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O Intercâmbio de Jovens Estudantes é um dos melhores e mais importantes programas do Rotary, abrangendo a Avenida de Serviços Internacionais, e que tem sido executado com grande sucesso por Rotary Clubs e Distritos do mundo inteiro. É uma valiosa atividade em prol da compreensão mundial e da boa vontade entre os povos. Hospedar um jovem estrangeiro é uma oportunidade educacional estimulante para todos os envolvidos. Há valores e nuances especiais de uma outra cultura que sempre leva à maior compreensão internacional e mesmo à harmonia familiar.Eu sempre achava que receber um jovem estrangeiro em casa, mesmo sendo indicado por rotarianos mais experientes, era, muitas vezes, temeroso. Necessariamente iria mudar toda a rotina da família, fosse ela plantada por sólidas bases ou ainda em formação. Mesmo sabendo que o jovem fora submetido a diversos testes de capacidade e adaptação, a primeira vez sempre seria uma incógnita. Apesar dessas e outras inda-gações, candidatei-me a receber um jovem do Intercâmbio de Estudos do Rotary em minha casa. Alguns meses depois, a família alvoroçada, recebeu, alegremente, a notícia de que seríamos anfitriões de uma jovem americana. Fomos buscá-la no aeroporto. Dicionário na mão de ambas as partes. Nossa paciência é muita; a intercambiada adaptou-se facilmente: Foi à escola, fez amizades, visitou o Rotary, conheceu nossos costumes, participou das reuniões do Interact, fez mais amizades, conheceu os parentes e amigos da família. Foi a muitas festas e conheceu a vida social de nossa cidade. Chamava-nos de "pai" e "mãe" e nós a chamávamos de "filha". Aprendeu muito mas aprendemos muito mais. Eu e minha mulher ficamos felizes por participar desse programa que gerou uma imensa satisfação para a nossa família. E a intercambiada? Bom, ela mudou de casa. Tinha que conhecer outras famílias. Faz parte do programa. Prometeu visitar-nos sempre. Visitou, mas... Um ano passou logo. Era tempo de ir embora. Quase a totalidade da família rotária no aeroporto para se despedir. As lágrimas teimavam em aparecer. Adeus aos amigos, às irmãs e irmãos e aos pais aqui do Brasil. O coração pequeno, apertado. Lembro-me bem da sua frase de despedida: "Pai, eu vou voltar". Será? Duvidei. Dois anos depois, ela voltou. Depois de dois anos, entre cartas e telefonemas, ela voltou. Só por três semanas, mas foi bom. Foi muito bom. Agora posso dizer: "Até breve, minha filha". Anualmente, cerca de 7.500 jovens têm esta rara oportunidade de participar e aprender outra língua e outros costumes, bem como respeitá-los, adquirindo uma visão mais ampla do mundo. |
*O autor é sócio do Rotary Club
de Unaí, MG (D.4760).