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Carlos Enrique Speroni
(Diretor do RI 2005-07)
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Diante do segundo Centenário

e nos limitarmos apenas a uma ordem cronológica, a Convenção Internacional de Chicago foi a 96ª da história de nossa organização. Entretanto, ela foi muito mais do que isso, pois lá compareceram cerca de 42 mil participantes, representando 161 países, e para os quais esse encontro foi, nada mais, nada menos, que a Convenção do Centenário – assim compreendida por tantos que decidiram desfrutá-la e se sentiram inteiramente recompensados por isso.
   Desde as reuniões prévias até o encerramento, vivemos o Rotary na plenitude de sua grandeza, deixando a impressão de ainda estarem vigentes as expressões de Chesley R. Perry, primeiro secretário do RI e um dos seus mais notáveis construtores, que dizia: “Da noite para a manhã seguinte, após cada convenção desponta um Rotary maior e mais forte”.
   Tem sido assim desde a Convenção de Chicago realizada em 1910 e assistida por 60 participantes. Após cada convenção ressurge um Rotary maior e melhor, que hoje nos coloca diante da realidade do segundo Centenário – em que já estamos transitando – e para o qual devemos assumir nossas obrigações de verdadeiros rotarianos e não somente de associados de nossos clubes.
   Precedendo a convenção, o Conselho Diretor do RI reuniu-se em Evanston, inclusive com as presenças de nove diretores eleitos, na qualidade de observadores. Ao final dos trabalhos foi realizada a comovente cerimônia do Change Over.
   No dia 16 de junho fui apresentado ao conselho pelo meu amigo diretor Luiz Coelho de Oliveira, que – após destacar minhas qualidades pessoais e rotárias, certamente sob a influência de nossa grande amizade – cedeu-me seu lugar na mesa de reunião.
   Estejam certos de que foi uma cerimônia emocionante, como disse anteriormente. Não apenas pela intensidade do momento vivido, mas pela enorme honra de representar o prestigioso rotarismo brasileiro no Conselho Diretor do RI, e pela responsabilidade que me cabe de suceder o diretor Luiz Coelho após o êxito de seu mandato. Muito obrigado, Lucilena e Luiz, em nome de Lilia e no meu, por todo o apoio e colaboração que recebi de vocês.

      XXVIII Instituto Rotário do Brasil
      01 a 04 de setembro
   Estamos convocados para assistir ao Instituto deste ano, que terá lugar na bonita e hospitaleira cidade de Cuiabá. Evento que, com muito empenho e eficiência, está sendo organizando pela comissão sob a responsabilidade do chairman EGD Vicente Herculano da Silva.
   Teremos a honra de contar com a presença do presidente do RI Carl-Wilhelm Stenhammar, que se fará acompanhar do representante da Fundação Rotária do RI, o fiduciário Peter Bundgaard; pelo diretor do RI José Antonio Salazar; da governadora Neusa Yoshiko Ito e do EDRI Francisco Creo, meus queridos amigos e permanentes motivadores desses encontros, além dos ex-diretores brasileiros do RI, governadores de distrito e todo o grupo de apoio que dá um exemplo permanente de solidariedade com suas presenças alegres e interessadas.
   Teremos na calorosa Cuiabá um grande Instituto, como o foram todos os que o precederam, realçado pela beleza do lugar e pelo ambiente exótico do Pantanal. Será o nosso primeiro encontro, e para lá iremos. Espero vê-los para dar-lhes um afetuoso abraço.

      Para nossa reflexão
   Nem sempre é fácil expressar os grandes sentimentos – eu diria que às vezes isso é impossível. Mas talvez eu consiga isso contando uma pequenina história. É a de dois menininhos que numa noite decidiram repartir entre eles as estrelas do céu.
   “Disse um deles: ‘Todas essas estrelas são para você, e estas outras aqui são minhas’. O outro respondeu: ‘Não, essa bem grande tem que ser minha porque eu a vi primeiro!’ E assim as duas crianças brigaram pela posse de uma estrela.
   Ainda não haviam chegado a um acordo quando os primeiros raios do dia começaram a apagar os outros astros e todo o céu ficou vazio. Somente então os dois perceberam a inutilidade da briga. A noite era tão curta e tão relativa a posse daqueles pontos longínquos que teria sido mais sensato se eles tivessem sentado juntos e desfrutado o espetáculo.
   Meus amigos, sobre nossas pátrias e nossos corações estende-se um mesmo céu que nunca repartiremos. Estrelas de luz e estrelas de ideal iluminam a vida para que ela não seja tão escura. Por todas elas; pelas que brilham fulgurantes como os faróis do destino. Pelas que, pálidas e vacilantes, apenas se destacam nas sombras. Pelas que já se foram além do horizonte, deixando uma lembrança de gratidão em nossas memórias.
   Pelas que virão amanhã e que são a nossa esperança”. Autor desconhecido.


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