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foi um dos fundadores do RC de Florianópolis, em 1939, e governador
do antigo distrito 29, que compreendia os estados do Rio Grande do Sul,
Santa Catarina e Paraná. Ao completar 65 anos de vida rotária,
com 100% de freqüência, recebeu de seu clube o troféu
Safira. Em 2000, emprestou seu nome à conferência do distrito
4651. Estamos falando de João Eduardo Moritz, que no dia 14 de
julho completou 99 anos de idade.
om
quase 100 anos de vida, “Joãozinho” presenciou vários
momentos importantes do século 20 e participou de muitos projetos
que contribuíram para o desenvolvimento de Florianópolis,
de Santa Catarina e do Brasil. Formado em engenharia mecânica
e elétrica pelo Instituto Mecânico e Elétrico de
Itajubá, em Minas, em 1929, é o sócio mais antigo
da Associação de Ex-alunos de Engenharia, conforme declaração
da presidente da Associação dos Diplomados da Unifei,
Maria Áreas Tavares, publicada no jornal do Crea-MG, em agosto
de 2006.
Como engenheiro mecânico e eletricista, atuou
em muitos projetos, entre eles a construção da usina termoelétrica
da cidade catarinense de Palhoça, da Usina Termoelétrica
de Serviços de Luz e Força de Florianópolis e o
planejamento do sistema elétrico de Santa Catarina durante a
Segunda Guerra Mundial.
Destaca-se ainda sua participação na
criação da Universidade do Estado de Santa Catarina, da
Companhia de Habitação do estado e de seu Conselho Regional
de Engenharia e Arquitetura. Ele foi também membro do Conselho
Regional da União dos Escoteiros do Brasil e vice-presidente
do Conselho Estadual de Telecomunicações, além
de ter criado o Sindicato dos Engenheiros de Santa Catarina, tendo sido
seu primeiro presidente, reeleito por três vezes, quando implantou
o primeiro curso de Engenharia de Higiene e Segurança do Trabalho.
Como presidente da Federação Nacional dos Engenheiros,
representou o Brasil em congressos da Organização Internacional
do Trabalho, onde colaborou na discussão e na regulamentação
das normas de segurança e higiene do trabalho adotadas pelos
países-membros.
Entre
as paixões, a família
Acompanhou a construção da ponte Hercílio
Luz – que liga a Ilha de Santa Catarina ao continente, inaugurada
em 1926 – e participou de vários projetos que contribuíram
para o desenvolvimento de Florianópolis. Além de sua forte
contribuição nos serviços públicos, a partir
de 1945 atuou na iniciativa privada, como dirigente do grupo Hoepcke,
onde exerceu suas atividades até se aposentar.
Filho de uma das famílias mais representativas
de Florianópolis, cujas raízes são tão antigas
que trouxeram da Europa o brasão da cidade de origem, João
Moritz foi radioamador e praticou remo, tendo participado de várias
regatas, além de ter sido presidente do Figueirense, seu time
do coração. De sua primeira mulher, Maria Stela, morta
em 1978, com quem se casou em 1938, nasceram três filhos: João
Eduardo, Flávio e Antônio Carlos. Em 2000, casou-se com
Lídia Zapelini.
“Joãozinho” dá um exemplo
de vida, com sua permanente alegria estampada no rosto e freqüentando
assiduamente as reuniões do clube.
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