Fale conosco Conheça o Rotary Página inicial

Gates Sr. e a pólio
Co-chairman da Fundação Bill & Melinda Gates,
William Gates Sr. fala sobre seu compromisso
com a erradicação da poliomielite

o que classificou de “um esforço espantoso”, que modificou de forma dramática milhões de vidas, William Gates Sr. louvou os rotarianos na Convenção do RI de Salt Lake City, no ano passado, pelo trabalho que vêm realizando em favor da erradicação da pólio. A seguir você vai ler trechos de seu pronunciamento durante a convenção e de uma entrevista que ele concedeu à editora gerente da The Rotarian, Marla Donato:

Sobre a decisão da Fundação Bill & Melinda Gates de apoiar a iniciativa dos rotarianos em erradicar a poliomielite:
   “Nossa decisão foi baseada na absoluta confiança que temos no Rotary. Não podemos esquecer que a pólio ainda destrói famílias na Índia, na Nigéria, no Paquistão e no Afeganistão. Quando livrarmos esses países desse terrível mal, aí sim poderemos comemorar.”

Sobre a certeza de que os rotarianos fazem uma grande diferença:
   “Os quase US$ 650 milhões que vocês já arrecadaram para o combate à pólio são uma gigantesca contribuição. E nós estamos falando de uma quantia que, em sua grande parte, representa a soma de um monte de pequenas doações – como, por exemplo, alguém de uma cidadezinha como Boise, em Idaho, nos EUA, que mandou seu cheque de US$ 200. Pensando em tudo isso, é realmente impressionante.”

Sobre seu próprio compromisso de erradicar a pólio:
   “Quando descobri que minha mulher estava grávida de nossa primeira filha, fiquei muito feliz, mas também temeroso. A horrível epidemia de poliomielite que assustou os EUA em 1952 ainda estava fresca na minha memória. Eu ficava aterrorizado com a hipótese da minha filha se contaminar mergulhando numa piscina ou bebendo água em algum bebedouro. Nos meus pesadelos, eu a via confinada a um pulmão de aço [aparelho que foi muito utilizado para auxiliar na respiração dos pacientes de poliomielite]. Seria quase impossível avaliar plenamente o sucesso do Rotary no combate a essa terrível doença. É espantoso como vocês modificaram tão dramaticamente milhões e milhões de vidas.”

Sobre a força do Rotary:
   “Vocês têm três coisas a oferecer: suas carteiras de dinheiro, suas pernas e seus pulmões. O dinheiro é essencial. Lutar contra a pobreza e as doenças é uma tarefa que se torna cada vez mais difícil de empreender, e isso tem um preço elevado. Mas não basta ter todo o dinheiro do mundo se ele não for utilizado da maneira correta. É aí que entram as pernas: o Rotary conta com mais de 1,2 milhão de voluntários, que podem se deslocar onde for necessário. Vocês têm poderosos pulmões. Qualquer grupo que conte com milhares de clubes espalhados pelos quatro cantos do mundo possui uma voz que viaja muito longe. Quando o Rotary começou a falar sobre a pólio, ele foi ouvido.”

Sobre a importância dos valores locais:
   “Quem sou eu? Simplesmente alguém de uma pequena cidade chamada Bremerton, no estado de Washington. Sou a versão do menino que aprendeu sobre o que é certo ou errado com seus pais, com o treinador de basquete e com o vizinho, um pequeno negociante que liderou um grupo de escoteiros. Tenho orgulho pela forma como fui capaz de enfrentar os mais angustiantes desafios a partir do pouco que aprendi na minha pequena cidade. E é exatamente por isso que considero o Rotary como uma das melhores organizações do mundo. Vocês são uma grande reunião de voluntários cheios de energia, formados nos seus valores locais, um exército de ativistas que Dão de Si Antes de Pensar em Si.”

Sobre a perspectiva global do Rotary:
   “Seus clubes são a força vital de cidades grandes e pequenas em todo o mundo, embora reunidos vocês dirijam suas atenções para uma nova perspectiva: a comunidade global. Vocês são o testemunho vivo da idéia de que o mundo deveria ser tão grande nas suas mentes quanto é nos mapas.
   Vocês compreendem que o Rotary poderia ser para os meninos e meninas de países pobres o que o meu treinador foi para mim há 70 anos, em Bremerton? Eu sei que vocês devem estar dizendo: ‘Isso não é imaginação em excesso? O Burundi fica muito longe de Bremerton. Como é que eu posso ser tão importante para uma criança que eu nem conheço?’ Acho que tenho uma resposta bem convincente para este otimismo ingênuo: vocês podem fazer isso combatendo a pólio.”

Sobre os ideais compartilhados pelo Rotary e pela Fundação Gates:
   “Parte das nossas tarefas na Fundação Gates é acordar todos os dias e, desde cedo, persuadir as pessoas para que elas prestem atenção naquelas coisas que vemos como disparidades flagrantes, seja a saúde em todo o mundo ou a educação nos EUA. Os rotarianos são a luz que ilumina uma simples verdade: que um dos principais ingredientes para fazer deste mundo um lugar pacífico é compreender que todas as pessoas, não importa onde elas vivam, são igualmente preciosas. Este é o princípio que norteia a Fundação Gates.”

Sobre as pessoas que ainda se importam com o mundo – e agem:
   “Muita gente diz que o maior problema do mundo hoje em dia é a acomodação, que as pessoas não se importam mais como deveriam, e que elas só argumentam. Eu discordo. Não é verdade que as pessoas não se importam. Quem de nós não se revolta com o fato de que muitas pessoas no Afeganistão ainda morrem por causa da pólio? Mas a nossa reação a tudo isso, não importa o quanto ela seja profunda, ainda é insuficiente. Precisamos agir, e é isso o que o Rotary faz.”

Sobre sua longa história com o Rotary:
   “Quando era estudante, no final dos anos 40, tive o privilégio de ser sócio do RC da Universidade de Washington, e este foi o início de um caso de amor com o Rotary, porque sempre imaginei como fazer deste mundo um lugar melhor para se viver. Aquela era uma sensação muito inspiradora. Há dois anos, tornei-me sócio honorário do RC de Seattle.”

Sobre o compromisso do seu clube em erradicar a pólio:
   “Anualmente, algumas dezenas de sócios do meu clube viajam à Etiópia, onde percorrem as casas, de porta em porta, para ministrar a vacina contra a pólio. Sempre fico emocionado com as histórias que eles contam ao regressar. Sem exceção, eles dizem que essa viagem acaba mudando mais as suas vidas do que as vidas daquelas famílias etíopes. Este é um dos mais preciosos benefícios trazidos pelo lema do Rotary, Dar de Si Antes de Pensar em Si: se você realmente acredita e pratica isto, logo irá perceber que o serviço e você se tornam uma unidade inseparável.”

Sobre os rotarianos enquanto cidadãos globais engajados:
   “Vocês são pais, treinadores de basquete e vizinhos. Vocês são líderes, gente boa que sente a responsabilidade de servir. Vocês compreendem que estão fadados a servir outros vizinhos neste século. Seus vizinhos são as pessoas que vivem nos países pobres, aquelas que antes pareciam distantes e muito diferentes de nós, mas que também têm mães que as amam, filhos que precisam delas, e amigos. Como rotarianos, vocês estão conscientes de que devem ajudar essas pessoas.”




| Voltar | Principal | Rotary | E-mail |

© Copyright 2008 - Revista Brasil Rotário