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A Fundação Rotária na
visão de Giay


Tiffany Woods

Responsável por conceder subsídios a projetos humanitários e educacionais, a
Fundação Rotária precisa ser proativa, flexível, visionária e confiável, afirma o
presidente entrante do Conselho de Curadores da instituição, EPRI Luis Vicente Giay

le citou essas propriedades em seu discurso sobre o futuro da FR – Fundação Rotária – na Assembléia Internacional do Rotary, evento destinado ao treinamento dos governadores-eleitos, que neste ano ocorreu entre os dias 16 e 23 de fevereiro em San Diego, Califónia, EUA.
   No que diz respeito às perspectivas de curto prazo, o EPRI Giay declarou os objetivos para o ano de 2006-07:
  • ênfase na erradicação da pólio;
  • através de parcerias com instituições, acrescentar ao perfil da FR a característica de promotora e defensora da paz e da resolução de conflitos;
  • incentivar os rotarianos a doarem todos os anos para o Fundo Anual de Programas o correspondente em reais a US$ 100, e estabelecer um recorde de doadores extraordinários para o Fundo Permanente ou de Legados;
  • trabalhar em cooperação com o Rotary International para a melhoria da imagem pública do Rotary;
  • aperfeiçoar o treinamento dos rotarianos, visando aumentar o nível de conscientização sobre a missão da Fundação Rotária;
  • modernizar a administração dos programas humanitários e educacionais da FR;
  • e traçar um plano para o futuro.


  •    Visão do Futuro
       Para implementar este último item, os curadores resolveram criar um Comitê para a Visão do Futuro, que consultou especialistas e mais de 20 mil rotarianos. O comitê está trabalhando num plano de curto, médio e longo prazos, que terá início em 1º de julho de 2006 e deverá estar plenamente em operação no dia 30 de junho de 2007, segundo Giay.
       Ele acrescentou ainda o que o comitê preconiza para a Fundação Rotária:
  • adotar atitudes proativas em vez de se limitar a reagir aos problemas somente quando eles surgem;
  • servir aos rotarianos sem impingir-lhes ainda mais “papel, trabalheira e burocracia”;
  • envolver mais os rotarianos na administração de projetos em nível distrital;
  • instrumentalizar o Fundo Permanente para investir anualmente mais de US$ 400 milhões em programas a partir de 2015 – um valor quase equivalente ao do programa Polio Plus;
  • exercer cuidadosa administração dos fundos;
  • tornar a doação caritativa a preferida da maioria dos rotarianos;
  • empreender novos projetos corporativos e garantir parceiros financeiros para realizá-los.

  •    Além de descrever os objetivos do comitê, Luis Giay forneceu a sua visão pessoal da entidade a longo prazo. Ele disse que a FR deveria:
  • consolidar seus programas em quatro áreas principais: saúde, educação, meio ambiente e paz mundial;
  • não criar novos programas, mas concentrar-se no financiamento e no apoio a atividades rotárias de serviços;
  • desempenhar um papel mais ativo na preservação da paz;
  • criar megaprogramas dos quais todos possam participar, e que resultem em milhões de beneficiados;
  • cancelar gradualmente as contribuições não especificadas, e fazer com que o Fundo Permanente financie todos os programas da Fundação;
  • fazer do programa Subsídios Humanitários a grande estrela da Fundação Rotária. Giay acrescentou que, em 2010, esse programa deverá representar cerca de 90% do orçamento total. Os outros 10% serão dedicados a programas educacionais. O programa de Subsídios Humanitários inclui os Subsídios Equivalentes, Subsídios 3-H e o programa corporativo – atualmente, o Polio Plus. Juntos, esses programas somam 75% do orçamento. De acordo com aquela idéia, o montante de recursos alocados em programas educacionais não vai encolher – ao contrário, o montante destinado a programas humanitários é que irá crescer;
  • aumentar os fundos da Fundação Rotária em pelo menos 10% ao ano. “Em 2007, precisaremos de US$ 150 milhões, e em 2010, de US$ 200 milhões – e estas são as cifras anuais”, acrescentou Giay.


  •    Em seguida ao pronunciamento do EPRI Luis Vicente Giay, assumiu a tribuna o training leader Allan Jagger, atual coordenador do comitê destinado às relações entre a Fundação Rotária e os Centros Rotary de Estudos Internacionais da Paz e Resolução de Conflitos. Jagger afirmou que 70% dos rotarianos não contribuem para a Fundação Rotária. Ele assinalou que são os rotarianos, e não os curadores, que decidem em que tipo de projetos se deve investir. “Vou lhes contar um segredo”, disse. “Há recursos suficientes no Rotary para custear todos os programas que possamos imaginar. O único problema é que esses recursos ainda estão nos bolsos dos rotarianos”.
       Jagger observou que daqui a uma ou duas décadas, uma grande transferência de riqueza acontecerá no mundo desenvolvido, à medida que a geração mais velha for perecendo. Ele incentivou os rotarianos a deixar um legado ao Fundo Permanente, que nunca se esgota, pois só o resultado das aplicações financeiras é aplicado no custeio dos programas da FR.
       “Minha geração deixará muitos ativos, mas não há bolsos ou bancos no Paraíso”, ele disse. “Na minha cultura, deixar uma herança com fins caritativos é uma boa maneira de se evitar taxações, além de ser uma ótima forma de gastar a herança das crianças”.
       Depois dos pronunciamentos de Giay e Jagger, o rotariano Bill Patchett deu a opinião dele. O governador-eleito do distrito 7070 concordou com o fato de que os rotarianos deveriam tirar seus talões de cheque dos bolsos. “Estamos aposentados, ou quase aposentados, e tivemos uma vida boa. Vamos então ajudar os menos favorecidos”, ele afirmou. “Não existe nenhum rotariano que não possa fazer algo”.




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