| Os
cuidados que devem ser tomados nos dias atuais ao se hospedar um jovem
de outro país
egundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência
é o período que compreende a faixa de idade entre os 10
e os 19 anos, e que se caracteriza por grandes modificações
sociais, psicológicas e corporais do indivíduo. Graças
a isso, essa fase de nossas vidas impõe expressivas exigências
no que diz respeito a adaptações do corpo e da mente,
além de gerar novas responsabilidades familiares, sociais, culturais
e interpessoais. É evidente o fato de que durante a adolescência
o jovem apresenta-se potencialmente vulnerável a interferências
várias no desenvolvimento de seu caráter.
O
momento atual
Estamos vivendo hoje uma situação na
qual o jovem é constantemente assediado para iniciar-se no uso
de drogas. Podemos enumerar alguns fatores que concorrem para esse panorama,
como o comportamento de determinados setores da mídia que, na
busca por maiores índices de audiência – e nem sempre
de modo ético, mas com altas doses de sensacionalismo –
enfocam insistentemente a matéria. Ou, ainda, o poderio econômico
advindo da comercialização ilegal – e até
certo ponto bem-sucedida – das drogas, com espetaculares esquemas
de controle e multiplicação dos pontos de venda, principalmente
nos grandes centros, o que facilita sobremaneira a sua aquisição.
As oportunidades oferecidas para o jovem experimentar
drogas são numerosas. Nós, como pais e educadores, não
podemos ficar alienados. Precisamos ter em mente a possibilidade de
nossos filhos serem envolvidos por esse mal a qualquer momento. Onde?
Nos mais diversos locais, inclusive naqueles tidos como seguros, onde
nunca imaginaríamos haver a possibilidade de tal ocorrência.
Quando? A qualquer dia e hora, desde que as condições
tornem-se apropriadas. Como? De incontáveis, mirabolantes e competentes
maneiras.
Pois bem: essa é a realidade dos nossos dias.
E como deveríamos agir? A receita é por demais conhecida
e divulgada por todos: prevenir. Talvez seja até redundante repetir
o que a maioria já sabe, mas um assunto de relevada seriedade
e importância merece ser abordado e reforçado sempre: a
prevenção tem que sair do âmbito familiar. A orientação
e o diálogo franco são fundamentais. Devem ser estabelecidos
limites claros de conduta, de horários, de adequação
comportamental, tudo com boa dose de amor e afeto. Incentivar atividades
sadias é um requisito indispensável. Além de tudo
isso, uma rotina de bons exemplos, compreensão e tolerância
para com as dificuldades inerentes ao difícil período
da adolescência – incluindo aí o acompanhamento,
e não o “policiamento”, das atividades dos filhos
– certamente será um dispositivo muito valioso para que
nossos jovens se mantenham longe das drogas.
A
responsabilidade
Relativamente ao estudante que participa do Programa
Internacional de Intercâmbio de Jovens, geralmente na idade entre
15 e 19 anos, alguns pontos precisam ser considerados. Quando hospedamos
um intercambiado em nossa casa, nossa responsabilidade em relação
a esse problema se agiganta. É evidente, necessário e
requisitado que o jovem recém-chegado seja tratado como nosso
filho, em todos os sentidos. É este sentimento que os dirigentes
do Programa de Intercâmbio divulgam aos participantes de todo
o mundo. Entretanto, as famílias anfitriãs necessitam
ter uma atenção especial com estes “novos filhos”.
Durante a preparação e o treinamento
que antecedem a viagem, o candidato ao intercâmbio é alertado
para o perigo de se envolver com drogas e para a possibilidade de ser
remetido de volta ao seu país de origem se não seguir
as normas do programa. É importante lembrar que tais estudantes,
a exemplo do que pode ocorrer também com nossos filhos, estarão
sujeitos a esse risco, alguns deles com um agravante muito sério:
são de países de culturas e realidades variadas, em alguns
dos quais o uso de certas drogas é liberado ou tolerado em locais
restritos – ou não é considerado contravenção.
Para concluir, vale a pena reforçar: a receita
para o sucesso continua sendo a prevenção. Mas, para que
tudo realmente funcione bem, é preciso considerar, tratar e amar
o intercambiado como um verdadeiro filho, elo de uma amizade duradoura
e embaixador da paz e da compreensão mundial.
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