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iniciamos um artigo sobre qualquer assunto, a primeira coisa que nos
vem à cabeça é que precisamos ter uma base sólida,
desde o início da argumentação, para que sejamos
honestos e possamos transmitir credibilidade ao longo de toda a exposição
das nossas idéias. Por isso, é bom mantermos a nossa consciência
focada em coisas naturais. Na natureza, tudo que é representado
tem, de alguma forma, a sua antítese, o seu oposto. Para a luz,
temos as sombras; para o frio, o calor; para o feminino, temos o masculino
– ou o yin e o yang, no taoísmo.
Esses exemplos não incluem qualquer juízo
de valor, e não há qualquer hierarquia entre uma representação
e seu oposto. Assim, ao nos referirmos ao yin como negativo, isto indica
apenas que ele é oposto ao yang, o positivo. A mesma analogia
pode ser aplicada em relação à carga elétrica
atribuída a prótons e elétrons: os opostos se complementam,
o positivo não é bom ou mau, mas apenas o oposto complementar
do negativo. Quando vemos os símbolos dos dois peixes que simbolizam
o yin e o yang, vemos que eles se completam em forma e cor.
Todas as coisas são complementos umas das outras.
O Rotary é masculino como substantivo, mas como idéia
é algo abstrato, nascido de um pensamento – e nada mais
seria se não fosse a personificação dada pela associação
dos clubes, que por sua vez são compostos de homens e mulheres,
profissionais irmanados em torno da idéia de servir com ética
através da sua profissão.
Onde estaria então o complemento natural do
Rotary? Onde a filosofia rotária poderia encontrar seu equilíbrio
de acordo com as normas soberanas da natureza, onde o Rotary masculino
encontraria seu par feminino? Na Fundação Rotária.
Os
programas da Fundação
Onde o Rotary é um clube de serviço,
a Fundação Rotária é a pura filantropia,
a benemerência, a atenção às comunidades,
a erradicação da paralisia infantil, as bolsas educacionais,
enfim: a busca incessante pela excelência na prestação
de serviços, na caridade e na solidariedade.
A Fundação Rotária nasceu para
ser o complemento ideal para o Rotary, pois os rotarianos – com
seu enorme potencial de servir – ficavam alijados de fazer o bem,
de atender os necessitados, muitas vezes por pura falta de recursos
financeiros. Todos nós, rotarianos, somos sócios da Fundação
Rotária. E ela, para poder destinar recursos aos nossos projetos,
depende somente de duas coisas: da nossa contribuição
voluntária e do nosso interesse em elaborar projetos onde esses
recursos possam ser aplicados. Os projetos financiados pela Fundação
Rotária têm somente três grandes vertentes a seguir:
os Programas Educacionais, Humanitários e o Polio Plus. Os Programas
Educacionais são:
• Bolsas Educacionais
• Intercâmbios de Grupos de Estudos
• Centros Rotary de Estudos Internacionais da
Paz e Resolução de Conflitos
• Subsídios Rotary para Professores Universitários
• Programa Rotário de Estudos da Paz
e Resolução de Conflitos na Universidade de Chulalongkorn,
na Tailândia
Com poucas exceções (no caso dos líderes
de grupo e de voluntários), todos esses programas beneficiam
não-rotarianos.
Quando falamos de paz, o nosso foco não é
somente a ausência de guerra, mas todo um conjunto de valores
que trazem dignidade ao ser humano. A paz está na produção
de alimentos, no gerenciamento seguro e constante dos recursos naturais
– principalmente os hídricos – e na assistência
às necessidades básicas das famílias. A paz está
dentro de cada um de nós quando praticamos o bem.
Para que possamos agir com consciência e atuar
em favor do próximo, a Fundação Rotária
nos disponibiliza uma enormidade de Programas Humanitários:
• Subsídios Distritais Simplificados
• Subsídios Equivalentes (com valores
entre US$ 5 mil e US$ 150 mil, que representam a parte da Fundação)
• Subsídios 3H – Saúde,
Fome e Humanidade
• Subsídios para Serviço Voluntário
(os antigos Subsídios Individuais)
Mas
o elemento fundamental em todo o processo de realização
dos projetos da Fundação Rotária é o próprio
rotariano. Ele é o responsável por detectar as reais necessidades
da comunidade e dar a elas uma solução rápida e
consistente.
O
Polio Plus
Nosso maior programa, no entanto – aquele que
nos coloca em um lugar de destaque junto a todas as outras fundações
de mesma natureza – é o Polio Plus. Durante 20 longos anos,
os rotarianos vêm fazendo esforços para erradicar mundialmente
a paralisia infantil. Ao longo desse período, já foi contabilizado
o trabalho de 20 milhões de voluntários em 200 países
e a imunização de 2 bilhões de crianças.
Acabar com a pólio é a nossa meta número
um, mesmo porque ainda há países onde a doença
é endêmica. Nós estamos atentos, com uma forte rotina
de imunização, organizando dias nacionais de imunização
e operações de vigilância e reforço. Nessas
duas décadas, fizemos progressos incríveis, reduzindo
o número de casos anuais de 350 mil para menos de 1.000, atualmente.
Quando começamos nossa luta contra a paralisia infantil, ela
era endêmica em 125 países. Hoje, esse quadro é
registrado em apenas quatro países. Nós temos um sonho:
ver o mundo livre da pólio. Este sonho contaminou entidades de
respeito internacional, como a Organização Mundial de
Saúde, o Centro para o Controle e Prevenção de
Doenças dos EUA e o Unicef.
Longo
prazo
Esta é a imagem do trabalho da Fundação
Rotária, entidade que será cada vez mais necessária
para resolver questões que são cruciais para a vida em
nosso planeta. Mas qual é a nossa visão de longo prazo
para a Fundação? Teremos que consolidar os programas em
quatro áreas: saúde, educação, meio ambiente
e paz mundial. É preciso agir com bom senso. Ao invés
de criar mais programas, devemos apoiar e financiar as atividades de
prestação de serviços dos rotarianos.
No futuro, poderão ser lançados novos
programas, aqueles que chamamos de megaprogramas. Esses novos programas
de grande porte terão uma característica particular: qualquer
um poderá participar e milhões de pessoas colherão
os benefícios. Ou seja: uma fórmula infalível.
Os Programas Humanitários serão a grande estrela da Fundação
Rotária no futuro. Até 2010, eles representarão
quase 90% do nosso orçamento total para programas.
Minha mensagem é positiva e esperançosa.
É possível que, depois da leitura deste artigo, muitos
me considerem um idealista. Mas lhes digo que estou sendo lido por muitos
idealistas. Gostaria de incentivá-los a continuar apoiando a
Fundação Rotária, pois os desafios que nossa organização
deverá sobrepujar no próximo século serão
muitos (e surgirão outros novos a cada dia). Afinal, a nossa
vida é feita de desafios e de conquistas.
Nós temos muito e doamos pouco. Às vezes
damos valor a coisas absolutamente sem importância. Mas temos
em nossos corações a chama acesa da fé, da caridade
e da esperança, que não se apagam. “Só nos
resta a esperança. Desgraçado daquele que a extinguir”.
Quando nos vemos diante de dificuldades, principalmente as impostas
pela Fundação Rotária, seus programas e as nossas
doações, não devemos dizer: “Eu não
posso”.
Pense bem: se você quer, você pode!
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