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Carlos Enrique Speroni
(Diretor do RI 2005-07)
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Muito obrigado, Atibaia

os meses de dezembro, o Rotary nos propicia a oportunidade de falar sobre a família – talvez sem se dar conta de que essa escolha acaba coincidindo com as celebrações de fim de ano, em que a família também é o foco central. Dezembro é um tempo de serenidade e reflexão, em que as diversas crenças e filosofias da humanidade acabam conjugadas em uma mensagem universal: amai-vos uns aos outros – palavras de uma dimensão infinita, simples como um ato de amor, mas que, no entanto, fazem tremer as colunas do templo da soberba humana. Palavras que, com a proximidade do Natal, convertem-se na nossa mensagem de esperança para a redenção moral do homem, esse ser bom e íntegro que o Rotary idealiza para a construção de um mundo melhor.
   Diante da presença da tremenda crise que aflige a humanidade, com opções de vida totalmente opostas, vamos reafirmar nossa convicção na liberdade do homem e nos valores que constroem sua dignidade integrada à família. Honestidade, lealdade e sinceridade são parte importante de todos esses valores que aprendemos no seio de nossa família. É na família também que aprendemos a ser otimistas, generosos e humildes, e onde aprendemos a ter sadios desejos de superação e a respeitar os direitos legítimos de nossos semelhantes – e a família continua sendo a melhor escola para todos esses valores, virtudes e princípios.

   Escola de amor
   A família é, por excelência, o lugar destinado ao desenvolvimento do indivíduo, o ambiente onde ele é amado e aceito não apenas por seu rendimento ou eficiência, mas por seu valor interior e sua maneira de ser. A família é a verdadeira e única escola de amor, que se converte num lugar privilegiado onde aprendemos a encarar os grandes e concretos desafios com que nos defrontaremos pelos próximos anos se pretendemos nos desenvolver em função de ideais elevados, que nos permitam crescer em sintonia com o espírito solidário que nos vinculou ao Rotary, e que nos permite um crescimento de acordo com os princípios solidários de nossa organização.
   Quando o núcleo familiar se desintegra ou enfraquece, o conjunto da sociedade começa a experimentar graves dificuldades. Ao contrário, o gozo de uma boa saúde familiar nos levará ao alcance do promissor destino com que sonhamos. Quando nossos clubes se desorientam ou confundem seus rumos, começa o processo dos inevitáveis fracassos e atitudes indiferentes que os convertem em frágeis expressões, até que desapareçam.
   Os clubes integrados sob a forma de uma verdadeira família, que se mostrem e atuem como tal, constituirão uma trama de círculos concêntricos cada vez maiores, que preservarão os seus princípios e solidificarão o Rotary. Com esse fortalecimento, nos apresentaremos como uma opção natural, válida e confiável, que é oferecida à sociedade para que cada um dos seus membros encontre nela paz, solidariedade, compreensão e lealdade – todos estes valores indiscutíveis para aqueles que fazem do amai-vos uns aos outros uma prática consciente e não apenas uma expressão despida de conteúdo.


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