|
A força da imagem
Preliminarmente, faz-se necessário aclarar
o que seja imagem, definida no Dicionário da Comunicação,
dos professores Carlos Alberto Rabaça e Gustavo Barbosa, como:
“Conceito ou conjunto de opiniões subjetivas de um indivíduo,
do público ou de um grupo social, a respeito de uma organização,
de uma marca, de uma instituição. A imagem é a
representação mental, consciente ou não, formada
a partir de vivências, lembranças e percepções
passadas e passíveis de serem modificadas por novas experiências.
As imagens afetam atitudes e opiniões de um indivíduo,
ou grupo de indivíduos, mas podem, também, ser influenciadas
e modificadas por atitudes e opiniões”.
Exemplificando: a imagem que uma pessoa tem de um
partido político ou de um postulante a uma cadeira no parlamento
influirá decisivamente a favor ou contra a agremiação
ou o candidato, por ocasião de uma eleição.
Para o consumidor, a imagem de um produto ou de uma
marca determina padrões de comportamento de compra.
A forma como uma organização se situa
na percepção pública é resultado de fatores
ponderáveis e imponderáveis, que podem comprometer o seu
desempenho (imagem negativa) ou auxiliar no esforço para atingir
os objetivos programados (imagem positiva).
Qualquer organização tem sua imagem
pública: boa ou ruim. A escolha do adjetivo é responsabilidade
dos gestores dos instrumentos de relacionamento com a sociedade.
A imagem de uma empresa, de um órgão
governamental ou de uma instituição, a exemplo do Rotary,
junto à opinião pública, influirá sobre
a compreensão e a receptividade da população para
com suas atividades e programas. Por isso, é importante que estejamos
alertas para as oportunidades de divulgar as iniciativas de nossa instituição,
cujos objetivos caminham invariavelmente em sintonia com as aspirações
da sociedade.
Posição
do Rotary
O Rotary se esforça para estar, permanentemente,
alinhado entre os prestadores de serviços à coletividade
que mais se destacam por sua imagem positiva e tem conseguido manter
esta posição desde sua criação, em Chicago,
no ano de 1905. Planejando o ponderável e administrando o imponderável
– como o lamentável estupro e o covarde assassinato por
afogamento de uma bolsista dinamarquesa no Rio de Janeiro – com
o máximo de previsão e o mínimo de improvisação.
É nesta linha de prudência e equilíbrio
que temos atuado nos diversos nichos do conhecimento e da comunicação,
com destaque para a Brasil Rotário, revista
regional oficial do RI, que tenho a responsabilidade de dirigir. Com
tiragem mensal de 49 mil exemplares, distribuídos prioritariamente
aos rotarianos, e um índice de leitura superior a 300 mil pessoas,
a publicação está entre os 31 magazines de Rotary
que circulam em 124 países, atingindo cerca de 1 milhão
e 300 mil companheiros, autoridades e formadores de opinião.
O
valor da informação
Com o surgimento da informática, dos sistemas
de transmissão de som, imagens e dados através de satélites,
as distâncias entre quaisquer partes do mundo passaram a ser medidas
por frações de segundos. Tóquio está a menos
de um segundo do Rio de Janeiro, enquanto, na mesma velocidade, podemos
estar conectados com Nova York, Londres ou Paris.
As redes de comunicação via satélite
transformaram o mundo num grande palco e numa enorme platéia,
capaz de ser informada, coletiva ou individualmente, de tudo o que acontece
nas mais remotas regiões.
Como resultado, a sociedade passou a ser mais informada
e crítica, e a exigir sempre maior volume de notícias,
estabelecendo parâmetros de comparação e de avaliação
entre fatos e tendências.
As indesejáveis guerras, explosões nucleares,
conflitos étnicos e religiosos e as dificuldades da ONU –
Organização das Nações Unidas – para
buscar a paz, objetivo prioritário do Rotary, são parte
do menu noticioso oferecido, a cada segundo, a milhões de leitores,
telespectadores e internautas.
Nesse cardápio, o Rotary também poderá
estar incorporado, quando no centro das atenções, tanto
em suas atividades no Rio de Janeiro quanto em suas ações
em Chicago ou Washington.
Um acontecimento que envolva nossa instituição
em Atlanta ou em Buenos Aires estará a poucos segundos do domínio
de brasileiros, ingleses, franceses e italianos.
A maneira de falar e de escrever em qualquer idioma
– mesmo para pessoas de formação profissional e
nível intelectual semelhantes – diferem, às vezes,
de forma acentuada, em função de regiões geográficas,
hábitos, costumes, cultura e idade. A audição,
a leitura e a decodificação de informações,
conseqüentemente, em certas ocasiões não correspondem
ao objetivo de quem emite uma ordem, uma orientação ou
dá uma notícia. Isto porque, nos códigos de interpretação
de cada pessoa ou coletividade, as palavras nem sempre têm o mesmo
significado para todos. Embora os dicionários definam, com razoável
precisão, o sentido dos vocábulos.
A expressão do pensamento, falado ou escrito,
para um grupo de cientistas nucleares tem valores inerentes à
sua atividade. Que não se identificam, por exemplo, com a linguagem
adotada por advogados, economistas e engenheiros, que também
possuem suas formas de comunicação.
Entre grupos homogêneos – médicos,
arquitetos, biólogos – o entendimento se faz de maneira
natural e compreensiva. Mas quando a heterogeneidade dos grupos domina
o universo ao qual as mensagens são dirigidas – contadores,
eletricistas, mecânicos, porteiros – a compreensão
se dá de maneira menos eficiente, ou até confusa, caso
não se tome o cuidado de encontrar palavras e expressões
comuns a todos.
A universalização da linguagem é
um processo de permanente busca de compreensão, sem distorção
ou dúvida, dos conceitos emitidos e aceitos nos mesmos valores
de emoção e intensidade entre autor e receptor de uma
informação.
Redigir e remeter uma carta, expedir uma circular,
enviar um e-mail ou divulgar normas de procedimento não significa,
necessariamente, a solução de um possível problema.
Mesmo que as mensagens cheguem de forma apropriada a seus destinatários.
Texto
acessível
Ao receber uma informação, falada ou
escrita, as pessoas processam as indicações transmitidas
e concluem de acordo com o seu grau de conhecimento, que pode não
ser suficiente para alcançar o objetivo do emissor da mensagem.
Com base nas premissas levantadas, é aconselhável,
antes de se preparar e distribuir uma informação, alinhar,
de forma clara e precisa, o conteúdo do que se pretende divulgar,
escolhendo palavras de fácil entendimento e uso geral. Afinal,
um comunicado, uma circular ou uma notícia para a imprensa, não
são peças literárias, nem instrumentos de demonstração
de erudição.
A simplicidade nas mensagens pode ser conseguida adotando-se
o princípio da redação jornalística, que
obriga o texto a responder seis interrogações: O quê?
Quem? Onde? Como? Quando? e Por quê?
É nesse cenário que podemos e devemos
atuar em benefício da imagem pública do Rotary. Conscientes
de que jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão
– com raras exceções (televisões educativas
e algumas rádios estatais) – são empresas privadas
que buscam o lucro, através da venda de espaço e exemplares
(veículos impressos) e de tempo (veículos eletrônicos),
oferecendo, em contrapartida, informação jornalística
e entretenimento, opinião e serviços. Não para
pagar a publicação de qualquer notícia das atividades
de Rotary, o que seria condenável. Mas para oferecer aos jornalistas
o ingrediente fundamental ao seu trabalho: a informação.
Os programas e as ações do Rotary, sempre
voltados para a melhoria da qualidade de vida das populações,
são insumos de grande potencial jornalístico, quando alicerçados
sobre dados objetivos, informações concisas, declarações
firmes e dimensionamentos numéricos. Para que os profissionais
de imprensa possam oferecer aos leitores, ouvintes e telespectadores
a visão emocional do tema que está sendo apresentado.
Por isto a necessidade de respostas aos seis itens abordados anteriormente.
Claro que, para alcançar eficiência neste
mister, precisamos estabelecer linhas de diálogo com os principais
dirigentes da imprensa na região onde atuamos. Certos de que,
também eles, têm o mesmo objetivo de servir à comunidade,
quanto às ações de nossa instituição.
Não é difícil nem complicado criar um canal de
entendimento com os profissionais que comandam o universo da comunicação.
Basta vontade política e determinação.
Ao registrar as notícias relativas à
movimentação do Rotary, os jornalistas estarão
prestando importantes serviços à comunidade e, de certa
forma, estimulando o ingresso de novos associados em nossos clubes.
|