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A dramática realidade das crianças e adolescentes prostituídas Um fato inconteste é que a rede de prostituição infantil no Brasil continua intacta. É como roubar doce de uma criança: fácil e lucrativo. Só que se trata, aqui, de roubar a honra. A violência sexual contra menores está em toda a parte: dentro de casa, nos garimpos, nas ruas. Sem direito à infância, as meninas são prostituídas, se transformam em atrizes da indústria de filmes pornográficos, sofrem com o abuso sexual doméstico praticado pelos próprios pais ou padrastos. Uma covardia que não respeita limites geográficos ou econômicos. No Rio de Janeiro, as Sereias da Atlântica são as meninas que trabalham nessa área de Copacabana. Muitas são franzinas com hematomas e marcas de queimaduras de cigarro por todo o corpo. No nordeste a prostituição infantil denota extrema degradação moral e em Brasília ocorre, até mesmo nas barbas do poder, em plena luz do dia. Dezenas de meninas fazem ponto perto da rodoviária, no Plano Piloto. Embora a questão da prostituição infantil possa envolver, no Brasil, numerosas crianças vítimas de uma situação socioeconômica extremamente injusta e desigual, as pesquisas estão demonstrando que a menina até poderia tolerar mais tempo a pobreza e miséria, mas o que ela encontra em casa é a violência de um pai incestuoso e alcoolizado, o abandono e a degradação familiar. Ela vai, então, para a rua e recebe carinho e atenção de um tio, que a presenteia com alguma peça de vestuário ou com um lanche por algum favor sexual. Ás vezes esse tio lhe paga em dinheiro que é usado na despesa de casa, apesar de sua mãe desconhecer a verdadeira origem desse dinheiro. Ela acha que sua filha arrecada tanto dinheiro vendendo umas caixinhas de chicletes. Essa passividade absurda de algumas mães pode ceder lugar a outras que cometem atitudes de extrema degradação social. Ou seja, mães que oferecem filhas menores de idade para programas com qualquer estranho que pague alguns reais. Tristes conseqüências Combate ainda tímido |