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Inventar é imaginar o que ninguém pensou;
É acreditar no que ninguém jurou;
É arriscar o que ninguém ousou;
É realizar o que ninguém tentou.
Inventar é transcender.
Alberto Santos Dumont.
Em julho deste ano, sabedor do primeiro centenário da conquista aérea do grande herói mundial, comecei longa, exaustiva mas deliciosa jornada motivando os rotarianos e as autoridades competentes para que o Dia 19 de outubro de 2001 fosse comemorado com amor, civismo e reconhecimento.
Pesquisei fatos históricos, bibliotecas, artigos, adquiri livros e, de corpo e alma, viajei na fantástica obra de Alberto Santos Dumont, o Bandeirante do Espaço, orgulho nacional.
Sonhando, levantei vôo no Balão Brasil, o primeiro e o menor do mundo construído pelo nosso Ícaro. Nessa parte da caminhada, preparei um artigo sobre o mineiro e enviei cartas para os rotarianos, órgãos de comunicação, profes-sores, empresas aéreas, Aeroporto Santos Dumont e auto-ridades municipais, estaduais e federais, inclusive para o presidente da Re-pública e aos governadores dos Estados de Minas Gerais, onde ele nasceu; do Rio de Janeiro, onde ele morou e construiu a Casa Encantada e de São Paulo, onde tragicamente se suicidou. O vôo, ape-sar das incertezas, foi um sucesso.
Imitando o Pai da Aviação, sonhando ainda, entrei no Dirigível nº 6, o balão dirigido com que Santos Dumont audaciosamente, em 19 de outubro de 1901, provando para o mundo que aquela criação aérea, tão em moda em Paris, poderia ser comandada pelo homem participou e ganhou o prêmio Deutsch de La Merthe, de 120 mil francos e o respeito de todos. Nessa mágica viagem, participei de vários encontros, fiz palestras em diversos Rotary Clubs, fui entrevistado por órgãos de comunicação, e com artigos publicados nos jornais O Globo, Extra, revistas e boletins rotários. Redações foram feitas pelos alunos dos colégios João Baptista, no Rio, e Militar, de Belo Horizonte, onde é professora a minha filha Soraia. Esse vôo transformou meus sonhos cívicos em realidades.
Foi a melhor etapa dessa caminhada reconfortante, enaltecendo um dos mais brilhantes brasileiros.
Finalmente, não sei se acordado ou sonhando, entrei no 14-BIS, e pelos caminhos rotários nunca dantes navegados, parafraseando Camões, fui recolhendo os resultados de todos os movimentos que culminaram com os festejos do dia 19 de outubro de 2001, quando, como convidado da Varig, participei da inauguração de uma bela exposição sobre os feitos de Santos Dumont, com distribuição de postais e mostra do carimbo dos Correios homenageando o vôo dirigido de 19.10.1901, no aeroporto que tem o seu nome, no Rio de Janeiro.
Nessas viagens, senti o carinho com que os rotarianos assistiram às minhas palestras; o sentimento cívico de receber os mais variados boletins rotários com o meu artigo publicado; as notícias nos mais diversos meios de comunicação; as cartas, fax, telegramas e telefonemas da Presidência da República, dos Governos dos Estados de São Paulo e Minas, da Prefeitura de Petrópolis e da Varig.
Agora, passados esses dias de ansiedade, amizade, alegrias e civismo, como o nosso herói depois das conquistas, estou voando no famoso Demoiselle, relembrando, a alegria de ser brasileiro e viver num país que é exemplo de Paz Mundial.
Cada palavra e cada ação envolverão momentos de saudades com lembranças inesquecíveis do maior e mais importante herói da História da Aviação Mundial, o brasileiro imortal Santos Dumont, orgulho de cada brasileiro que ama o Brasil. E tudo continuará, com mais civismo e emoção, quando em 23 de outubro de 2006, os brasileiros, com amor no coração, comemorarão os 100 anos do 14-BIS, festejando o primeiro vôo de um avião com propulsão própria, inventado, construído e pilotado por Santos Dumont. Os preparativos para esses festejos deverão começar agora, pois, como dizia um governador do Distrito 457, hoje D.4570, companheiro Simão Treiger, Se não fizermos agora, quando então?
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