| |
 |
| |
Alceu Antimo Vezozzo e o início do Rotary |
|
|
Trabalho. Muito trabalho. Foram cinco dias de intensa atividade rotária no mais importante evento do calendário regional do Rotary. Era o que desejava e obteve o convocador do XXIV Instituto Rotário do Brasil, o diretor 2001-03 do RI, Alceu Antimo Vezozzo.
O encontro, que contou com o prestígio da presença do casal presidente do Rotary International, Richard D. King/Cherie, realizou-se de 6 a 9 de setembro, na capital de São Paulo, nas amplas dependências do Hotel Transamérica.
Durante aqueles cinco dias, em clima do melhor companheirismo, tivemos três sessões plenárias; o GETS e o GATS Seminários de Treinamento para Governadores Eleitos e Governadores Assistentes, respectivamente; Seminário da Fundação Rotária; oito Grupos de Discussão, sendo vários com a participação dos cônjuges; dois Fóruns; nove Grupos de Debates; três Grupos Especiais e, ainda, a reunião do Comitê Internacional da América do Sul. E o importante é que os salões onde ocorreram todos esses eventos atraíram sempre platéias interessadas e participativas.
Mesmo destinado exclusivamente aos administradores da organização anteriores, atuais e entrantes o Instituto reuniu cerca de 1.000 participantes, incluindo cônjuges e convidados.
O programa foi integralmente cumprido. Aqui cabe uma palavra de aplauso aos membros da Comissão Organizadora, à frente o chairman do Instituto, EGD Lourenço Fló Júnior, ao vice-chairman e diretor de protocolo, EGD Sizenando Affonso e ao secretário geral, EGD José Antonio Antiório.
Abertura
A sessão solene de abertura, no dia 6, ocorreu no Teatro Alfa, pertencente ao complexo do hotel. Depois da entrada das bandeiras no recinto, bandeiras do Brasil, Estados Unidos, Argentina, dos estados brasileiros e do Rotary, portadas por jovens do Rotaract, foram tocados os hinos nacionais norte-americano e argentino, e cantado o Hino Nacional Brasileiro pelo Coral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, ao qual logo se juntaram as vozes de todos os presentes que lotaram o teatro.
Usaram da palavra, pela ordem: EGD Lourenço Fló Júnior, chairman do Instituto, que em sua saudação declarou: Esta cidade que abriga milhões de filhos de todos os cantos do nosso Brasil, de pessoas oriundas de todos os países do mundo; é esta metrópole que, a partir de agora, se engalana por estar recebendo ilustres rotarianos. Este é um momento histórico. Ao se iniciar o XXIV Instituto Rotário, desejamos externar o nosso carinho ao estimado presidente Richard King e sua simpática esposa, Cherie. O lema do presidente King: A Humanidade é a Nossa Missão tem embutida em si uma profunda sensibilidade, pois existem inúmeros conglomerados de seres que necessitam de ajuda, proteção e orientação. Neste ano em que se incentiva o voluntariado e sendo o Rotary, pelos quadros sociais dos seus clubes, a entidade, no mundo, que tem o maior número de voluntários, o lema do presidente King pode ter uma aplicação de significativo aproveitamento e será, sem qualquer dúvida, benéfico àqueles mais necessitados.
A palavra do convocador
O diretor Alceu Vezozzo, em seu pronunciamento, relembrou a história do Rotary, iniciada na noite de 23 de fevereiro de 1905, quando o advogado Paul Harris reuniu-se com três amigos de profissões diferentes: um negociante de carvão (Silvester Schielle), um engenheiro de minas (Gustav Loehr) e um alfaiate (Hiram Shorey). Os quatro eram procedentes de pequenas comunidades da Nova Inglaterra e de ascendência alemã, sueca e irlandesa, e adotavam as religiões protestante, católica e judaica. Estava criado o Rotary. Cada um deles exercia uma atividade reconhecida e era conhecido em sua comunidade por sua dedicação e amor ao seu semelhtante.
O primeiro projeto comunitário do Rotary e talvez do mundo surgiu em 1907: a instalação do primeiro sanitário público da cidade de Chicago, localizado perto da Prefeitura. Disse Vezozzo, ao final de sua alocução: Através de nossas profissões nós servimos; realizamos o ideal do Rotary e de mãos dadas com a maior riqueza que o Rotary poderia dar a cada rotariano, individualmente, em todo o mundo: o trabalho voluntário, o estender a mão, o fazer o bem, o nosso entusiasmo, o sorrir, o realizar-se como pessoa humana perante o próximo. Eis a grande bandeira do Rotary.
Rick: mais sócios
O presidente Richard King foi o último orador da noite. Ele começou o seu discurso informando que a Fundação Rotária, neste ano rotário, não dispunha de recursos para os Subsídios Equivalentes, pois todo o dinheiro já foi alocado e que era preciso encontrar um líder de destaque para resolver esse problema e disse: Esse líder pode estar no Brasil. O Brasil sempre esteve entre os cinco primeiros países do mundo em liderança no quadro social e em apoio à Fundação Rotária. E prosseguiu: O presidente Giay revelou que, em média, as contribuições anuais dos rotarianos, no mundo, são de 50 dólares por sócio. Se conseguíssemos duplicar essa contribuição, no ano teríamos o dobro do dinheiro: 120 milhões de dólares. Este ano, o objetivo da Fundação é alcançar 73 milhões de dólares, uma das maiores metas já estabelecidas. Mas não é inatingível se cada rotariano contribuir com apenas dois dólares por semana. Viajei para mais de 100 países e não conheci um só rotariano que não pudesse contribuir com essa pequena quantia. E continuou o presidente: É preciso acreditar que o trabalho do rotariano é um trabalho de Deus aqui na terra. Todo esse nosso trabalho vai nos retornar infinitamente. O grande desafio que o líder terá que enfrentar está ligado ao quadro social, pois precisamos trazer o maior número de pessoas para a nossa organização. Mais sócios significa uma Fundação Rotária maior e mais forte. Estou pedindo a cada um de vocês que tragam apenas um novo sócio. Saibam que 90% dos rotarianos, no mundo inteiro, nunca convidaram uma pessoa para ingressar em Rotary. Isto é uma coisa de que nós não devemos nos orgulhar.
O presidente fez, ainda, previsões para os próximos 25 anos, notadamente para o avanço da tecnologia, atribuindo à TV e ao computador um papel maior na falta de diálogo entre os membros da família, bem superior ao verificado nos dias de hoje, declarando: Se o entretenimento eletrônico continuar aumentando, nós poderemos nos tornar uma não sociedade, uma massa pobremente integrada que será incapaz de trabalhar em unidade. O Rotary deve contribuir para encontrar soluções para esse problema. Precisamos uns dos outros; o ser humano precisa pertencer a alguma coisa, pois ele faz parte de uma comunidade e necessita de amor e de cuidados. O Rotary fornece isso às pessoas e é por isso que elas precisam do Rotary. Para que a nossa instituição possa crescer e tornar-se a mais importante Organização Não-Governamental sem fins lucrativos, sem vínculos religiosos e não política do mundo, peço a cada rotariano que, neste ano rotário, traga um novo sócio para o Rotary.
»
mais: Primeira sessão plenária, Participação de ex-bolsista, Palestras da tarde.
|