desde a edição passada em generosos e amplos artigos. Gostaria, sim, de dizer que em suas deliberações foram dados passos importantes nesta cruzada que, empreendida e – tão ou mais importante – compreendida por todos, nos permitirá melhorar a qualidade de vida de nossos semelhantes em aspectos tão básicos e essenciais como o das Novas Gerações, da família, da saúde, da fome, do aproveitamento racional dos recursos hídricos e do desafio da alfabetização, tão importante no mundo atual.
   Estou certo que soubemos mostrar o caminho mediante o oferecimento de nossas vontades para que, a partir delas, nasçam muitas outras neste universo rotário a que aspiramos, permitindo-nos viver em paz como conseqüência de uma infância saudável de corpo e alma e de uma humanidade sem fome e livre de outras carências para viver uma vida digna, como merecem os filhos de Deus nesta terra.
   Muito obrigado, Atibaia, digo no título desta coluna, e volto a repetir agora, não apenas pelo fato de a cidade ter acolhido um Instituto que será recordado por seu conteúdo e suas conseqüências, mas também – e esta é uma confissão que vem do mais íntimo dos meus sentimentos – por haver permitido que eu me despeça como diretor convocador com um grande sucesso. Os próximos Institutos terão outros convocadores, e meu amigo Themístocles A. C. Pinho, na qualidade de meu sucessor imediato, superará as minhas convocações de Cuiabá e Atibaia. E isso é o que desejo, porque tanto Gilda quanto ele o merecem, assim como o rotarismo do Brasil.

   Agradecimentos
   Uma cota de saudável egoísmo me permite dizer que existe algo que ninguém conseguirá superar. Estou falando da magnitude dos agradecimentos que Lilia e eu, como argentinos, fazemos aos rotarianos brasileiros diante do apoio e do carinho com que fomos brindados sempre que comparecemos a reuniões, seminários ou outras convocações, fazendo-nos sentir como se fôssemos alguns de vocês e integrando-nos à Família Rotária do Brasil – assim mesmo, com letras maiúsculas.
   Mais uma vez, muito obrigado, Atibaia – e que essa experiência seja superada por Belém, anfitriã do próximo Instituto, e assim sucessivamente. Esses são desejos que nascem na parte mais profunda dos meus sentimentos, porque tais êxitos futuros também serão meus, a partir do momento em que foram vocês que permitiram a existência de um caminho comum em nossas vidas.

   Para nossa meditação
   Certo dia, os deuses decidiram criar o universo. Fizeram mares, montanhas, flores e nuvens. Logo em seguida, os deuses criaram os seres humanos e, finalmente, a verdade. Com o desejo de prolongar a aventura da busca, surgiu um problema: onde os deuses iriam esconder a verdade para que os seres humanos não a encontrassem de imediato?
   “Vamos colocá-la no alto de uma montanha”, disse um deles. “Será difícil encontrá-la nesse lugar”. Em seguida, foi sugerido: “Vamos colocá-la na estrela mais distante!” Os deuses ainda pensaram em esconder a verdade no abismo mais escuro e profundo, ou no lado escuro da lua.
   As opiniões continuaram sendo dadas, até que finalmente o mais sábio e idoso deles disse: “Nada disso: vamos esconder a verdade dentro do coração dos homens. Assim, eles irão buscá-la por todo o universo, sem se dar conta de que a têm todo o tempo dentro de si mesmos”.


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