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Novo ano, sonhos novos
Os ditados ou provérbios populares, na sua grande maioria, são repositórios de sabedoria. Não me
refiro somente àqueles que têm suas origens bíblicas, ricos por si mesmos, mas em geral e com destaque àqueles que têm suas raízes na sabedoria simples do povo. É o que nos desperta para o ditado que serve de titulo para esta mensagem de janeiro, vislumbre para o ano que temos pela frente. Válido para todos, mas com especial enfoque para nós em Rotary, onde falamos muito em tornar realidade nossos sonhos. Paul Harris, nosso iluminado fundador, teve muitos sonhos e deixou-nos o seu maior legado, o sonho de Rotary como grande realidade inovadora, uma organização humanitária que ao seu tempo foi única e revolucionária, tendo como finalidade e razão de ser tão somente o fazer o bem.
Este mês de janeiro o nosso Mês da Conscientização Rotária , em boa parte é fruto da meditação acima e importante intróito para olharmos bem mais longe, mais além de nós mesmos, cada um de nós que temos o privilegio de usar o distintivo da roda denteada, cujas cores ouro, azul e branco, as cores da nossa organização nos convidam a uma maior reflexão sobre nossa afiliação rotária. Vale dizer, ou melhor, nos perguntar a cada um de nós, rotarianos ou rotarianas no silencio da nossa consciência: O que Rotary, em especial meu Clube, de fato esperam de mim?.
Para rematar e antes de expressar aqui meus alegres votos para todos, desejo lembrar a historinha verídica que se passou num Rotary Club americano e que nosso querido ex-presidente de RI, Imbassahy de Mello, gostava de contar, hoje talvez muito mais atual que à sua época: O novo presidente do clube, em reunião com seu Conselho Diretor, havia decidido que todos os companheiros teriam algum trabalho a fazer, assim participando ativa e rotariamente das atividades do clube, respeitando naturalmente as habilidades de cada um. Como a grande maioria dos RCs, onde encontramos rotarianos disponíveis em meio aos. Entre estes últimos, havia o Tony, companheiro queridíssimo de todos, não faltava a nenhuma reunião, a elas chegando bem antes e ainda ficava um pouco mais batendo gostoso papo. Era famoso entre seus companheiros de clube porque tinha sempre uma boa desculpa para não participar de qualquer atividade ou trabalho do clube, arranjando sempre boas desculpas. Era seu jeito, não colaborava mas, assim mesmo, sempre tolerado. Afinal, era muito agradável a companhia de Tony nas reuniões semanais.
Com a chegada de dezembro, a meteorologia informava que no final daquela semana haveria forte tempestade de neve, uma borrasca. Na reunião semanal do clube o presidente convocou todos os rotarianos a prestarem seus trabalhos e colaborações à nevasca que chegava, tendo organizado vários grupos de socorro. Tony ficou surpreso com a insistência do presidente para que se juntasse a um grupo. Sem saída, propôs-se a ficar em casa todo final de semana, com seu carro pronto, até com correntes para neve, caso houvesse alguma emergência. De pronto sua oferta foi aceita, tendo lhe sido confiada eventual emergência para o hospital regional, e a telefonista do hospital com o número do telefone do Tony.
A nevasca veio mesmo, forte. Uma senhora, moradora num bairro pobre e sozinha com filho pequeno, entrou em trabalho de parto, antes do previsto e pediu ajuda por telefone para o hospital que, prontamente contatou Tony, passando o endereço de urgência da paciente. Sem outra opção que não fosse cumprir a palavra dada, Tony saiu com seu carro na neve para ir buscar a senhora necessitada. Demorou, pois era um bairro distante da casa dele e do hospital. Mas acabou chegando.
Rapidamente ele acomodou a senhora no banco traseiro, juntamente com seu filho, partindo para o hospital. Durante o trajeto, toda vez que o rotariano olhava pelo espelho retrovisor, via que o menino olhava fixamente para ele, assim fazendo grande parte do tempo. Tony já estava constrangido, e bruscamente voltou-se para trás e perguntou ao menino: Por que você me olha tanto? A resposta veio lenta: Você é Deus?. E Tony perplexo, Mas por que sua pegunta? E o menino rematou: Enquanto mamãe e eu esperávamos a sua chegada, ela aflita me dizia e repetia que somente Deus poderia salvá-la.
Laila junta-se a mim num caloroso e fraternal abraço à toda grande família rotária brasileira, com nossos melhores votos de Feliz Ano Novo!
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