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Altamente produtiva é, certamente, a melhor definição para a Conferência Latino-Americana sobre População e Desenvolvimento, realizada em Brasília, de 15 a 18 de março, nas dependências do Hotel Nacional.O encontro teve cerca de 900 participantes, vindos de 27 países, e primou pela seleção dos assuntos mais iminentes ligados ao tema da conferência, pela qualidade dos palestrantes e pela objetividade dos integrantes dos painéis e grupos de discussão. Essa foi a terceira conferência sobre População e Desenvolvimento: as duas primeiras ocorreram em Zurique, Suíça (julho/2000), e Nova Déli, Índia (setembro/2000). Abertura A sessão solene de abertura da conferência foi presidida por Frank J. Devlyn, presidente do Rotary International. O primeiro orador, Mário de Oliveira Antonino, diretor 1985-87 do RI, lembrou Paulo Viriato Corrêa da Costa, presidente 1990-91 do RI, morto no ano passado, revelando que foi ele o grande incentivador para que o encontro se realizasse em Brasília, “uma indicação mais do que acertada, posto que esta é a cidade da ousadia e que muito bem representa o sonho e a utopia do Rotary que é ser ponte entre os povos”. O presidente do evento encerrou seu discurso destacando a atuação de Devlyn à frente da nossa organização e convocando os rotarianos à ação de “servir ao Brasil, servir à América, servir ao mundo”. O segundo orador, Hipólito Sérgio Ferreira, diretor do RI, falou do momento histórico que estava sendo vivido ao se discutir o crescimento populacional, salientando ser “este o momento de nos projetarmos para o futuro na direção do bem comum”. Neste mesmo tom, falou também o presidente Frank Devlyn. Seu discurso começou com uma pergunta inusitada e desafiadora: “Rotarianos, o que estamos fazendo aqui?” Ao longo do discurso as respostas foram aparecendo. Destacando a necessidade de se fazer alguma coisa em favor da população mundial, o presidente contou a maneira como a nossa organização enfrentou o desafio de vencer a poliomielite. “Temos uma força, que chamo de magia do Rotary, e vamos usá-la para formar consciências. Rotary tem credibilidade mundial e pode fazer muito, sempre respeitando as diferenças étnicas, culturais e religiosas”, disse. Segundo Devlyn, este fazer deve começar com a educação das crianças “que estão esquecidas em muito países”. E salientou que a ação deve ser imediata, para se “poder dizer daqui a alguns anos com orgulho: Eu estive em Brasília”. Finalizando, o presidente do RI revelou o motivo de estar reunido este grupo de rotarianos: “Estamos aqui por um homem, Paulo Viriato Corrêa da Costa”. Como último orador da noite, o ministro do Desenvolvimento Urbano, Ovídio de Angelis, representante do Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, lembrou ter aprendido com o sogro, um rotariano de mais de 80 anos, o lema “Dar de si, antes de pensar em si”. E este lema tem norteado suas ações como homem público. Por isso acreditava que durante a conferência iriam aparecer diversas soluções para os vários problemas da superpopluação mundial. Encerrando seu discurso, o ministro fez um pedido: “Gostaria que as soluções surgidas no encontro fossem encaminhadas a mim também. Quero levá-las ao Presidente Fernando Henrique e, se possível, transformá-las em ações de governo”. >> Leia toda à matéria na Brasil Rotário deste mês. |