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XXII Instituto Rotário do Brasil
celebra um futuro de mudanças

Lindoval G.F. de Oliveira e Sérgio Lüdtke*

   A 22ª edição do Instituto Rotário do Brasil, realizado em Porto Alegre entre os dias 9 e 12 de setembro, reuniu cerca de mil rotarianos, seus cônjuges e convidados e teve a prestigiosa participação do presidente do Rotary International, Carlo Ravizza que se fez acompanhar de sua mulher, Rossana. Tanto ele como outras autoridades rotárias que fizeram pronunciamentos durante o evento foram unânimes em afirmar que a preocupação maior da instituição, neste momento, é o fortalecimento do Rotary para enfrentar as mudanças econômicas, políticas e sociais drásticas que irão ocorrer no mundo nos próximos anos.

   Com relação à organização do Instituto, tudo correu impecavelmente. Nota 10, com louvor, para a comissão responsável, à frente o diligente EGD Antonio Parissi.
   A mesa que abriu os trabalhos do encontro (foto) estava composta por: Archimedes Theodoro, representando o Colégio de Diretores do RI e Yolanda; Rita e Paulo Viriato Corrêa da Costa; deputado Vilson Covatti, representante do presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul; Rossana e Carlo Ravizza; Hipólito Sérgio Ferreira, convocador do Instituto e Marilene; Antonio Parissi, presidente do Instituto e Lourdes; Luiz Vicente Giay e Célia; Newton Burmeister, secretário municipal de Planejamento de Porto Alegre, representando o prefeito Raul Pont e Záida Costa, mulher do governador do D.4680, João Antonio Porto Costa, representando os cinco distritos rotários do Rio Grande do Sul.

      Abertura concorrida
   A 22ª edição do Instituto Rotário do Brasil ocupou um auditório lotado no Salão Nobre da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Após as interpretações dos hinos do Brasil e da Itália pelo Coro Massolin de Fiori, Antonio Parissi saudou os participantes falando da importância da informação para o desenvolvimento do Rotary. Segundo ele, é com a valorização da informação entre os rotarianos que se poderá “descobrir os caminhos que devemos trilhar e os atalhos que deveremos tomar para chegar às metas a que nos propomos”.
   As metas do Rotary e o futuro da organização foram os principais temas tratados desde o início desse encontro. Outro tema abordado foi a necessidade da participação cada vez maior das mulheres. Tanto que o diretor 1999-2001 do RI, Hipólito Sérgio Ferreira, ao declarar aberto o Instituto Rotário, comunicou que não haveria uma programação feminina paralela para que todas pudessem participar das palestras e debates programados. “O ingresso das mulheres no Rotary é tão necessário e definitivo que já não se recomenda falar em “rotarianos e suas esposas”. “O novo tratamento, que deve virar regra, é “o rotariano e seu cônjuge”, disse o convocador do Instituto.
   O presidente Carlo Ravizza em seu discurso lembrou a proximidade do centenário do Rotary, os desafios que estão por vir, declarou conhecer muito bem o Brasil, tantas são as suas visitas ao nosso país e deixou claro que estava ali para “ouvir, ouvir, ouvir” o que os rotarianos brasileiros querem fazer e que caminhos querem seguir.
   A cerimônia de abertura foi encerrada com um concerto da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, regida pelo maestro Túlio Belardi, um ex-rotariano que empolgou a todos pedindo que os presentes soltassem a voz e abrissem seus corações para cantar o Hino Rotário.

      Alvorada de trabalho
   O primeiro dia de trabalho do Instituto começou cedo: 7h30, nas dependências do Hotel Plaza São Rafael, local em que se desenvolveu todo o evento. E começou com a Reunião Anual de Trabalho da Diretoria da Brasil Rotário com seus Conselhos Emérito, Consultivo-Editorial que é formado pelos governadores de distritos 1999-2000 e 2000-2001. O horário não impediu a presença de cerca de 150 companheiros e cônjuges.
   “A revista Brasil Rotário é uma das melhores do mundo e deve ser o instrumento primeiro da paz”, afirmou Hipólito ao abrir a sessão. E disse mais: “esse encontro de trabalho que hoje conta com 150 participantes, certamente terá 1000 no Recife, no XXIII Instituto, pois vou convocar também os presidentes de clubes para enriquecer ainda mais a reunião com a revista”.
   A seguir, Roberto Petis Fernandes, presidente da Brasil Rotário, fez uma breve apresentação ilustrada sobre a atualidade da revista e apresentou os debatedores: EGDs Carlos Henrique Fróes, Edson Avellar da Silva, Flávio de Mattos e Pedro Maes Castellain; Cleofas Paes Santiago e José Maria Meneses, conselheiros ou membros da diretoria, e Lindoval G.F. de Oliveira, editor.
   Todas as perguntas formuladas pelos presentes mereceram esclarecedoras respostas, inclusive a da eterna queixa de que a revista, muitas vezes, não dá o espaço de divulgação esperado pelos clubes, tendo Petis informado que é grande o volume de correspondência enviada mensalmente à Brasil Rotário: cerca de 20 artigos e 150 fotos, material impossível de ser aproveitado em apenas 64 páginas. Além disso, como a estratégia da revista é chegar, também, ao universo não-rotário, é necessário reservar espaço para a publicação de matérias de interesse geral. ‘Aliás, disse Petis, essa amplitude de interesses, a distribuição das matérias pelas diferentes regiões do país, já que somos um órgão de circulação nacional, além, claro, dos temas eminentes rotários, são os critérios observados na seleção do material para publicação”.
   Entre várias sugestões feitas pelos presentes, destacamos a do diretor do RI 1995-97, José Alfredo Pretoni. Ele sugeriu a edição de um número especial da revista, no final de cada ano, que veiculasse os três principais projetos de cada distrito.
   O presidente do RI 1990-91, Paulo Viriato Corrêa da Costa, conclamou os clubes a subscreverem uma assinatura adicional da revista para os prefeitos de suas cidades e disse “estar, como brasileiro, orgulhoso da Brasil Rotário”. E concluiu dirigindo-se aos governadores: “Vocês são uns privilegiados porque são os pioneiros nesse tipo de reunião aonde uma revista regional oficial do RI ouve os governadores”.
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  • Primeira Sessão Plenária
  • Segunda Sessão Plenária
  • Terceira Sessão Plenária
  • Grupos de Discussão

  • Os autores são jornalistas, sendo
    que Lindoval de Oliveira é sócio
    do Rotary Clube do Rio de Janeiro,
    RJ(D.4570) e editor da Brasil Rotário

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