Fale conosco Últimas notícias Conheça o Rotary Chat Página inicial

Carlos Enrique Speroni
(Diretor do RI 2005-07)
 Artigos anteriores
 Fale com a redação


 
 

Conscientização, objetivo permanente

osso querido Paulo Viriato costumava repetir, com a força de suas profundas convicções, que: “No Rotary, todas as posições alcançadas são transitórias; o título mais elevado e permanente é ser rotariano”.
   E quanta verdade transmitia em seu entusiasmo! Tanta quanto as acepções que o termo rotariano tem a partir dos diferentes pontos de vista compreendidos em nossa análise.
   Muitos somos o que sustentamos: que a parte essencial de nossa organização não está no Conselho Diretor e nem nos governadores de distrito ou presidentes dos clubes e, sim, nos sócios que a integram.
   Por esse motivo, o Rotary cobra de quem se incorpora à sua vida institucional que continue sendo coerente e fiel às suas idéias políticas e convicções religiosas. Dessa forma, o Rotary resguarda integralmente a personalidade moral dos indivíduos, em cujo foro íntimo não quer e nem deseja entrar mas – muito pelo contrário – fixa como cobrança pelo seu ingresso e permanência na vida rotária a prática de suas crenças com absoluta e total liberdade, como pessoas responsáveis, bem informadas e possuidoras de sólidos princípios morais e éticos, e como cultores, também, de uma profunda convicção pela plena vigência da liberdade, da democracia e da justiça.
   Conseqüentemente, o rotariano é possuidor de uma cadeia de crenças cujos elos são a verdade, a família, a tolerância que respeita outras opiniões e o culto à lealdade, dentro de uma atitude amistosa, gerada pela espontaneidade.

   Um ilustre pensador rotariano e argentino, o EGD Ricardo E. Sagarzazu (D.4880) definiu com brilhantismo:
   “Se no momento em que começa a descer a ladeira da vida, o andarilho deixou semeado algo no campo do Serviço, o Rotary o remunera com liberalidade, pagando um valor centuplicado, fortalecendo, assim, passos que já estavam se tornando vacilantes. Também lhe enriquece a alma, derramando um ouro não profanado por nenhuma moeda, porque é ouro sobre o aço – Eibar e Toledo (N.E. Cidades produtoras de ouro e de aço, respectivamente, na Espanha) – conjunto de metais sobrepostos, reunidos pela ponta de um punzón (N.E. Instrumento de fundição para puncionar, gravar ou furar). Sim, é isso mesmo: ouro sobre aço”.
   Da análise destas considerações fica bem clara a importância da nossa organização perante a sociedade; mas qual é o nosso papel como rotarianos?
   Para que assim seja, deveremos tomar consciência de nossas responsabilidades e, também, de nossos direitos. E estes porque, como privilégios que são, nos colocam diante daquelas responsabilidades e também do cenário de privações, falências e mesquinharias, nos quais se desenvolve boa parte de nossos semelhantes e que nos convocam a agir.

   Não serão atos de heroísmo ou sobre-humanos; serão atitudes realistas e voluntárias impostas a nós mesmos, entendendo e assumindo os valores do Rotary que nos impulsionam a prestar serviços aos demais. Devemos nos conscientizar, de forma definitiva, do compromisso que assumimos quando alguém – o nosso padrinho – nos convidou para nos incorporarmos a uma organização que deu novos horizontes a nossas vidas. Estamos falando de horizontes seguramente diferentes daqueles que conhecíamos até então.
   Devemos nos conscientizar da realidade que nossa análise crítica faça a respeito da forma como cumprimos essas expectativas ou a que distância estamos de alcançá-las.
   Nunca será tarde – e nem desperdiçaremos nossos esforços – se continuarmos empenhados no cumprimento do objetivo que nos impusemos no momento em que assumimos aquele compromisso.


| Voltar | Principal | Rotary | Notícias | E-mail |

© Copyright 2002 - Revista Brasil Rotário