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A grande mentora do sucesso

Graças à Fundação Rotária, nossa organização deixou
de ser apenas um clube de serviços para tornar-se
um movimento capaz de mudar o mundo

Gedson Junqueira Bersanete

uando iniciamos um artigo sobre qualquer assunto, a primeira coisa que nos vem à cabeça é que precisamos ter uma base sólida, desde o início da argumentação, para que sejamos honestos e possamos transmitir credibilidade ao longo de toda a exposição das nossas idéias. Por isso, é bom mantermos a nossa consciência focada em coisas naturais. Na natureza, tudo que é representado tem, de alguma forma, a sua antítese, o seu oposto. Para a luz, temos as sombras; para o frio, o calor; para o feminino, temos o masculino – ou o yin e o yang, no taoísmo.
   Esses exemplos não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre uma representação e seu oposto. Assim, ao nos referirmos ao yin como negativo, isto indica apenas que ele é oposto ao yang, o positivo. A mesma analogia pode ser aplicada em relação à carga elétrica atribuída a prótons e elétrons: os opostos se complementam, o positivo não é bom ou mau, mas apenas o oposto complementar do negativo. Quando vemos os símbolos dos dois peixes que simbolizam o yin e o yang, vemos que eles se completam em forma e cor.
   Todas as coisas são complementos umas das outras. O Rotary é masculino como substantivo, mas como idéia é algo abstrato, nascido de um pensamento – e nada mais seria se não fosse a personificação dada pela associação dos clubes, que por sua vez são compostos de homens e mulheres, profissionais irmanados em torno da idéia de servir com ética através da sua profissão.
   Onde estaria então o complemento natural do Rotary? Onde a filosofia rotária poderia encontrar seu equilíbrio de acordo com as normas soberanas da natureza, onde o Rotary masculino encontraria seu par feminino? Na Fundação Rotária.

   Os programas da Fundação
   Onde o Rotary é um clube de serviço, a Fundação Rotária é a pura filantropia, a benemerência, a atenção às comunidades, a erradicação da paralisia infantil, as bolsas educacionais, enfim: a busca incessante pela excelência na prestação de serviços, na caridade e na solidariedade.
   A Fundação Rotária nasceu para ser o complemento ideal para o Rotary, pois os rotarianos – com seu enorme potencial de servir – ficavam alijados de fazer o bem, de atender os necessitados, muitas vezes por pura falta de recursos financeiros. Todos nós, rotarianos, somos sócios da Fundação Rotária. E ela, para poder destinar recursos aos nossos projetos, depende somente de duas coisas: da nossa contribuição voluntária e do nosso interesse em elaborar projetos onde esses recursos possam ser aplicados. Os projetos financiados pela Fundação Rotária têm somente três grandes vertentes a seguir: os Programas Educacionais, Humanitários e o Polio Plus. Os Programas Educacionais são:
   • Bolsas Educacionais
   • Intercâmbios de Grupos de Estudos
   • Centros Rotary de Estudos Internacionais da Paz e Resolução de Conflitos
   • Subsídios Rotary para Professores Universitários
   • Programa Rotário de Estudos da Paz e Resolução de Conflitos na Universidade de Chulalongkorn, na Tailândia
   Com poucas exceções (no caso dos líderes de grupo e de voluntários), todos esses programas beneficiam não-rotarianos.
   Quando falamos de paz, o nosso foco não é somente a ausência de guerra, mas todo um conjunto de valores que trazem dignidade ao ser humano. A paz está na produção de alimentos, no gerenciamento seguro e constante dos recursos naturais – principalmente os hídricos – e na assistência às necessidades básicas das famílias. A paz está dentro de cada um de nós quando praticamos o bem.
   Para que possamos agir com consciência e atuar em favor do próximo, a Fundação Rotária nos disponibiliza uma enormidade de Programas Humanitários:
   • Subsídios Distritais Simplificados
   • Subsídios Equivalentes (com valores entre US$ 5 mil e US$ 150 mil, que representam a parte da Fundação)
   • Subsídios 3H – Saúde, Fome e Humanidade
   • Subsídios para Serviço Voluntário (os antigos Subsídios Individuais)

   Mas o elemento fundamental em todo o processo de realização dos projetos da Fundação Rotária é o próprio rotariano. Ele é o responsável por detectar as reais necessidades da comunidade e dar a elas uma solução rápida e consistente.

   O Polio Plus
   Nosso maior programa, no entanto – aquele que nos coloca em um lugar de destaque junto a todas as outras fundações de mesma natureza – é o Polio Plus. Durante 20 longos anos, os rotarianos vêm fazendo esforços para erradicar mundialmente a paralisia infantil. Ao longo desse período, já foi contabilizado o trabalho de 20 milhões de voluntários em 200 países e a imunização de 2 bilhões de crianças.
   Acabar com a pólio é a nossa meta número um, mesmo porque ainda há países onde a doença é endêmica. Nós estamos atentos, com uma forte rotina de imunização, organizando dias nacionais de imunização e operações de vigilância e reforço. Nessas duas décadas, fizemos progressos incríveis, reduzindo o número de casos anuais de 350 mil para menos de 1.000, atualmente. Quando começamos nossa luta contra a paralisia infantil, ela era endêmica em 125 países. Hoje, esse quadro é registrado em apenas quatro países. Nós temos um sonho: ver o mundo livre da pólio. Este sonho contaminou entidades de respeito internacional, como a Organização Mundial de Saúde, o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e o Unicef.

   Longo prazo
   Esta é a imagem do trabalho da Fundação Rotária, entidade que será cada vez mais necessária para resolver questões que são cruciais para a vida em nosso planeta. Mas qual é a nossa visão de longo prazo para a Fundação? Teremos que consolidar os programas em quatro áreas: saúde, educação, meio ambiente e paz mundial. É preciso agir com bom senso. Ao invés de criar mais programas, devemos apoiar e financiar as atividades de prestação de serviços dos rotarianos.
   No futuro, poderão ser lançados novos programas, aqueles que chamamos de megaprogramas. Esses novos programas de grande porte terão uma característica particular: qualquer um poderá participar e milhões de pessoas colherão os benefícios. Ou seja: uma fórmula infalível. Os Programas Humanitários serão a grande estrela da Fundação Rotária no futuro. Até 2010, eles representarão quase 90% do nosso orçamento total para programas.
   Minha mensagem é positiva e esperançosa. É possível que, depois da leitura deste artigo, muitos me considerem um idealista. Mas lhes digo que estou sendo lido por muitos idealistas. Gostaria de incentivá-los a continuar apoiando a Fundação Rotária, pois os desafios que nossa organização deverá sobrepujar no próximo século serão muitos (e surgirão outros novos a cada dia). Afinal, a nossa vida é feita de desafios e de conquistas.
   Nós temos muito e doamos pouco. Às vezes damos valor a coisas absolutamente sem importância. Mas temos em nossos corações a chama acesa da fé, da caridade e da esperança, que não se apagam. “Só nos resta a esperança. Desgraçado daquele que a extinguir”. Quando nos vemos diante de dificuldades, principalmente as impostas pela Fundação Rotária, seus programas e as nossas doações, não devemos dizer: “Eu não posso”.
   Pense bem: se você quer, você pode!




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