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2003 e 2005, a canadense Susan Stigant estudou no Crei – Centro
Rotary de Estudos Internacionais da Paz e Resolução de
Conflitos da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Depois de obter
seu mestrado em ciências políticas, ela foi morar no Sudão,
país africano que foi tese do seu trabalho de final de curso,
e onde ela trabalha até hoje para o Instituto Nacional Democrático
para Assuntos Estrangeiros, grupo norte-americano que apóia a
paz internacional.
Susan utiliza o que aprendeu no Centro Rotary para
ajudar os sudaneses a reencontrar o caminho da paz. A missão
dela é ajudar o governo do sul do Sudão a elaborar sua
primeira constituição. Por 21 anos, o país esteve
envolvido numa guerra civil entre uma maioria árabe muçulmana
e os cristãos e animistas do sul. Em 2005, o governo sudanês
assinou um tratado de paz com os rebeldes sulistas, concedendo autonomia
ao sul. Embora a paz prevaleça, milhões de habitantes
do Sudão – o maior país da África –
ainda não usufruíram dos seus resultados. A violência
regional impera na província ocidental de Darfur, onde os desalojados
por décadas de luta moram em acampamentos provisórios,
dependendo de ajuda externa para sobreviver.
Democracia
no ar
Susan Stigant divide seu tempo entre as cidades de
Juba, no Sudão, e Nairóbi, no Quênia, trabalhando
ao lado de outras organizações não-governamentais
locais e estrangeiras com o objetivo de ajudar os funcionários
sudaneses a entender o arcabouço legal do tratado de paz e a
constituição do sul do país. Ela também
está produzindo um programa de rádio voltado para a educação
cívica, levando para os ouvintes noções de ideais
democráticos. Alguns desses programas são transmitidos
em cadeia nacional. “Acho fascinante participar do processo de
estabelecimento de um governo em um país”, diz.
Mas a vida nem sempre é fácil no Sudão.
Susan dorme numa pequena tenda, numa cama de campanha. Assim que chegou
ao país, ela contraiu malária. “Sigo em frente por
causa das pessoas com quem trabalho, e por ver o tremendo impacto da
nossa atuação”, ela afirma. “É recompensador
perceber que não se tratava somente de uma tese minha, e ter
o conhecimento e a compreensão de que posso contribuir para ajudar
outras pessoas”.
Andrew Reynolds, o ex-conselheiro acadêmico
de Susan Stigant, está entre os fãs dela. “Susan
alia curiosidade intelectual e empatia com a capacidade prática
de realização”, ele afirma.
A EGD Carol Allen, representante principal do Rotary
no Centro Rotary da Universidade da Carolina do Norte, também
elogia a ex-bolsista: “Os recursos que nós, rotarianos,
investimos nos Centros Rotary, valem a pena por causa de estudantes
como Susan. Eles continuarão a fazer a diferença neste
mundo”.
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