Fale conosco Últimas notícias Conheça o Rotary Chat Página inicial

Voluntários do Rotary são a chave
para o futuro da Fundação Rotária


Neste mês que o RI dedica à nossa Fundação, os editores da revista norte-americana The Rotarian
entrevistaram o presidente do Conselho de Curadores da instituição, Luis Vicente Giay, sócio do
RC de Arrecifes, Buenos Aires, Argentina – D.4820 e presidente 1996-97 do Rotary International.


   The Rotarian: A Fundação Rotária enfrenta novos desafios neste novo século, resultantes, de um lado, de seu enorme sucesso: entre 1999-2000 e 2000-2001, houve um fabuloso aumento de 49% nos projetos de Subsídios Equivalentes e por outro lado, ocorreu uma grande queda no aporte de recursos. Qual a sua visão sobre o futuro da Fundação Rotária?
   Luis Vicente Giay: Acredito que a Fundação Rotária tem fôlego suficiente para enfrentar os desafios do futuro. Ela sempre foi administrada de forma eficiente e econômica; apresenta solidez financeira e os aportes de contribuições continuam a crescer. A diversidade dos seus programas oferece inúmeras oportunidades de prestar serviços humanitários, que são executados de maneira eficiente pelos rotarianos de todo mundo. Além de tudo, os cerca de 1,2 milhão de voluntários – membros do Rotary – empregam seus melhores esforços pelo sucesso da Fundação.

   TR: Que papel poderá a Fundação Rotária desempenhar, em conseqüência dos atentados de 11 de setembro?
   LVG: Eu fui testemunha da tragédia de Nova York. Eu estava lá, para representar a Fundação na Conferência Anual das Organizações Não–Governamentais, nas Nações Unidas. O que vimos foi algo horrível, inacreditável e um claro sinal de que devemos dobrar, triplicar, quadruplicar nossos esforços em prol da boa vontade, da compreensão e da paz no mundo. Quando apresentei o nosso plano dos Centros Rotários para Estudos Internacionais sobre a Paz e Resolução de Conflitos, muitas pessoas vieram a mim para afirmar que o Rotary e a Fundação Rotária estavam fazendo exatamente o que deveriam, no tempo certo. Mais uma vez, o Rotary coloca-se na vanguarda. Os curadores da Fundação Rotária aprovaram a idéia do programa em 1996-97, tendo em mente que os conflitos e a violência urbana em muitos países seriam os maiores desafios para o futuro. O deslanche do programa, a se iniciar em 2002, com os 70 primeiros Bolsistas Rotários da Paz a freqüentar os Centros Rotários, representará o alargamento dos nossos horizontes para a paz.
   Este programa é uma das muitas mudanças que a nossa Fundação vem sofrendo desde 1947. Visitei cinco dos Centros Rotários e falei com os diretores. O nível de entusiasmo demonstrado deu-me a certeza de que o Rotary logrou combinar, de forma admirável, o mundo acadêmico e voluntários, ansiosos para servir e trabalhar em favor da paz.

   TR: Como podem os voluntários rotarianos cooperar com a Fundação, na superação dos desafios?
   LVG: Acredito que, em primeiro lugar, os rotarianos têm duas responsabilidades principais: 1) aumentar o quadro social; e 2) apoiar, de todas as formas, as atividades da Fundação Rotária. Maiores doações em espécie significarão mais serviços prestados. Mais serviços ajudarão a melhorar as comunidades. Melhores comunidades constroem Rotary Clubs melhores. Mais sócios quer dizer mais possíveis doadores. Mais doações redundarão no atendimento de mais gente. Mais pessoas se beneficiando do Rotary é “Dar de Si Antes de Pensar em Si”. Por isso, contribuições financeiras, empenho pessoal e idéias são os ingredientes da receita de como podem os voluntários ajudar a Fundação Rotária.

   TR: Por que se tornou tão importante, a essa altura dos acontecimentos, ajudar a Fundação Rotária?
   LGV: Durante a Convenção Internacional 2002, em Barcelona, estaremos celebrando 85 anos desde que a Fundação Rotária foi criada, em 1917, por Arch Klumph, e temos o que comemorar, pois os rotarianos, finalmente, perceberam o imenso potencial da instituição. Eles sabem, agora, que contribuições financeiras são necessárias. A Fundação pode, potencialmente, resolver qualquer problema do mundo, limitada unicamente à generosidade dos rotarianos. Por isso pedimos tanto aos rotarianos, rotaractianos, interactianos e suas famílias que não sejam tímidos na colaboração que podem dar à Fundação Rotária, em benefício de um mundo melhor.

   TR: Quais são suas melhores lembranças de projetos apoiados pela Fundação, através da contribuição de voluntários rotarianos?
   LVG: Em 1996-97, quando eu era presidente do Rotary International, tive maravilhosos exemplos de contribuição em todo mundo, mas recordo-me bem da visita que fiz ao Campo de Jaipur Foot, onde rotarianos patrocinam a produção e adaptação de membros artificiais para pessoas necessitadas. (Nota dos editores: O Dr. Pramod Karan Sethi, inventor do “Pé de Jaipur”, recebeu o Prêmio Rotary da Compreensão Mundial e da Paz, versão 2002). Fui entregar, em público, uma perna artificial a um jovem. Tão logo a perna foi colocada, ele começou a sorrir, a andar, e mesmo a dar pequenos saltos. Ele foi até o fim do palco onde estávamos e retornou até a minha presença, quando disse: “Sr. Presidente, o senhor deu-me uma nova perna, o senhor deu-me novas asas para voar!” Fui, também, inaugurar uma nova escola para crianças cegas em Belo Horizonte, Brasil. A Fundação apoiou um projeto da escola, através do fornecimento de impressoras em Braile. Posso recordar de um menininho inteiramente cego. Fomos ambos convidados a digitar alguma coisa no teclado da máquina impressora em Braile, e juntos pressionamos o botão “Imprimir”. A máquina começou a trabalhar, e quando saiu a primeira página, eu a entreguei ao menino. Ele percorreu os dedos sobre a escrita em Braile e disse: “Agora eu posso ser um escritor!”
   Experiências como essas, ver projetos desenvolvidos por rotarianos, podem ser muito estimulantes. Os rotarianos podem constatar que estão tendo a oportunidade de contribuir com algo importante e que podem tornar seus sonhos realidade.
   A Fundação Rotária tem a capacidade de mudar a vida de cada ser que habita este planeta. É nosso dever, nossa responsabilidade e nosso privilégio, como rotarianos, enfrentar esse desafio.
   A minha mensagem de hoje encerra um grande otimismo. Nós somos os guardiões da nossa Fundação Rotária. Fizemos bom uso dela, até hoje, como uma ferramenta importante. Mas a Fundação é mais do que isso, é uma ponte para o futuro.
   Encerrando, desejo incentivar cada um a prosseguir no trabalho de colaboração com a nossa Fundação Rotária, pois os desafios deste século se constituirão em um novo teste a ultrapassar, e uma oportunidade para todos os rotarianos fazerem ecoar as suas vozes, proclamando o ideal de servir como o mais belo gesto que pode um ser humano ter, que é ajudar o próximo a construir uma vida melhor.



| Voltar | Principal | Rotary | Notícias | E-mail |

© Copyright 2001 - Revista Brasil Rotário