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um
triunfo sobre a violência, a pobreza e uma infra-estrutura deficiente,
a Somália tornou-se mais uma vez livre da poliomielite. De acordo
com uma notícia divulgada pela Iniciativa Global pela Erradicação
da Pólio, essa nação do Leste da África
não registra um único caso da doença desde 25 de
março de 2007. Depois de ter erradicado o vírus em 2002,
a Somália foi infectada por um tipo de vírus oriundo da
Nigéria, o que levou ao aparecimento de 228 novos casos.
Mais
de 10.000 voluntários
A utilização de diferentes estratégias
de imunização (especialmente concebidas para as áreas
em conflito) foi um fator decisivo para acabar com a pólio na
Somália. Mais de 10.000 voluntários e agentes de saúde
usaram as doses da vacina monovalente para imunizar rapidamente crianças
que viviam em regiões instáveis. Contando com um forte
apoio da comunidade, esses esforços alcançaram 1,8 milhão
de crianças com menos de cinco anos. Isso num país que
já foi considerado um dos mais perigosos do mundo.
“Esta conquista histórica prova que a
poliomielite pode ser erradicada em qualquer lugar, mesmo nos ambientes
mais problemáticos”, afirma Hussein Gezairy, diretor do
escritório da Organização Mundial da Saúde
(OMS) no Mediterrâneo Leste.
Um dos voluntários somalis nas ações
de imunização é o agente de saúde Ali Mao
Moallim. Ele foi a última pessoa do mundo a contrair sarampo
– a primeira doença a ser erradicada em nível mundial,
em 1977. No trabalho com a OMS, ele viajou muitas vezes por toda a Somália
para vacinar crianças contra a pólio e para dar apoio
a campanhas de imunização. “A Somália foi
o último país a ter sarampo”, ele diz. “Quero
ajudar a garantir que não seremos o último país
a ter pólio”.
“A Somália derrotou a pólio em
meio a um conflito interno generalizado e à pobreza que afetam
o Afeganistão e o Paquistão”, diz a consultora sênior
do Unicef em Nova York, Maritel Costales, que citou os desafios representados
pela disseminação da insegurança e pela contínua
movimentação da população num país
sem governo central. “Mas a Somália prova que, com o engajamento
das comunidades, as crianças de qualquer local podem ser alcançadas”.
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