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Caros
companheiros,
Rotary
tem o privilégio de ser uma organização sem
vínculos religiosos ou políticos, e que não
está submetida a amarras ou obrigações com
qualquer governo. Em todo o mundo, somos conhecidos e respeitados
como um grupo de homens e mulheres cujo objetivo é simplesmente
servir – proporcionando água potável e alimentos
às pessoas, ensinando-as a ler e a escrever, prestando socorro
em casos de desastres e combatendo a pólio.
Toda vez que ocorre uma necessidade, crise ou
emergência, o Rotary está disponível. Como rotarianos,
nosso papel e nossa responsabilidade nessas horas é juntar
as pessoas.
Atualmente, estamos diante de uma nova crise mundial:
as rápidas mudanças que vêm afetando o meio
ambiente e o clima. Trata-se de uma situação assustadora,
que afetará a todos, mas em maior grau os pobres e os mais
fracos. Nossos dias de espanto e de dúvidas diante dessas
previsões perdem espaço à medida que se torna
cada vez mais evidente que estamos numa marcha que pode ser retardada,
mas não interrompida.
No verão passado, a calota de gelo do Ártico
derreteu num ritmo que superou as piores expectativas. As taxas
de derretimento e aquecimento estão crescendo num ritmo que
parece evidenciar um ciclo de aceleração contínua,
e nós não podemos fingir que isso não vai nos
afetar.
Na verdade, já fomos afetados. No Oeste
dos EUA, por exemplo, a água torna-se escassa porque está
nevando menos e o volume dos lagos e regatos não está
sendo reposto. Da minha janela em Evanston posso ver o lago Michigan,
cujo nível, assim como dos outros Grandes Lagos, já
ultrapassou ou aproxima-se de um recorde negativo. Enquanto o nível
de água doce é reduzido, o dos mares eleva-se, pondo
em perigo as terras mais baixas, que geralmente abrigam as nações
em desenvolvimento.
Sabemos que nas próximas décadas
teremos que enfrentar crises, e que os desafios surgirão.
Permitiremos que eles nos separem ou vamos aproveitá-los
para nos unirmos cada vez mais? Reagiremos a eles de forma fragmentada
ou trabalharemos em conjunto para resolver as necessidades universais
de todos os povos? Daremos preferência aos desejos dos ricos,
em detrimento às necessidades dos pobres, ou faremos o melhor
que pudermos por todos os habitantes do planeta?
Os maiores desafios estão bem à
nossa frente. Agora e nos anos que ainda virão.
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