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XXVII Instituto Rotário do Brasil

  Lindoval de Oliveira

ela primeira vez Florianópolis sediou, de 2 a 5 de setembro, um Instituto Rotário, tal como ocorreu no ano passado com Aracaju, graças à decisão do diretor do RI, Luiz Coelho de Oliveira, de prestigiar importantes centros rotários que ainda não haviam tido o privilégio de realizar o principal evento do calendário regional do Rotary.
   No ano que vem, a capital contemplada será Cuiabá, indicação de Coelho prontamente acolhida pelo diretor 2005-07 para a nossa zona, Carlos Enrique Speroni, da Argentina.
   A cidade que tem a melhor qualidade de vida do Brasil, representada pelos distritos 4651, 4650 e 4740, e a Comissão Organizadora, presidida pelo EGD Everton Jorge da Luz, receberam festivamente os cerca de 1.200 participantes do encontro no paradisíaco resort Costão do Santinho, localizado ao norte da Ilha Santa Catarina.

      Sessão solene de abertura
   Com a honrosa presença do presidente do Rotary International, Glenn E. Estess, Sr. e sua mulher, Mary, entrada das bandeiras e a execução dos hinos nacionais dos países representados na reunião, estava se iniciando, na noite do dia 2 de setembro, o XXVII Instituto Rotário do Brasil.
   Anunciada pelo seu marido, o DRI Coelho, ocupou a tribuna, para uma prece inspirativa, Lucilena Marcondes Coelho de Oliveira: “Rotary celebra teus 100 anos, não pelo que fazes, mas por tudo que fizestes nestes anos. (...) Rotary, anuncia a quem não te conhece o teu trabalho humanitário”. Estes são trechos do seu texto carregado de emoção e no qual ela enumerou as várias áreas da produtiva atuação do Rotary, destacando este ano em que começamos as celebrações pelo centenário da organização.

      Pronunciamentos
   O presidente do evento
   Primeiro orador da noite, o chairman EGD Everton Jorge da Luz, após dar as boas-vindas aos companheiros, cônjuges e convidados, declarou: “A partir deste momento vocês vivenciarão momentos mágicos, que estarão renovando, permanentemente, os conhecimentos rotários. Os planos estão traçados e os trabalhos iniciados”. Ele comparou o Rotary com um templo empenhado em elevar espiritualmente a humanidade.

   O governador
   O rotariano Luiz Henrique da Silveira, governador do estado de Santa Catarina, aproveitou para destacar alguns elementos que fazem do estado um importante pólo de crescimento no país. Dentre eles, o aumento da exportação, a alta expectativa de vida, o baixo índice de mortalidade infantil, a industrialização, o desenvolvimento cultural, o alto nível do esporte, a beleza do litoral, da serra e das fontes hidrotermais. “Mas temos consciência de que outros estados podem muito mais do que nós”, contemporizou o governador. E sobre a importância do Rotary ter escolhido Santa Catarina para sediar o XXVII Instituto Rotário do Brasil, elogiou: “Falando, portanto, para líderes, eu quero lhes dizer, não com esperança, mas com certeza, que o Rotary International faz bem ao consagrar ao Brasil e a Santa Catarina este evento. Bem-vindos todos!”

   O convocador
   O DRI Luiz Coelho de Oliveira também deu as boas-vindas aos participantes, ressaltando que a importante presença do presidente do RI, Glenn Estess, era o reconhecimento ao trabalho rotário de cada um dos companheiros presentes à capital catarinense. Dirigindo-se a Estess, Coelho declarou que os rotarianos brasileiros estavam respondendo em “alto e bom som” aos seus chamamentos à família, ao uso racional da água, à saúde pública, à alfabetização e educação, ao desenvolvimento do quadro social e ao compromisso de erradicar a poliomielite do mundo.

   O mais aguardado
   O ponto alto da noite foi o pronunciamento do presidente do Rotary International, Glenn Estess, um homem que cativa a todos pela sua simplicidade e fidalguia, que disse ter sido a segunda vez que visitava Florianópolis e que a cidade continuava bela como sempre. Generoso, congratulou os brasileiros pelas medalhas ganhas na Olimpíada de Atenas e saudou os companheiros da mesa diretora, os que se encontravam no salão lotado e os convidados.
   Falando sobre a importância do Rotary em sua vida, destacou o fato de ter muitos membros de sua família engajados na organização. Salientou várias vezes o que ele chamou de “prioridade número um” da instituição: o desenvolvimento do quadro social através de ações voltadas para a manutenção dos companheiros atuais, do recrutamento de novos sócios e a expansão, com a criação de novos clubes. “O Rotary já desenvolveu vários projetos de recrutamento bem-sucedidos e nós estamos trabalhando para criar projetos de retenção que também são tão importantes quanto aqueles. Novos sócios estão vindo para o Rotary, mas um grande número está deixando a organização num período de dois a três anos – e isso é algo que precisa ser levado em consideração”.
   Finalizando, o presidente do RI conclamou a todos a refletir sobre o que a instituição já alcançou nestes 100 anos, para que sirva de inspiração para o futuro. “Temos muitos motivos para celebrar o Rotary”, concluiu Estess, sendo aplaudido demoradamente.

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