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decreto de César Augusto, visando aumentar a arrecadação
de impostos, fez sair da pequena Nazaré um casal, cuja esposa
estava em adiantado estado de gravidez. Seus nomes: José e Maria.
O édito dizia que cada um teria que ser recenseado no lugar de
nascimento. O destino do casal era Belém.
Para chegar lá, eles tiveram que fazer um trajeto
de 144 km, passando pela Transjordânia, um caminho sinuoso e perigoso
que foi vencido, provavelmente, em quatro dias. O cumprimento do decreto
oficial trouxe sacrifícios ao casal, em especial à virgem,
que estava prestes a dar à luz. Não sabiam eles que, ao
cumprirem o decreto de César, estavam cumprindo um decreto de
Deus.
Finalmente eles chegaram à vila de Belém,
e logo José procurou um lugar para abrigar-se e à sua
esposa. Decepção: chegaram tarde demais, a hospedaria
já estava lotada. Em Lucas 2:7, está contado assim: Porque
não havia lugar para eles na hospedaria.
O pequeno povoado, segundo o abade Giuseppe Ricciotti,
não devia ter mais de mil habitantes. Portanto, a acomodação
para os viajantes era algo raro. Muitos suspeitam que a estalagem referida
fosse a casa do ilustre israelita Quimã, transformada em uma
caravançará, que era um albergue para os viajantes que,
por um pouco de dinheiro, se abrigavam do vento, da chuva e do frio,
e lá podiam recostar os corpos doloridos das longas caminhadas.
A base para este raciocínio é dada pelo profeta Jeremias,
que em 41:17 diz: Partiram e pararam em Gerute-Quimã, que está
perto de Belém, para dali entrarem no Egito. “Geruwth”,
em hebraico, significa alojamento; portanto, hospedaria de Quimã.
Talvez as largas roupas tenham escondido a gravidez
de Maria, e assim não houve ninguém que se compadecesse
do seu estado e lhe cedesse um lugar. Se houvesse lugar na estalagem,
Jesus teria nascido ali. O que fazer, então? A solução
foi uma gruta onde alojavam os animais. Um estábulo! Ali nasceu
Jesus, o filho de Deus, em condições humílimas.
O Rei não havia nascido num palácio, mas entre dejetos
de animais, e colocado numa manjedoura.
Deus
conosco
Por que tudo aconteceu assim? Pela providência
de Deus. Assim tinha que ser. Jesus, enquanto viveu entre os homens,
era o Deus humanizado; o Seu nome tinha este significado: Eis que a
virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será
chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco) –
Mateus 1:23. Deus desceu para se encontrar com o ser humano, alheio
a Ele desde o Éden, onde Adão pecou e se separou do Pai.
Jesus, ao nascer num berço de palha, se identificava com a pobreza,
que é muita neste mundo. A pobreza não é somente
física, mas moral e ética. O nascimento de Jesus foi para
envolver o homem no seu todo, dando-lhe a esperança da vida eterna.
O nascimento de Jesus tinha que ser em Belém
porque havia uma profecia feita 750 anos antes do evento: E tu, Belém-Efrata,
pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de
ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens
são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade –
Miquéias 5:2.
Belém era também a cidade do rei Davi,
o mais amado e ilustre rei de Israel, e a promessa era de que da sua
descendência nasceria o Messias. Não diz a Escritura que
o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém,
donde era Davi? – João 7:42.
Belém significa “Casa do Pão”,
e Jesus, no Seu ministério terreno, disse: Eu sou o pão
vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá
eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é
a minha carne – João 6:51. Jesus estava se referindo ao
Seu sacrifício na cruz do Calvário, onde morreria no lugar
do pecador, para que este pudesse viver eternamente, ao vir a crer no
Seu nome.
O controle do tempo e da história escapa das
mãos humanas. Quando Deus estabelece a Sua vontade, nada O impede:
Agindo eu, quem o impedirá?, está escrito em Isaías
43:13. O escritor H. Lindsey assim se expressou: “Nem Maria, nem
César, nem os coletores de impostos romanos estavam no controle
do tempo, e muito menos no controle da situação. O Deus
que reina sobre o mundo tinha a Sua mão no leme do barco, e Ele
literalmente moveu os povos do mundo e determinou o tempo de cada dia,
de tal maneira que Maria e José chegaram a Belém no momento
exato para que Jesus, o Messias escolhido, nascesse no lugar certo,
o lugar designado pelo dedo infalível da profecia”. Tinha
que ser em Belém!
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