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Conscientização,
objetivo permanente
osso
querido Paulo Viriato costumava repetir, com a força de suas
profundas convicções, que: “No Rotary, todas
as posições alcançadas são transitórias;
o título mais elevado e permanente é ser rotariano”.
E quanta verdade transmitia em seu entusiasmo!
Tanta quanto as acepções que o termo rotariano tem
a partir dos diferentes pontos de vista compreendidos em nossa análise.
Muitos somos o que sustentamos: que a parte essencial
de nossa organização não está no Conselho
Diretor e nem nos governadores de distrito ou presidentes dos clubes
e, sim, nos sócios que a integram.
Por esse motivo, o Rotary cobra de quem se incorpora
à sua vida institucional que continue sendo coerente e fiel
às suas idéias políticas e convicções
religiosas. Dessa forma, o Rotary resguarda integralmente a personalidade
moral dos indivíduos, em cujo foro íntimo não
quer e nem deseja entrar mas – muito pelo contrário
– fixa como cobrança pelo seu ingresso e permanência
na vida rotária a prática de suas crenças com
absoluta e total liberdade, como pessoas responsáveis, bem
informadas e possuidoras de sólidos princípios morais
e éticos, e como cultores, também, de uma profunda
convicção pela plena vigência da liberdade,
da democracia e da justiça.
Conseqüentemente, o rotariano é possuidor
de uma cadeia de crenças cujos elos são a verdade,
a família, a tolerância que respeita outras opiniões
e o culto à lealdade, dentro de uma atitude amistosa, gerada
pela espontaneidade.
Um
ilustre pensador rotariano e argentino, o EGD Ricardo E.
Sagarzazu (D.4880) definiu com brilhantismo:
“Se no momento em que começa a descer
a ladeira da vida, o andarilho deixou semeado algo no campo do Serviço,
o Rotary o remunera com liberalidade, pagando um valor centuplicado,
fortalecendo, assim, passos que já estavam se tornando vacilantes.
Também lhe enriquece a alma, derramando um ouro não
profanado por nenhuma moeda, porque é ouro sobre o aço
– Eibar e Toledo (N.E. Cidades produtoras de ouro e de aço,
respectivamente, na Espanha) – conjunto de metais sobrepostos,
reunidos pela ponta de um punzón (N.E. Instrumento de fundição
para puncionar, gravar ou furar). Sim, é isso mesmo: ouro
sobre aço”.
Da análise destas considerações
fica bem clara a importância da nossa organização
perante a sociedade; mas qual é o nosso papel como rotarianos?
Para que assim seja, deveremos tomar consciência
de nossas responsabilidades e, também, de nossos direitos.
E estes porque, como privilégios que são, nos colocam
diante daquelas responsabilidades e também do cenário
de privações, falências e mesquinharias, nos
quais se desenvolve boa parte de nossos semelhantes e que nos convocam
a agir.
Não
serão atos de heroísmo ou sobre-humanos;
serão atitudes realistas e voluntárias impostas a
nós mesmos, entendendo e assumindo os valores do Rotary que
nos impulsionam a prestar serviços aos demais. Devemos nos
conscientizar, de forma definitiva, do compromisso que assumimos
quando alguém – o nosso padrinho – nos convidou
para nos incorporarmos a uma organização que deu novos
horizontes a nossas vidas. Estamos falando de horizontes seguramente
diferentes daqueles que conhecíamos até então.
Devemos nos conscientizar da realidade que nossa
análise crítica faça a respeito da forma como
cumprimos essas expectativas ou a que distância estamos de
alcançá-las.
Nunca será tarde – e nem desperdiçaremos
nossos esforços – se continuarmos empenhados no cumprimento
do objetivo que nos impusemos no momento em que assumimos aquele
compromisso.
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