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Diante
do segundo Centenário
e nos limitarmos apenas a uma ordem cronológica, a Convenção
Internacional de Chicago foi a 96ª da história de nossa
organização. Entretanto, ela foi muito mais do que
isso, pois lá compareceram cerca de 42 mil participantes,
representando 161 países, e para os quais esse encontro foi,
nada mais, nada menos, que a Convenção do Centenário
– assim compreendida por tantos que decidiram desfrutá-la
e se sentiram inteiramente recompensados por isso.
Desde as reuniões prévias até
o encerramento, vivemos o Rotary na plenitude de sua grandeza, deixando
a impressão de ainda estarem vigentes as expressões
de Chesley R. Perry, primeiro secretário do RI e um dos seus
mais notáveis construtores, que dizia: “Da noite para
a manhã seguinte, após cada convenção
desponta um Rotary maior e mais forte”.
Tem sido assim desde a Convenção
de Chicago realizada em 1910 e assistida por 60 participantes. Após
cada convenção ressurge um Rotary maior e melhor,
que hoje nos coloca diante da realidade do segundo Centenário
– em que já estamos transitando – e para o qual
devemos assumir nossas obrigações de verdadeiros rotarianos
e não somente de associados de nossos clubes.
Precedendo a convenção, o Conselho
Diretor do RI reuniu-se em Evanston, inclusive com as presenças
de nove diretores eleitos, na qualidade de observadores. Ao final
dos trabalhos foi realizada a comovente cerimônia do Change
Over.
No dia 16 de junho fui apresentado ao conselho
pelo meu amigo diretor Luiz Coelho de Oliveira, que – após
destacar minhas qualidades pessoais e rotárias, certamente
sob a influência de nossa grande amizade – cedeu-me
seu lugar na mesa de reunião.
Estejam certos de que foi uma cerimônia
emocionante, como disse anteriormente. Não apenas pela intensidade
do momento vivido, mas pela enorme honra de representar o prestigioso
rotarismo brasileiro no Conselho Diretor do RI, e pela responsabilidade
que me cabe de suceder o diretor Luiz Coelho após o êxito
de seu mandato. Muito obrigado, Lucilena e Luiz, em nome de Lilia
e no meu, por todo o apoio e colaboração que recebi
de vocês.
XXVIII
Instituto Rotário do Brasil
01 a 04 de setembro
Estamos convocados para assistir ao Instituto
deste ano, que terá lugar na bonita e hospitaleira cidade
de Cuiabá. Evento que, com muito empenho e eficiência,
está sendo organizando pela comissão sob a responsabilidade
do chairman EGD Vicente Herculano da Silva.
Teremos a honra de contar com a presença
do presidente do RI Carl-Wilhelm Stenhammar, que se fará
acompanhar do representante da Fundação Rotária
do RI, o fiduciário Peter Bundgaard; pelo diretor do RI José
Antonio Salazar; da governadora Neusa Yoshiko Ito e do EDRI Francisco
Creo, meus queridos amigos e permanentes motivadores desses encontros,
além dos ex-diretores brasileiros do RI, governadores de
distrito e todo o grupo de apoio que dá um exemplo permanente
de solidariedade com suas presenças alegres e interessadas.
Teremos na calorosa Cuiabá um grande Instituto,
como o foram todos os que o precederam, realçado pela beleza
do lugar e pelo ambiente exótico do Pantanal. Será
o nosso primeiro encontro, e para lá iremos. Espero vê-los
para dar-lhes um afetuoso abraço.
Para
nossa reflexão
Nem sempre é fácil expressar os
grandes sentimentos – eu diria que às vezes isso é
impossível. Mas talvez eu consiga isso contando uma pequenina
história. É a de dois menininhos que numa noite decidiram
repartir entre eles as estrelas do céu.
“Disse um deles: ‘Todas essas estrelas
são para você, e estas outras aqui são minhas’.
O outro respondeu: ‘Não, essa bem grande tem que ser
minha porque eu a vi primeiro!’ E assim as duas crianças
brigaram pela posse de uma estrela.
Ainda não haviam chegado a um acordo quando
os primeiros raios do dia começaram a apagar os outros astros
e todo o céu ficou vazio. Somente então os dois perceberam
a inutilidade da briga. A noite era tão curta e tão
relativa a posse daqueles pontos longínquos que teria sido
mais sensato se eles tivessem sentado juntos e desfrutado o espetáculo.
Meus amigos, sobre nossas pátrias e nossos
corações estende-se um mesmo céu que nunca
repartiremos. Estrelas de luz e estrelas de ideal iluminam a vida
para que ela não seja tão escura. Por todas elas;
pelas que brilham fulgurantes como os faróis do destino.
Pelas que, pálidas e vacilantes, apenas se destacam nas sombras.
Pelas que já se foram além do horizonte, deixando
uma lembrança de gratidão em nossas memórias.
Pelas que virão amanhã e que são
a nossa esperança”. Autor desconhecido.
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