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Caros
companheiros,
o
calendário do RI, agosto é o mês que dedicamos
ao quadro social. É adequado que essa reflexão ocorra
logo no começo do ano rotário, pois tudo o que fazemos
começa justamente pelos sócios.
Nos meus pronunciamentos, costumo lembrar como
fui convidado para tornar-me rotariano. Eu era novo na cidade de
Trenton, no Canadá, onde eu e Joan ainda não conhecíamos
muita gente. Mas como éramos bastante atuantes em nossa igreja
e junto aos escoteiros, seria apenas uma questão de tempo
até que recebêssemos algum convite para pertencer a
um grupo de serviços. Foi justamente o que aconteceu quando
me convidaram para assistir a uma reunião do Rotary Club
local.
O Rotary parecia ser um bom lugar para encontrar
pessoas parecidas comigo. Falei com Joan sobre o assunto, e achamos
que poderíamos fazer novos amigos, e talvez encontrar alguma
oportunidade de prestação de serviço comunitário
que valesse a pena. Pensei, ainda, que entrando para o clube eu
poderia atrair novos clientes para o escritório de contabilidade
que tinha acabado de abrir. A reunião de todos esses motivos
me levou a aceitar o convite.
Quarenta e cinco anos depois, vejo que aquela
decisão mudou nossas vidas. Eu achei que estava apenas entrando
para um clube, mas na realidade havia me afiliado a uma organização
que a cada dia aproxima mais as comunidades, melhorando a saúde
de muitas pessoas, criando possibilidades, salvando vidas e tornando
o mundo melhor em muitos sentidos.
Muito do que vi ao longo desses anos me deixa
orgulhoso de ser rotariano. Mas ter orgulho não basta: precisamos
compartilhar esse sentimento com colegas de trabalho, amigos e familiares,
procurando pessoas qualificadas e capazes de nutrir também
esse orgulho que sentimos.
É essencial para todos os clubes –
e para o Rotary de maneira geral – contar com uma nova geração
de companheiros. Em algumas partes do mundo, novos clubes prosperam
e outros se formam. Mas em outros lugares, os clubes envelhecem,
e pouco fazem para conquistar novos sócios. Precisamos entender
que, se esses novos sócios não surgirem, não
haverá quem prossiga com o trabalho que vem sendo feito até
aqui.
Quando convidamos alguém para se juntar
ao Rotary, não estamos impondo um fardo a essa pessoa. Ao
contrário, estamos dando a ela um presente, compartilhando
a maravilhosa e surpreendente força que o Rotary Compartilha
conosco.
Por isso, convido todos vocês para que,
ainda hoje, como rotarianos orgulhosos que somos, compartilhemos
o Rotary com alguém. Neste ano rotário, indique o
nome de pelo menos um sócio em potencial ao seu clube. Se
ele for aprovado, convide-o para juntar-se a nós –
justamente como um dia alguém fez comigo e com você.
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