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É dando que se recebe

  Flávio Farah

    Desde a grande caminhada no sentido da erradicação da poliomielite até as providências básicas estabelecidas para aprimorar a educação para todos, a Fundação Rotária está trabalhando, em quase todas as partes do mundo, oferecendo medidas práticas de assistência e esperança para um futuro mais brilhante.
   Não importa quão diversas as condições possam se apresentar, os rotarianos, com entusiasmo, aceitam os novos desafios e usando os recursos que a Fundação oferece, continuam em sua batalha contra as doenças, a pobreza, a fome, o analfabetismo e a falta de moradia.

   Através do envio de “embaixadores da boa vontade” da Fundação Rotária de um país para outro, os rotarianos também se esforçam, ao máximo, para atingir o mais ambicioso de todos os objetivos: compreensão e paz!
   Perseverança e pensamento elevados tem sido o ponto máximo da Fundação, desde o início de suas atividades.
   “Não há limites para ampliar as oportunidades que o Rotary tem na área da prestação de serviços”, comentou o fundador da Fundação Rotária, Arch Klumph. A Fundação tem mais de 80 anos e a sua área de prestação de serviços continua se expandindo.
   Por 83 anos a Fundação tem proporcionado saúde e prosperidade a vidas marcadas por pobreza e desesperança. É atribuição dos seus curadores assegurar que essa tarefa vital continue e alcance novas áreas. Para manter seu ritmo de assistência e crescimento, os programas da entidade e sua administração são, permanentemente, avaliados e melhorados.
   Ao adentrarmos em um novo século, a Fundação comemorou diversos marcos significativos.
   Primeiramente, vale relembrar o extraordinário progresso obtido no projeto da erradicação da poliomielite. Graças ao esforço heróico de rotarianos e outros colaboradores, o certificado de erradicação definitivo dessa doença será emitido no ano de 2005.
   Neste ano, o esforço dos rotarianos foi enorme – em alguns casos com risco da própria vida – para manter o calendário das imunizações.
   Para acelerar o processo, a Fundação assumiu um novo compromisso: em resposta à falta de recursos, ela e a Fundação das Nações Unidas, lançaram uma iniciativa desafiando filantropos, empresas e outras fundações a se juntarem para combater a poliomielite. O setor privado será encorajado a fazer contribuições de, pelo menos, um bilhão de dólares, para ajudar à causa.
   Tal iniciativa é uma demonstração clara de apoio ao tema do nosso presidente Richard King: “A humanidade é a nossa missão”.
   Em resposta ao esforço do Rotary, o governo dos Estados Unidos comprometeu-se a contribuir, este ano, com 126 milhões de dólares para a campanha, bem acima dos 11 milhões de 1995.
   Quando, em 1985, o programa Polio Plus, foi lançado pelo Rotary, a epidemia estava presente em 125 países, número esse reduzido para menos de 15 países, agora, em 2001.

      Prioridade absoluta
   No entanto, a mais difícil parte da tarefa está para ser concluída. Em decorrência de deficiência na intra-estrutura, extrema pobreza e discórdia civil nos territórios restantes, a erradicação do mal exige esforços redobrados, razão pela qual a administração do RI deu, em maio deste ano, prioridade total para o programa Polio Plus visando a obtenção do certificado de erradicação da poliomielite, já tendo conseguido da Organização Mundial de Saúde – OMS, Unicef e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, contribuições valiosas.
   Bill Sergeant, o chairman do Comitê Internacional da Campanha Polio Plus, comenta: “O Rotary é a consciência da campanha da erradicação”. A poliomielite não pode ser eliminada enquanto seu vírus existir na parte mais remota do mundo, necessitando, por isso mesmo, do apoio de todos os clubes e distritos localizados no Brasil.
   Outro fato de alto significado este ano, foi a criação do Centro Rotário Internacional de Estudos para a Paz e Resolução de Conflitos, um sonho que levou 25 anos para se tornar realidade.
No ano 2002 os primeiros bolsistas darão início aos estudos relacionados com a paz mundial em oito universidades espalhadas pelo mundo.
   Através dessa iniciativa, a Fundação Rotária está, mais uma vez, promovendo reuniões para incentivar a procura de soluções, através da troca de idéias e experiências.
   Os graduados – Rotary World Peace Scholars – dos Centros de Treinamento terão a capacidade para fazer contribuições significativas para beneficiar o entendimento entre as comunidades e o mundo, contribuições independentes e equilibradas que darão ao programa uma completa transparência.
   O programa Bolsistas, do RI, é o mais importante do mundo; só o programa de patrocínio Rhodes acomoda 86 candidatos por ano, com um orçamento anual de três milhões de dólares. A Fundação Rotária patrocina 1.200 candidatos por ano, arcando com um custo de 23 milhões de dólares.
   Para assegurar a continuidade dos Centros Rotários, os curadores da Fundação Rotária introduziram varias formas de contribuição para o Fundo Permanente. No entanto, até que essas contribuições se concretizem, os fundos para financiar as operações Rotary World Peace Scholars serão supridas pelo District Designated Funds – FDUC.
   Os distritos podem financiar essa missão, através da contribuição para o FDUC, sendo as contribuições reconhecidas como para o Rotary Centers Pioneer District.
   Os curadores criaram, também, dois novos programas: o Programa de Assistência à Comunidade – CAP e o Programa de Subsídio a Transporte.
   O Programa de Assistência à Comunidade foi criado para financiar projetos dentro das comunidades locais, usando recursos do FDUC.
   O Programa de Subsídio a Transporte irá preencher uma lacuna existente entre os Rotary Clubs que coletam produtos para remessa ao exterior, já que, muitas vezes, os bens eram coletados, mas não havia recursos para o pagamento do transporte até o destino final, o que não acontecerá mais, graças à criação deste Subsídio.
   A Fundação Rotária atingiu uma nova meta, este ano, quando outorgou o 10.000º Subsídio Equivalente. Pelo quarto ano consecutivo esse programa cresceu à base de 20% ao ano. Foram 309 projetos brasileiros aprovados. O Brasil é o segundo país no mundo em recebimentos de projetos da Fundação Rotária, crescimento que significa novas oportunidades para a Fundação Rotária com maiores Subsídios Equivalentes, mais relacionamento internacional e parcerias e maior número de comunidades beneficiadas.

      Remodelação total
   Para atender a essa demanda foi desenvolvido um ciclo de trabalho inteiramente remodelado. Projetos que, anteriormente, eram processados durante todo o correr do ano, serão aceitos, sempre, a partir de 15 de julho até o dia 30 de março, sendo as aprovações efetuadas até o dia 15 de maio, deixando um período de seis semanas para avaliações e relatórios a serem fornecidos à Fundação Rotária.
   A emissão de aprovações também foi atualizada e será revisada em períodos de três anos, tempo suficiente para análise e correções, quando necessárias.
   Outras áreas referentes a Subsídios Equivalentes também estavam sob o impacto do crescimento, principalmente a área financeira, sabendo-se que os valores vêm do Fundo Mundial e seu orçamento.
   Das doações à Fundação Rotária, 40% vão para o Fundo Mundial, que alimenta e financia os demais programas.
   Os curadores estabeleceram uma meta de 100 dólares per capita para o ano 2005. Somente 100 dólares por rotariano!
   Naturalmente em certas áreas do mundo, essa importância terá significado maior do que em outras, mas o seu valor terá, como contrapartida, os benefícios distribuídos pela Fundação Rotária.
   Vamos criar consciência e agir no sentido de aumentar as doações para o nosso programa anual. É dando que se recebe.




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