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Muito
obrigado, Atibaia
oncluído o XXIX Instituto Rotário do Brasil, realizado
em Atibaia entre os dias 31 de agosto e 03 de setembro, e transcorrido
o tempo necessário para que o evento já tenha se convertido
numa recordação inesquecível, sinto a necessidade
de agradecer a todos e a tantos que deram o máximo de seus
esforços para levar adiante uma convocação
que foi transcendente, não apenas no que se refere à
qualidade dos participantes, mas também à sua quantidade,
que ultrapassou a marca dos 1.000, convertendo-o em um dos Institutos
Rotários mais concorridos dos últimos anos.
Na cerimônia de abertura, disse que Atibaia
nos ofereceria a qualidade de sua gente e a magia de sua natureza
– a cidade é reconhecida pela Unesco como a possuidora
de um dos melhores microclimas de todo o mundo. Tudo isso vai fazer
com que recordemos para sempre os dias que passamos lá, dias
que já viraram lembranças prazerosas, como também
são, seguramente, tantos outros encontros inesquecíveis
que marcam as nossas vidas, aproximando-nos dessa existência
ideal com que o Rotary nos permite sonhar todas as vezes em que
nos propomos a esse sonho – que nos é oferecido tantas
vezes quantas queiramos desfrutar.
No entanto, o Instituto de Atibaia apresentou
um componente singular, carregado de afetos, reconhecimentos e emoções.
Estou falando da homenagem feita ao patrono do evento, o EDRI Archimedes
Teodoro, um cabal representante do rotariano modelo, dedicado e
possuidor da capacidade inerente aos autênticos dirigentes.
Dono de uma profunda e humana trajetória, que o levou a ocupar
as posições mais destacadas, plenas do sábio
conteúdo que soube transmitir em cada uma de suas ações
– e continua transmitindo – através da melhor
maneira: a do exemplo diário e permanente. Obrigado, Yolanda
e Archimedes, por terem aceitado o nosso oferecimento, uma das melhores
recordações de minha vida rotária.
Sucesso
e despedida
Seria redundância referir-me ao programa
do Instituto de Atibaia (e à sua transcendência) como
mais um de seus aspectos importantes. Durante o evento, tivemos
inclusive a realização do III Encontro de Rotarianos
de Países de Língua Portuguesa, cuja cobertura a Brasil
Rotário, valendo-se de seu reconhecido profissionalismo,
vem publicando desde a edição passada em generosos
e amplos artigos. Gostaria, sim, de dizer que em suas deliberações
foram dados passos importantes nesta cruzada que, empreendida e
– tão ou mais importante – compreendida por todos,
nos permitirá melhorar a qualidade de vida de nossos semelhantes
em aspectos tão básicos e essenciais como o das Novas
Gerações, da família, da saúde, da fome,
do aproveitamento racional dos recursos hídricos e do desafio
da alfabetização, tão importante no mundo atual.
Estou certo que soubemos mostrar o caminho mediante
o oferecimento de nossas vontades para que, a partir delas, nasçam
muitas outras neste universo rotário a que aspiramos, permitindo-nos
viver em paz como conseqüência de uma infância
saudável de corpo e alma e de uma humanidade sem fome e livre
de outras carências para viver uma vida digna, como merecem
os filhos de Deus nesta terra.
Muito obrigado, Atibaia, digo no título
desta coluna, e volto a repetir agora, não apenas pelo fato
de a cidade ter acolhido um Instituto que será recordado
por seu conteúdo e suas conseqüências, mas também
– e esta é uma confissão que vem do mais íntimo
dos meus sentimentos – por haver permitido que eu me despeça
como diretor convocador com um grande sucesso. Os próximos
Institutos terão outros convocadores, e meu amigo Themístocles
A. C. Pinho, na qualidade de meu sucessor imediato, superará
as minhas convocações de Cuiabá e Atibaia.
E isso é o que desejo, porque tanto Gilda quanto ele o merecem,
assim como o rotarismo do Brasil.
Agradecimentos
Uma cota de saudável egoísmo me
permite dizer que existe algo que ninguém conseguirá
superar. Estou falando da magnitude dos agradecimentos que Lilia
e eu, como argentinos, fazemos aos rotarianos brasileiros diante
do apoio e do carinho com que fomos brindados sempre que comparecemos
a reuniões, seminários ou outras convocações,
fazendo-nos sentir como se fôssemos alguns de vocês
e integrando-nos à Família Rotária do Brasil
– assim mesmo, com letras maiúsculas.
Mais uma vez, muito obrigado, Atibaia –
e que essa experiência seja superada por Belém, anfitriã
do próximo Instituto, e assim sucessivamente. Esses são
desejos que nascem na parte mais profunda dos meus sentimentos,
porque tais êxitos futuros também serão meus,
a partir do momento em que foram vocês que permitiram a existência
de um caminho comum em nossas vidas.
Para
nossa meditação
Certo dia, os deuses decidiram criar o universo.
Fizeram mares, montanhas, flores e nuvens. Logo em seguida, os deuses
criaram os seres humanos e, finalmente, a verdade. Com o desejo
de prolongar a aventura da busca, surgiu um problema: onde os deuses
iriam esconder a verdade para que os seres humanos não a
encontrassem de imediato?
“Vamos colocá-la no alto de uma montanha”,
disse um deles. “Será difícil encontrá-la
nesse lugar”. Em seguida, foi sugerido: “Vamos colocá-la
na estrela mais distante!” Os deuses ainda pensaram em esconder
a verdade no abismo mais escuro e profundo, ou no lado escuro da
lua.
As opiniões continuaram sendo dadas, até
que finalmente o mais sábio e idoso deles disse: “Nada
disso: vamos esconder a verdade dentro do coração
dos homens. Assim, eles irão buscá-la por todo o universo,
sem se dar conta de que a têm todo o tempo dentro de si mesmos”.
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